"Diário da Peste" | Uma conversa com a memória do mundo
24 de março de 2020. O Jornal Expresso anuncia que Gonçalo M. Tavares iniciaria, nesse dia, um Diário da Peste, escrito ao ritmo a que a pandemia se espalhava pelo mundo. Uma página por dia. Multiplicaram-se as traduções em dezenas de países e o Diário do século partido em dois passou a ser lido um pouco por todo o mundo, tendo sido partilhado na Granta inglesa e espanhola e no Times Literary Supplement, entre tantas outras publicações. “Escrevi cada texto do Diário da Peste como se fosse o último”, esclarece Gonçalo M. Tavares, “não no sentido de pensar que ia morrer ou que o mundo ia acabar, claro, mas no sentido de pôr toda a energia do dia no texto — não guardar munições para o dia seguinte: é tudo agora. E depois acordava no dia seguinte e colocava-me na mesma posição: é tudo agora.” Partilhamos alguns excertos deste Diário, que é uma conversa com a memória do mundo.