Um dos mais prestigiados prémios literários do mundo lusófono, o Prémio Literário José Saramago, regressa este ano para a sua 14ª edição: as inscrições abrem já este mês, no dia 20 de janeiro.
Promovido pela Fundação Círculo de Leitores, em articulação com a Fundação José Saramago, este prémio bienal visa distinguir uma obra de ficção inédita de autores da lusofonia que tenham até 40 anos. O júri irá considerar textos inéditos em língua portuguesa submetidos até 15 de maio de 2026, no domínio da ficção, romance ou novela, com um mínimo de 200 mil caracteres, da autoria de um escritor de qualquer país da lusofonia que não tenha já sido premiado em edições anteriores do Prémio.
Este ano, o júri será será presidido por Guilhermina Gomes, Fundação Círculo de Leitores, e integra Pilar del Río, Fundação José Saramago, Joana Matos Frias, Universidade de Lisboa, Clara Rowland, Universidade Nova de Lisboa, Ana Lima Cecílio, Grupo Editorial Record, e Lídia Jorge, como Membro Honorário. O Prémio Literário José Saramago tem um valor de quarenta mil euros e será anunciado no último trimestre de 2026. Pode consultar o regulamento completo na página do Prémio.
Este Prémio tem como objetivo a defesa da língua portuguesa através do estímulo e valorização de jovens escritores. Foi instituído em 1999, em homenagem a José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, e que reforça nas suas próprias palavras esta intenção de que "os jovens autores tenham a oportunidade que eu não tive". Os vencedores deste galardão vieram a afirmar-se como vozes incontornáveis da literatura em língua portuguesa, entre eles José Luís Peixoto (2001), Gonçalo M. Tavares (2005), Valter Hugo Mãe (2007), Bruno Vieira Amaral (2015) e João Tordo (2009) assim como Andréa del Fuego (2011), Ondjaki (2013), Julián Fuks (2017), Afonso Reis Cabral (2019) e Rafael Gallo (2022). O vencedor de 2024, Francisco Mota Saraiva, foi premiado pela obra Morramos ao menos no porto.
A obra vencedora nesta 14.ª Edição do Prémio Literário José Saramago será publicada, em Portugal, pelo Grupo Porto Editora e, no Brasil, pelo Grupo Editorial Record, e terá distribuição em todos os países da lusofonia. Paulo Oliveira, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Círculo de Leitores, felicita o início desta nova parceria no Brasil: "Estamos certos de que, para além da ligação histórica a José Saramago, partilhamos o propósito central de promover o surgimento e a afirmação de autores de língua portuguesa, reforçando a vitalidade e a projeção internacional da nossa literatura."
O mesmo sentimento é partilhado por Sónia Machado Jardim, CEO do Grupo Editorial Record. "É com imensa satisfação que a Editora Record se associa à Fundação Círculo de Leitores e ao Grupo Porto Editora para ser a editora no Brasil do tradicional Prémio José Saramago. A literatura de língua portuguesa está vivenciando um momento muito positivo, com o surgimento de uma nova geração de escritores e de obras que contribuem de forma significativa para o cenário literário contemporâneo. Temos certeza que os próximos vencedores deste prêmio literário encontrarão leitores ávidos por conhece-los tanto no Brasil como em Portugal."
Sobre a Fundação Círculo de Leitores:
A Fundação Círculo de Leitores, dinamizadora do Prémio, existe desde 1995 e almeja divulgar a cultura escrita e o vasto património literário português, assim como o fomento dos hábitos individuais e sociais de leitura e a promoção de um melhor conhecimento e uso da língua portuguesa. Das suas atividades destacam-se a edição da revista LER, destinada à divulgação da literatura e dos autores portugueses e estrangeiros, e a iniciativa bienal do Prémio Literário José Saramago.
Sobre a Fundação José Saramago:
A Fundação José Saramago nasceu porque uns quantos homens e mulheres de diferentes países decidiram um dia que não podiam deixar sobre os ombros de um só homem, o escritor José Saramago, a bagagem que ele havia acumulado ao longo de tantos anos, os pensamentos pensados e vividos, as palavras que cada dia se empenham em sair das páginas dos livros para se instalarem em universos pessoais e serem bússolas para tantos, a ação cívica e política de alguém que, sendo de letras e sem deixar de o ser, transcendeu o âmbito literário para se converter numa referência moral em todo o mundo. Por isso, para que José Saramago pudesse continuar a ser o mesmo, soubemos que tínhamos a obrigação ética de criar a Fundação José Saramago e assim, dando abrigo ao homem, aumentarmos o tempo do escritor, sermos também a sua casa, o lugar onde as ideias se mantêm, o pensamento crítico se aperfeiçoa, a beleza se expande, o rigor e a harmonia convivem.
Não necessitamos, para intervir e ser, de autorizações nem de permissões de ninguém, basta-nos saber que somos humanos e que queremos contribuir para o processo de humanização de que um mundo em permanente processo de desumanização necessita. Perante a nossa insistência, José Saramago indicou o caminho. Temos a nossa Declaração de Princípios. Somos o que diz o papel que José Saramago assinou em Lisboa em 29 de junho de 2007. Somos a Fundação José Saramago.