Os pais na literatura

Por: Beatriz Sertório a 2020-03-19 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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Harry Potter e a Pedra Filosofal
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Os Miseráveis I
20,00€
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Um Cântico de Natal
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Orgulho e Preconceito
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As Aventuras de Huckleberry Finn
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Mataram a Cotovia
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A Rapariga que Roubava Livros
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Os Irmãos Karamázov
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Acreditava Umberto Eco que devemos muito do que somos e aprendemos ao longo da vida aos nossos pais de carne e osso; é igualmente verdade que os ficcionais também têm muito para nos ensinar. Como na vida, nem todos são exemplares, no entanto, marcaram indelevelmente o nosso imaginário da figura paterna. Conheça alguns dos mais memoráveis.


Arthur Weasley
Harry Potter e a Pedra Filosofal


Pai de sete filhos, sendo um deles uma das principais personagens da saga de Harry Potter – Ron –, Arthur Weasley é, possivelmente, uma das personagens mais adoradas desta lista. Apesar das suas origens humildes, que tornam difícil proporcionar à sua família uma vida financeiramente confortável, Arthur é trabalhador e leal aos seus. Embora seja Molly, a sua mulher, a figura de autoridade na família, Arthur é muito mais descontraído em relação à educação dos seus filhos e um homem com princípios, que luta pelas suas convicções e pela justiça. Para além disso, foi também uma figura paterna importante para Harry Potter, tendo-o recebido, desde sempre, em sua casa e protegendo-o como se fosse um filho seu.


Jean Valjean
Os Miseráveis


Apesar de não ter filhos biológicos, Jean Valjean, a personagem principal da obra-prima de Victor Hugo, acolhe uma menina órfã, Cosette, como se fosse sua. Tendo passado 19 anos condenado a trabalhos forçados por roubar pão, Valjean decide endireitar a sua vida após um padre o proteger, evitando que volte a ser preso por furto. A compaixão que o padre lhe demonstra inspira-o a viver uma vida melhor, tendo influenciado igualmente a sua decisão de resgatar Cossette. Agindo, a partir daí, como um verdadeiro pai para ela, Valjean é um verdadeiro exemplo de como alguém pode mudar a sua vida para melhor e redimir-se dos seus erros.

 

Sr. Bennet
Orgulho e Preconceito


O patriarca da família Bennet é uma das personagens principais do clássico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito. Conhecido pelo seu humor sarcástico e pela sua vasta cultura (raramente sendo visto fora da sua biblioteca), é o pai de Jane, Mary, Catherine, Lydia e Elizabeth. Embora não seja o pai mais presente, sendo a Sra. Bennet quem toma a maior parte das decisões no que diz respeito à vida das suas filhas, o seu amor por elas é incontestável. Sobretudo por Elizabeth, com quem tem uma relação mais forte, por a considerar a mais ponderada das cinco, sendo também por isso que tem tanta dificuldade em desapegar-se dela quando esta casa com Darcy. Embora saiba que o casamento da filha é necessário, para lhe assegurar um futuro financeiro estável, para si, o mais importante é a sua felicidade e saber que ela casou com alguém que realmente ama.

 

Bob Cratchit
Um Cântico de Natal


Embora seja uma personagem menor de um dos livros mais conhecidos de Charles Dickens (Um Cântico de Natal), Bob Cratchit acabou por se tornar um verdadeiro símbolo das pobres condições de trabalho na Inglaterra do século XIX. Apesar de trabalhar 60 horas por semana e, ainda assim, viver em condições miseráveis, Bob é um pai bondoso e misericordioso para os seus seis filhos. O seu otimismo incansável e o amor pelos seus vão inspirar o avarento Scrooge, a personagem principal, a viver uma vida mais dedicada às pessoas à sua volta, em detrimento dos bens materiais, desempenhando Cratchit um papel crucial na sua transformação enquanto pessoa. Para além de ser um verdadeiro exemplo de altruísmo, trabalho árduo e força de vontade, esta é uma personagem que nos recordao que é mais importante: a família.

 

Aquilo em que nos transformamos depende do que os nossos pais nos ensinam em pequenos momentos, quando não estão a tentar ensinar-nos. (...) Somos feitos de pequenos fragmentos de sabedoria. - Umberto Eco, in O Pêndulo de Foucault

 

Pap Finn
As Aventuras de Huckleberry Finn


O pai de uma das personagens mais importantes de Mark Twain, Huckleberry Finn, é marcante por chamar a atenção para alguns dos temas mais perturbadores que são abordados no livro. Em primeiro lugar, a dependência do álcool, de que sofria, e, logo de seguida, o abandono e os abusos que Huck sofreu devido ao vício do pai. Foi, aliás, por causa do seu pai, que o sequestrou e manteve cativo por um tempo, que Huck fugiu de casa, auxiliado por um escravo chamado Jim. Após a fuga, vive diversas aventuras que o colocam em situações de perigo, até ser resgatado por Tom Sawyer, outra personagem célebre de Twain. Ainda que pelas razões erradas, o pai de Finn tornou-se uma personagem literária memorável, espelhando o retrato da realidade dura de muitas famílias.


Atticus Finch
Mataram a Cotovia

Da obra principal da escritora norte-americana Harper Lee, Mataram a Cotovia, nasceu uma das personagens literárias mais adoradas de sempre. Pai de Jeremy “Jem” e Jean Louise “Scout”, Atticus Finch é um advogado que educa os seus dois filhos sozinho. Homem justo e de convicções fortes, passa os seus valores a Jem e Scout, educando-os para terem uma mente aberta e livre de preconceitos. Ao responder de forma honesta a todas as perguntas dos seus filhos, tratando-os mais como adultos do que como crianças, Atticus prepara-os para a realidade injusta em que vivem. Na sociedade profundamente racista em que se desenrola a história (o sul dos EUA durante a Grande Depressão), Atticus é o símbolo da moral e da razão ao longo do livro, dando importantes lições de respeito e tolerância não só aos seus filhos, mas a todos os leitores.

 

Hans Hubermann
A Rapariga que Roubava Livros


Outro pai de coração, Hans Hubermann (o pai adotivo da personagem principal, Liesel) é, verdadeiramente, o coração da obra de Markus Zusak, A Rapariga que Roubava Livros. Genuinamente generoso e paciente, Hans só é rígido quando sente que tal é necessário para proteger Liesel, nunca perdendo o seu temperamento por razões triviais. Todas as noites, ensina-a a ler e afasta os seus pesadelos, tornando-se um verdadeiro porto seguro para a menina de nove anos que perdeu toda a sua família devido ao regime fascista de Hitler. Como personagem literária, Hans é um verdadeiro símbolo de como o amor é mais forte que os laços de sangue, e um exemplo de pai que sacrifica tudo pelos seus.

 

Fiódor Pavlovich Karamázov
Os Irmãos Karamázov


Pai de Aliocha, Dmítri e Ivan Karamázov, Fiódor Pavlovich é uma das personagens principais de uma das mais importantes obras de Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov. Contudo, é sobretudo pelos seus defeitos que o recordamos. Ganancioso, corrupto e vulgar, Fiódor é um pai negligente que está no centro de todos os conflitos que se desenrolam na família. Ao longo de toda a sua vida, os seus únicos objetivos foram acumular riqueza e seduzir mulheres mais novas, tendo abandonado os seus próprios filhos ao cuidado dos criados. Devido ao seu profundo egocentrismo, tornou-se uma das mais infames
figuras paternas da história da literatura.

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