A livraria mais antiga do mundo lançou o primeiro prémio literário português atribuído por leitores e livreiros.
Convidámos todos os leitores e livreiros a votar no seu livro preferido, a partir de uma pré-seleção de 55 livros publicados em Portugal ao longo de 2016, que contou com o precioso contributo dos jornalistas José Mário Silva e Ana bela Mota Ribeiro, através da seleção de cinco títulos cada. Em janeiro, voltámos a convidar o nosso júri a votar nos dez livros finalistas.

VENCEDOR | PRÉMIO DO LIVRO BERTRAND 2016
O romance História da Menina Perdida, de Elena Ferrante (Relógio d’Água), foi eleito o Livro do Ano Bertrand 2016, pelos leitores e livreiros Bertrand – interlocutores que desempenham um papel fundamental na promoção diária do livro e da leitura – e pelos leitores de todo o País.
Para Francisco Vale, editor da Relógio d’Água, este prémio é muito importante para a editora: “Depois de publicarmos um livro, escolhido pela sua qualidade, o que mais nos interessa é a opinião dos críticos e, sobretudo, a dos leitores. Através da sua agente, Elena Ferrante irá tomar conhecimento desta escolha de leitores e livreiros, onde quer que se encontre a escrever o seu próximo romance.”
“… Em particular, ninguém como Elena Ferrante nos soube falar da relação de amizade entre duas mulheres da infância à idade madura com o seu cortejo de cumplicidades e invejas.”
Francisco Vale, editor da Relógio D’Água
No pódio ficaram também:

VATICANUM, José Rodrigues dos Santos
“Este prémio reflete a escolha deste autor como “principal escritor português”, reforçada pelos sucessivos prémios que envolvem a consulta dos leitores portugueses.”
Guilherme Valente, editor da Gradiva
O EVANGELHO SEGUNDO LÁZARO, Richard Zimler
“Esta distinção representa a confirmação de que Richard Zimler é hoje um dos autores mais populares em Portugal. E que consegue tal feito sem que isso ponha em causa a qualidade literária dos seus textos.
O Evangelho segundo Lázaro aborda uma temática que diz muito à nossa cultura judaico-cristã. A maneira, de certo modo polémica, como Zimler a aborda, terá certamente contribuído para o sucesso do livro.”
Manuel Valente, editor da Porto Editora