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Preferimos o termo “poeta” pela mesma razão que Sophia de Mello Breyner recusava a conotação de inferioridade do termo “poetisa”. Romancista, jornalista e feminista desde que teve consciência das desigualdades que existiam entre os homens e as mulheres, Maria Teresa Horta, com 86 anos, viu chegar às livrarias a sua primeira biografia, pela mão de Patrícia Reis e da editora Contraponto. Dividida em cinco partes que vão desde as suas primeiras memórias da infância às horas solitárias da terceira idade, A Desobediente resulta de dezenas de conversas entre a autora e a biógrafa, e de uma compreensão daquilo que sempre pautou a vida de Teresa: ”a desobediência, face à absurdez, à irracionalidade do mundo” (Frédéric Gros, Desobedecer). Desvendamos um pouco daquilo que foi, segundo Patrícia Reis, uma vida inteira à beira do abismo, em cinco excertos memoráveis – símbolo daquilo que tem sido a salvação de Maria Teresa Horta até hoje: os livros, as palavras, a poesia.
Este ano celebram-se 15 anos da editora Alfaguara em Portugal, no mesmo ano em que a editora celebra 60 anos de publicação em língua espanhola. Quando se instalou deste lado da fronteira em 2009, a Alfaguara já contava com uma identidade e repertório editorial estabelecidos no campo da literatura internacional, sem nunca ter deixado de manter abertura e vontade de crescer com novos autores. Nas palavras de Clara Capitão (Diretora Editorial) “esta ambivalência foi plenamente abraçada e continua a orientar as nossas escolhas, procurando sempre dar a conhecer alguma da melhor literatura internacional, num equilíbrio entre autores já consagrados e autores que importa descobrir.”
No mesmo domingo em que se decide o rumo que o nosso país irá seguir nos próximos quatro anos (10 de março), as estrelas de Hollywood reúnem-se no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia, para conhecer os favoritos de 2023 da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Se, tal como nós, acredita que o livro é sempre melhor que o filme, não pode perder estas dez leituras que inspiraram alguns dos mais especiais nomeados para os Óscares 2024.
Depois da demissão do primeiro-ministro, António Costa, no dia 7 de novembro, e da consequente dissolução do parlamento, os portugueses vão a votos para decidir o futuro do país. As eleições legislativas antecipadas estão marcadas para dia 10 de março, e está nas mãos de mais 10,8 milhões de eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro escolher o partido que irá formar o próximo Governo e representá-los durante os próximos quatro anos. Os nove livros que sugerimos são essenciais para conhecer melhor os candidatos que vão a votos e entender aquilo que está em jogo.
Há livros que são armas, tijolos que quebram muros, machados que quebram o mar gelado em nós (Franz Kafka), um “tiro de pistola entre a multidão” (André Breton). Portugal e o Futuro de António de Spínola foi um desses livros. Publicado dois meses antes da Revolução sem sangue que mudou para sempre o nosso país, o livro do então militar acabou por ser a arma, a “pedrada no charco”, o “rastilho” (António Valdemar) que colocou em movimento as engrenagens da mudança. Agora, no 50º aniversário da Revolução e da publicação do livro que lhe deu início, João Céu e Silva traça aquilo que descreve como “a biografia de um livro” com O General que Começou o 25 de Abril Dois Meses antes dos Capitães (Contraponto).
Para os que amam a cara metade, amor é cumplicidade, é paixão. É ser uma alma em dois corpos, falar com o olhar, sonhar com o para sempre. É um passeio de mão dadas, um filme romântico a dois no sofá. É doce, é quente.
Acha que conhece Charles Dickens? Pense outra vez. O popular escritor vitoriano, possivelmente um dos mais influentes da História da Literatura Inglesa, foi um homem de múltiplas facetas, e algumas delas menos favoráveis. Autor de clássicos como Oliver Twist e Conto de Natal, e de tantas palavras e expressões que mudaram para sempre a língua inglesa, foi também uma figura complexa e controversa.No seu 212º aniversário, recordamos o homem — o bom, o mau e o feio — e a obra de Charles Dickens, com algumas curiosidades.
«- Romano, gostava de abrir uma livraria na minha aldeia. - Muito bem, quantos habitantes tem?- 180.- Então, 180 mil a dividir…- Não é 180 mil, é 180.- És doida.»
Nascidas no mesmo dia, separadas por dois anos e um oceano, Virginia Woolf e Judith Teixeira foram duas mulheres e escritoras à frente do seu tempo. Nascida Adeline Virginia Stephen em Londres no ano de 1882, Woolf ficou para a História como uma das figuras literárias mais importantes do século XX. Dois anos antes, em Viseu, nascia Judite dos Reis Ramos Teixeira, também conhecida por Lena de Valois ou Judith Teixeira, um nome cuja memória a História tentou apagar.
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