Young Adult | A literatura tem idade?

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-08-12 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

J. K. Rowling

J. K. Rowling

J. K. Rowling é autora da série bestseller Harry Potter, constituída por sete volumes publicados entre 1997 e 2007, a qual já vendeu mais de 500 milhões de exemplares em todo o mundo e deu origem a oito grandes produções cinematográficas.
A autora escreveu ainda três livros cujas receitas revertem a favor de instituições de solidariedade: O Quidditch Através dos Tempos, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (a favor da Comic Relief) e os Contos de Beedle o Bardo (a favor da Lumos). Em 2012, J. K. Rowling lançou a plataforma digital Pottermore, através da qual os fãs da autora poderão encontrar novidades, artigos, reportagens e os seus textos mais recentes.
O seu primeiro romance para adultos, Uma Morte Súbita, foi publicado em setembro de 2012 e adaptado à televisão pela BBC em 2015. Os seus romances policiais, escritos sob o pseudónimo Robert Galbraith, foram publicados em 2013 (Quando o Cuco Chama), 2014 (O Bicho da Seda), 2015 (Carreira do Mal) e 2018 (Lethal White). Estes livros foram adaptados ao formato televisivo numa produção da Brontë Film & Television para a BBC e a HBO. J. K. Rowling foi convidada para fazer o discurso de abertura da cerimónia de formatura da Universidade de Harvard em 2008, posteriormente publicado numa edição ilustrada, em 2015, sob o título Uma Vida Muito Boa, cujas receitas revertem a favor da instituição de solidariedade a que preside, a Lumus, bem como de projetos da Universidade de Harvard.
Em 2016, J. K. Rowling colaborou com o escritor Jack Thorne e o encenador John Tiffany na peça de teatro intitulada Harry Potter e a Criança Amaldiçoada Partes Um e Dois, em cena no Palace Theatre, em Londres, e no Lyric Theatre, na Broadway, em Nova Iorque.
O guião da peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada Partes Um e Dois e o argumento do filme Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los foram publicados em 2016.
Pottermore Publishing é a editora digital global das séries Harry Potter e Monstros Fantásticos, bem como de outros audiolivros e ebooks do Mundo Mágico de Harry Potter. Tem como objetivo liderar a inovação no domínio da edição digital e reunir as novas gerações de leitores com os fãs de longa data, celebrando e dando vida às histórias que começaram com O Rapaz que Sobreviveu (1º capítulo de Harry Potter e a Pedra Filosofal).
A autora não está disponível para entrevistas ou outros eventos relacionados com a publicação do argumento do filme.

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Maria Teresa Maia Gonzalez

Maria Teresa Maia Gonzalez

Maria Teresa Maia Gonzalez nasceu em Coimbra, em 1958. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Variante de Estudos Franceses e Ingleses – pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.

Foi professora de Português, Inglês e Francês, no ensino particular e público, entre 1982 e 1997, em Alverca do Ribatejo, Manique e Lisboa.

Muito cedo sentiu despertar o gosto pelas histórias ouvidas e lidas em família. Com cerca de 9 anos de idade começou a sentir o gosto pela escrita, escrevendo poemas e histórias com regularidade. Iniciou a sua carreira na escrita em 1989, quando ainda era professora.

Da sua obra constam sobretudo romances juvenis, sendo também da sua autoria histórias infantis, fábulas, poesia, contos, crónicas, ficção para adultos e uma coleção juvenil de peças de teatro.

São temáticas recorrentes nos seus livros os direitos das crianças e dos adolescentes, a espiritualidade e os problemas da adolescência, nomeadamente, a solidão, as perdas, a depressão, os conflitos familiares, as dependências químicas, a violência em meio escolar, a violência doméstica, a sexualidade e a afetividade. Vê o livro destinado aos mais novos como veículo promotor dos valores humanos, sobretudo o respeito pelo indivíduo e pela Natureza, a paz, a saúde, a harmoniosa convivência entre gerações e culturas diversas, e a espiritualidade.

De 2014 a 2016 foi colaboradora mensal da Rádio Renascença, com crónicas sobre literatura e espiritualidade, no Programa «Princípio e Fim».

Muitos excertos dos livros da autora constam de manuais escolares para os vários níveis de ensino, sobretudo dos 2º e 3º Ciclos.

Desde 1990 até à presente data, visita regularmente bibliotecas, bem como escolas públicas e privadas, onde as suas obras são usadas com objetivos pedagógicos, nos vários níveis de ensino. Estes encontros têm-se revelado muito frutuosos, sobretudo no que se refere à promoção da leitura e constituem grande fonte de inspiração para a autora.

Foi a autora portuguesa nomeada para o PRÉMIO ALMA 2016, 2017, 2018 e 2019 (estas duas últimas nomeações foram feitas pelo próprio Júri Internacional do Prémio Alma).

Foi a autora portuguesa nomeada para o Prémio Ibero-Americano de Literatura Infantojuvenil, em 2017.

Várias dezenas de títulos desta autora constam do PLANO NACIONAL DE LEITURA.

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Veronica Roth

Veronica Roth

Veronica Roth estudou Escrita Criativa na Northwestern University. Nos seus tempos de faculdade, preferiu dedicar-se a escrever o que viria a ser a sua primeira obra, Divergente, e deixar de lado os trabalhos de casa – uma escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida. Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards em 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.

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Rainbow Rowell

Rainbow Rowell

Rainbow Rowell vive em Omaha, Nebrasca, com o marido e os dois filhos.
Por vezes escreve sobre os adultos, e outras vezes sobre jovens, mas aborda sempre pessoas tagarelas, que erram e fazem asneiras e que se apaixonam. Quando não está a escrever, Rainbow lê banda desenhada, planeia viagens ao Disney World, e argumenta sobre coisas que na verdade não são muito relevantes no grande esquema do mundo.

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Christopher Paolini

Christopher Paolini

Christopher Paolini nasceu no Sul da Califórnia e viveu a maior parte da sua vida em Paradise Valley, no Montana, com os pais e a irmã mais nova, Angela. Foi a sua paixão pela fantasia e a beleza natural do Montana que inspiraram o fantástico cenário de Eragon, o primeiro livro do Ciclo da Herança. Tinha quinze anos quando escreveu a primeira versão de Eragon, que acabou por ser publicado em 2003, transformando-se de imediato num sucesso mundial. Seguiu-se Eldest, o segundo capítulo do Ciclo que acompanha Eragon e o dragão Saphira, e depois Brisingr e Herança. Artista talentoso, Christopher desenhou também as ilustrações dos livros. Nos seus tempos livres gosta de afiar facas, entreter-se com videojogos, levantar coisas pesadas, e procurar exemplares perfeitos de cadernos com capa em pele.

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Enfrentar o medo com elegância poética

Numa entrevista ao Correio Braziliense, em abril, Mia Couto, biólogo e poeta moçambicano, quando questionado sobre o espaço da poesia em tempos de incerteza e sobre se o medo poderia ser enfrentado com 'elegância poética', afirmou que a poesia poderia ser boa aliada em tempos de pandemia, acrescentando que, se esta ”constituir uma visão alternativa do mundo, e não apenas uma forma de arte, então ela terá poderes para enfrentar este mundo”. “Às vezes, tudo o que resta é a palavra”, concluiu. E foi com palavras e poesia que muitos quiseram vestir os dias em que, confinados, assistiam ao medo e à morte a fazerem manchetes nas televisões — a fazer lembrar os seres descritos por Platão, na sua alegoria da caverna, que vislumbravam apenas uma ténue sombra da realidade projetada nas suas paredes. Foi a alimentar os sonhos a poesia (“Ó subalimentados do sonho! A poesia é para comer.”, Natália Correia) que muitas esperas se tornaram suportáveis porque, acreditamos, tal como Juan Ramón Jimenez, que “Apoesia, como deus, como o amor, é só fé.”

Diários da peste | Como a literatura resistiu ao confinamento

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"Wonderstruck - O Museu das Maravilhas" | Do lápis de carvão para o ecrã

Um livro para os leitores mais novos deu origem a um filme para todas as idades. "Wonderstruck — O Museu das Maravilhas", de Brian Selznick, foi adaptado ao cinema por Todd Haynes, e tem estreia marcada no canal TVCine Top, este sábado, dia 1 de agosto.

Quando Harry Potter recebeu, pelas mãos de Hagrid, uma carta a anunciar que era um pequeno feiticeiro prestes a estudar em Hogwarts, todas as crianças acompanharam a sua jornada como se esta lhes pertencesse, imaginando uma realidade onde também poderiam fazer magia. Anos mais tarde, no fim de uma viagem repleta de perdas e conquistas, o Rapaz Que Sobreviveu derrota Lord Voldemort na batalha mais épica de sempre, oferecendo-nos a reconfortante sensação de que o bem derrota sempre o mal. Essas crianças, agora adolescentes – ou talvez já adultas – findam a caminhada ao lado de Harry como se também elas estivessem presentes no momento em que Tom Riddle dá o seu último suspiro.

A saga de J. K. Rowling , desde Pedra Filosofal (1997) até Talismãs da Morte (2007), é somente uma porta para um mundo diverso, influente e indispensável – a literatura para jovens adultos . Harry Potter ensinou várias gerações a olhar nos olhos as consequências de um sistema corrupto e a solidão de perder quem mais amamos, tudo isto através de um espaço ficcional estimulante e criativo.

 
Uma literatura sem idade mas que promete ficar

Ainda que a ficção young adult (YA) tenha recebido o seu destaque mais ou menos na altura de Rowling , a voz de adolescentes representada na ficção não é propriamente recente. Mark Twain e Charles Dickens publicaram As Aventuras de Tom Sawyer (1876) e  Oliver Twist (1838) respetivamente, duas obras escritas no século XIX sobre dois meninos órfãos que aprendem a viver numa sociedade cruel. Outras obras mais recentes receberam, entretanto, a atenção do público adolescente, como À Espera do Centeio (1951), de J. D. Salinger , ou Mataram a Cotovia (1960), de Harper Lee . Todas, sem exceção, evocam a experiência de crianças ou adolescentes e a sua visão honesta perante as infelicidades do mundo.

No final do século XX, perante o sucesso de Harry Potter , a perspetiva adolescente ganhou cada vez mais popularidade. A diferença, no entanto, estava na complexidade dos enredos, ao explorar assuntos compreendidos, até então, como um tabu . Distopias como Os Jogos da Fome (2008), de Suzanne Collins , ou Divergente (2001), de Veronica Roth , indiciavam a força dos jovens, capazes de revolucionarem sociedades pisadas pela ditadura e corrupção política. Em Portugal, Os Filhos da Droga (1978), de Christiane F. , ou A Lua de Joana (1994), de Maria Teresa Maia Gonzalez , chamavam a atenção para a cultura da toxicodependência nas camadas mais jovens.

Mas o que torna a ficção de jovem adulto tão importante?

Com histórias cada vez mais diversificadas, de uma profundidade por vezes difícil e crua, este é um género literário que entra na casa do leitor e se instala onde é necessário – no coração de quem mais precisa dele .

 
Uma voz que é de todos

De acordo com um artigo do The Atlantic , aproximadamente 55% dos leitores de ficção young adult são adultos . Um número que pode parecer surpreendente, mas que não é novidade entre académicos e especialistas, como é o caso de Jen Loja , presidente da Penguin Young Readers e professora de literatura. Ao contrário da ficção para adultos, a ficção young adult representa uma fase pela qual todos nós já passámos – a adolescência.

Crescer é ter medo, vivenciar dramas que nos parecem impossíveis até os resolvermos, sofrer perdas inimagináveis e amadurecer com as nossas experiências, algo que qualquer geração consegue entender perfeitamente. É ser Cath, a menina introvertida de Fangirl (2013), que encontra o consolo nos livros e na sua escrita e tem medo de se abrir para outros depois da morte da mãe. É ser infinito como Charlie, em As Vantagens de Ser Invisível (1999). É viajar nas costas de um dragão, como em Eragon (2002) e descobrir o renascer do mundo através do olhar imenso de Saphira. 

 

Literatura que faz pensar

Starr Carter tem 16 anos quando se torna na única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. É em O Ódio que Semeias (2017) que sentimos o desespero da personagem principal, numa história que depressa se tornou num aclamado bestseller sobre a brutalidade policial nos Estados Unidos da América. 

Segundo Virginia Zimmerman , professora de literatura inglesa, há uma concepção errada em torno dos livros young adult, ao veicular-se a ideia de que se trata de um género que não traz nada de novo, funcionando mais como um escape do que propriamente como literatura. “As pessoas podem ler ficção YA para entrar em realidades diferentes, mas eu acho que o fazem para encontrar sentimentos, desafios e relações que reconhecem nas suas próprias vidas” .

Histórias como as de Starr Carter colocam-nos na pele do outro , e isso é a receita ideal para nos tornarmos mais empáticos e emocionalmente mais inteligentes . De facto, a literatura young adult  aborda, cada vez mais, assuntos importantes sobre raça, sexualidade ou discriminação, obrigando o adolescente – ou o adulto – a pensar para lá do seu entendimento. 

 

Histórias que valem a pena

Para Zimmerman , não há dúvidas de que a ficção YA tem vindo a melhorar ao longo dos anos. Atualmente, há uma secção completamente dedicada aos livros young adult no The New York Times , algo que há 10, 11 anos seria impensável. Para além disso, são cada vez mais os livros adaptados ao cinema ou a séries de televisão, como A Rapariga que Roubava Livros (2005) ou Por Treze Razõe s (2007).

Outro factor, talvez dos mais importantes, diz respeito à visibilidade que a restante literatura passa a ter para o jovem leitor. É o mergulhar nesse oceano que é a ficção, independentemente do género literário ou da geração para quem é dirigido. 

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