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Ativista, feminista, contestatária. Odeia sopa e adora os Beatles. Há alguém que não conheça Mafalda? Para o seu criador, o argentino Quino (1932-2020), que sempre recusou a fama, podia ser só mais um desenho, mas para gerações e gerações de leitores, esta menina de seis anos tornou-se um verdadeiro ícone, símbolo da luta pela paz, pela igualdade e pela justiça num mundo cada vez mais doente.
Ainda não foi desta vez que se escreveu a “bíblia” sobre o 25 de Abril, mesmo que seja o ano em que se comemora meio século sobre o golpe militar dos capitães em 1974. Uma ausência que não impediu a chegada às livrarias de vários e interessantes títulos sobre a Revolução cinquentenária e de muitas reedições de obras dedicadas a Abril, que nos próximos meses podem ser revisitadas ou lidas pela primeira vez.
Depois de se tornar um fenómeno literário em Espanha, “Caruncho” chega às livrarias como o primeiro título do projeto “Sementes de Dissidência” da editora Antígona. Romance de estreia de Layla Martínez, é o primeiro de cinco livros que irão viajar pelo país ao abrigo do programa Europa Criativa, da União Europeia.
Romance, fantasia, romance histórico, banda desenhada, conto… seja qual for a sua preferência literária, não faltam sugestões de leitura escritas em bom português. Neste Dia do Livro Português, data em que se comemora o primeiro livro impresso em Portugal (o Pentateuco, impresso em Faro no ano de 1487), partilhamos consigo seis novidades literárias de seis novas vozes da literatura portuguesa, prova viva de que o que é nacional é bom (e recomenda-se!).
Neste Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, há ainda quem se debata com a pergunta: Portugal é um país racista? Afinal, de acordo com o European Social Survey (2020), 55% dos portugueses manifesta alguma forma de racismo e 71% dos portugueses apresenta um viés pró-branco, isto é, associam mais sentimentos positivos a pessoas brancas de forma mais automática do que a pessoas negras (Racial bias around the world, Coutts, A., 2020). No entanto, uma sondagem ICS/ISCTE, de 2020, mostra que 52% dos portugueses acredita que, em Portugal, há menos discriminação étnico-racial do que nos outros países da Europa.
Não precisamos de pais perfeitos, mas sim de pais “suficientemente bons”. Foi o pedopsiquiatra britânico Donald Winnicot que primeiro defendeu esta tese que Pedro Strecht retoma para o seu mais recente livro. Depois de Pais sem pressa (2018), no qual o médico de psiquiatria da infância e adolescência faz uma apologia da pausa numa sociedade cada vez mais acelerada, Strecht volta a apontar a necessidade de um novo paradigma na parentalidade. Pais Suficientemente bons (para filhos que não têm de ser perfeitos) rejeita a ânsia de perfeição dos pais de hoje e a pressão que estes exercem sobre os filhos, defendendo uma abordagem mais saudável e empática da parentalidade.
Neil Gaiman escreveu que “um livro é um sonho que seguramos nas mãos.” Mas sabia que pode ser também o seu maior aliado na hora de se deitar e mergulhar no reino dos sonhos? Neste Dia Mundial do Sono, dia 15 de março, revelamos-lhe os benefícios de ler antes de dormir para uma boa noite de sono e convidamo-lo a descobrir uma seleção de livros sobre o tema.
De Atticus Finch a Arthur Weasley, a literatura está cheia de figuras paternas memoráveis, mas não é só de pais-heróis que lhe falamos hoje. Os livros que lhe sugerimos, a propósito do Dia do Pai (19 de março), falam da experiência da paternidade em toda a sua complexidade, do bom, do mau e do “suficientemente bom”, percorrendo diferentes géneros literários, da ficção à não ficção ou à banda desenhada. Partilhe-os com as figuras paternas da sua vida.
Preferimos o termo “poeta” pela mesma razão que Sophia de Mello Breyner recusava a conotação de inferioridade do termo “poetisa”. Romancista, jornalista e feminista desde que teve consciência das desigualdades que existiam entre os homens e as mulheres, Maria Teresa Horta, com 86 anos, viu chegar às livrarias a sua primeira biografia, pela mão de Patrícia Reis e da editora Contraponto. Dividida em cinco partes que vão desde as suas primeiras memórias da infância às horas solitárias da terceira idade, A Desobediente resulta de dezenas de conversas entre a autora e a biógrafa, e de uma compreensão daquilo que sempre pautou a vida de Teresa: ”a desobediência, face à absurdez, à irracionalidade do mundo” (Frédéric Gros, Desobedecer). Desvendamos um pouco daquilo que foi, segundo Patrícia Reis, uma vida inteira à beira do abismo, em cinco excertos memoráveis – símbolo daquilo que tem sido a salvação de Maria Teresa Horta até hoje: os livros, as palavras, a poesia.
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