Julián Fuks
Filho de pais argentinos, Julián Fuks nasceu em São Paulo em 1981. Publicou o primeiro livro, Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu, em 2004, e com ele ganhou o Prémio Nascente da Universidade de São Paulo.
Em 2007 e 2012 foi finalista do Prémio Jabuti e do Prémio Portugal Telecom com os livros Histórias de literatura e cegueira e Procura do romance, respectivamente. Em 2012 foi considerado pela revista Granta um dos melhores jovens escritores brasileiros.
O romance A resistência (Companhia das Letras, 2016) valeu-lhe o Prémio Literário José Saramago e o Prémio Jabuti de Melhor Livro. Seguiu-se-lhe A ocupação, publicado no Brasil em 2019 e agora em edição portuguesa da Companhia das Letras Portugal.
VER +
Ondjaki
Ondjaki, nasceu em Luanda em 1977. É doutorado em Estudos Africanos pela universidade L’Orientale de Nápoles. Prosador e poeta, também escreve para cinema. É membro da União dos Escritores Angolanos. Recebeu os prémios Sagrada Esperança (Angola, 2004); Conto – A.P.E. (Portugal, 2007); FNLIJ (Brasil, 2010, 2014 e 2023); Jabuti na categoria juvenil (Brasil, 2010); José Saramago (Portugal, 2013) e Littérature-monde (França, 2016) com o livro Os Transparentes. Está traduzido para francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio e sueco. Ocasionalmente dirige oficinas de escrita criativa. Em 2023, recebeu o prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da sua obra.
VER +
José Saramago
Prémio Nobel de Literatura, 1998
Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.
VER +
João Tordo
João Tordo nasceu em Lisboa em 1975.
É autor de dezasseis livros, divididos entre o romance, o policial e o ensaio.
Venceu o Prémio Literário José Saramago em 2009, com o romance As três vidas, e o Prémio Literário Fernando Namora em 2021, com Felicidade.
Foi ainda finalista do Prémio Literário Europeu, do Prémio P.E.N. Clube, do Prémio Oceanos, do Grande Prémio de Romance e Novela APE e do Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores, entre outros.
Toda a obra de João Tordo está publicada na Companhia das Letras.
Os seus livros estão editados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Brasil, Hungria, Espanha, Argentina, México e Uruguai.
www.joaotordo.com
VER +
Gonçalo M. Tavares
Gonçalo M. Tavares é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), de Gonçalo M. Tavares, recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França, sucedendo assim à Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, que recebeu este prémio em 2019, e ao escritor catalão Miquel de Palol. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. Saramago vaticinou-lhe o Prémio Nobel. Vasco Graça Moura escreveu que Uma Viagem à Índia dará ainda que falar dentro de cem anos. A The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostrava que a «lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão».
VER +
Valter Hugo Mãe
Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em muitos países.
Autor das obras: O século dos imbecis, Educação da tristeza, Deus na escuridão, As doenças do Brasil, Contra mim (Grande Prémio de Romance e Novela - Associação Portuguesa de Escritores), Homens imprudentemente poéticos, A Desumanização, O filho de mil homens, a máquina de fazer espanhóis (Prémio Oceanos), o apocalipse dos trabalhadores, o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros, As mais belas coisas do mundo, Serei sempre o teu abrigo e A minha mãe é a minha filha.
A sua poesia está reunida no volume publicação da mortalidade. Assina a crónica "Cidadania Impura", na Notícias Magazine. Com exceção da poesia, que tem chancela Assírio & Alvim, toda a sua obra está publicada pela Porto Editora.
VER +
José Luís Peixoto
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974.
É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.
Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d'Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu publicado no ano anterior, e em 2016 recebeu, no Brasil, o Prémio Oeanos com Galveias. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo, Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas. As suas mais recentes obras são Autobiografia (2019), na prosa, e Regresso a Casa (2020), na poesia.
Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.
Para saber mais sobre o autor: https://www.joseluispeixotoemviagem.com
VER +
Nenhum Olhar
17,70€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS
Últimos artigos publicados
Se tem até 35 anos e já publicou uma obra literária de ficção, romance ou novela, em português e num país lusófono, em 2017 ou 2018, já pode entregar a sua candidatura ao Prémio José Saramago 2019. O galardão, no valor de 25 mil euros, será entregue ao vencedor numa cerimónia pública em outubro de 2019.
Instituído pela Fundação Círculo de Leitores em 1999, com o objetivo de celebrar a atribuição do Prémio Nobel de Literatura de 1998 ao autor de “Ensaio sobre a Cegueira”, terá como júri Guilhermina Gomes, Ana Paula Tavares, António Mega Ferreira, Nelida Piñon e Pilar del Rio.
Em comunicado, a Fundação explica que procura utilizar o Prémio para “promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo, à criação e dedicação à escrita por jovens autores da lusofonia” (via Observador).
Entre os vários autores que já conquistaram o prémio, estão José Luís Peixoto (“Nenhum Olhar”), Gonçalo M. Tavares (“Jerusalém”), Valter Hugo Mãe (“o remorso de baltazar serapião”), João Tordo (“As Três Vidas”), Ondjaki (“Os Transparentes”) e Julián Fuks (“A Resistência”).
A data limite para a apresentação de candidaturas é 15 de maio de 2019. Saiba mais aqui.