Vamos falar de amor

Por: Bertrand Livreiros a 2024-02-14

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“Escondiam-se livros proibidos atrás de prateleiras falsas”: a Bertrand no pré e pós-revolução

Fernando Oliveira era uma “criança” quando começou a trabalhar na Bertrand. A 21 de janeiro de 1973 — tem a data na ponta da língua — era tudo “completamente diferente do que é agora”. Cada ficha de cada livro era feita à mão e até se recorda de ir à estação buscar os livros novos, que vinham pelo correio. Tudo era feito naquela livraria Bertrand, na rua Sacadura Cabral, em Viana do Castelo: “o arquivo, a classificação, o contacto com os fornecedores, com alguns autores também”.

5 coisas surpreendentes que eram proibidas antes do 25 de abril

Para quem não viveu durante este período da História de Portugal, até pode parecer mentira, mas o nosso país era um lugar muito diferente antes de 25 de abril de 1974. Para além das proibições evidentes impostas por um regime ditatorial, como a liberdade de expressão ou de imprensa, havia algumas um pouco mais… fora da caixa. No livro Antes do 25 de abril era proibido, o jornalista António Costa Santos recorda este tempo de restrições em que sentenças como “é proibido”, “não se faz”, “parece mal” ou “é pecado” ditavam as normas e os costumes, muitas vezes com consequências muito sérias para os incumpridores. 

Emílio Rui Vilar — Memórias de Dois Regimes: a edificação democrática contada na primeira pessoa

Emílio Rui Vilar — Memórias de Dois Regimes, editado pela Temas & Debates, revisita a vida do homem que empresta o nome ao título. O livro é uma transcrição de entrevistas que os autores (António Araújo, Pedro Magalhães e Maria Inácia Rezola) fizeram, ao longo de vários meses, a Emílio Rui Vilar, e conta com várias notas bibliográficas de mais de duzentas personalidades, fotografias e documentos que o enriquecem.

Para os que amam a cara metade, amor é cumplicidade, é paixão. É ser uma alma em dois corpos, falar com o olhar, sonhar com o para sempre. É um passeio de mão dadas, um filme romântico a dois no sofá. É doce, é quente.

Para os que amam a família, amor é a essência da vida, é incondicional. É pôr em primeiro lugar os nossos filhos, os nossos pais. É ser feliz quando eles são felizes, chorar de alegria, rir de frustração. É emocional, é físico, corre no sangue.

Para os que amam os amigos, amor é irmandade, é amizade. É partilhar os bons e maus momentos, crescer em conjunto, fazer parte de uma equipa. São tardes a conversar no café e serões até de madrugada. É alegre, é destemido.

Para os que se amam, amor é intimidade, é aceitação. É tomar nas próprias mãos a felicidade, é conquistar o mundo a solo. É olhar ao espelho e sorrir, é desfrutar do tempo a sós. É pacífico, é consciente.

Para os que amam os animais, amor é universal, é gestual. É um parceiro de quatro patas, um companheiro que fala outra língua. É acordar cedo para ir à rua, faça chuva ou faça sol, é dormir com uma bola de pelo a aquecer os pés. É dócil, é inocente.

Para os que amam o momento, amor é liberdade, é existir. É correr riscos, viver a vida todos os dias como se fosse o último. É correr, saltar, dançar, cantar. É uma revolução de cores e sabores.

Para todos os que amam, o que importa é amar. Sem medo, de coração aberto.

E para os que amam livros, amor é possibilidade, é imaginação. É de papel e cheia a tinta. Por vezes corta, por vezes amachuca-se, mas nunca nos falha. Desde 1732, estamos juntos neste amor. 

Bertrand Livreiros
Somos Livros, com amor.

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