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Vinte e sete anos depois da primeira edição, a Assírio e Alvim reedita o conjunto de poemas que António Gancho confiou para publicação em 1995 e a que chamou O Ar da Manhã. Natural de Évora, o poeta — nomeado por Heberto Helder como uma das melhores vozes da poesia portuguesa — fez parte da geração literária dos surrealistas, intelectuais e artistas que frequentavam o Café Gelo, no Rossio, em Lisboa, tendo publicado, em 1990, o romance “As Dioptrias de Elisa”. A propósito da nova edição, partilhamos três dos seus poemas presentes na obra.
Em “O enigma da Poesia”, diz Borges: “«Bebendo» poesia cheguei a uma conclusão final sobre ela. (…) a vida é, tenho a certeza, feita de poesia. A poesia não nos é alheia — a poesia espreita, como veremos, a cada esquina. Pode saltar-nos em cima a qualquer momento. (…) os livros são apenas ocasiões para a poesia.” É precisamente uma dessas maravilhosas ocasiões para a poesia que a Quetzal nos oferece com o recente Poesia Completa, de Jorge Luís Borges, de onde retiramos dois poemas para perfumar esta quinta-feira.
Partilhamos consigo quatro livros de poesia que ocuparam os lugares cimeiros nas preferências de leitores e livreiros Bertrand, na sexta edição do Prémio Livro do Ano Bertrand.
Depois do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que celebramos a 10 de junho, chegam as festejos populares em honra de Santo António, o santo casamenteiro que Lisboa guarda no coração. Dia 13 de junho, assinala-se também o nascimento de um dos nomes maiores da poesia portuguesa: Fernando Pessoa, o poeta que era muitos (“Eu sou muitos”). Partilhamos um excerto do seu poema “Santo António”.
Embora dedique a rotina dos seus dias à prática da medicina, é nas horas vagas que João Luís Barreto Guimarães se distingue como tradutor e poeta. Nascido no Porto em 1967, publicou o seu primeiro livro de poemas em 1989 (Há violinos na tribo), tendo já dezenas de livros publicados atualmente. Para além de ter recebido o Prémio Criatividade Nações Unidas em 1992, e o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, foi ainda o vencedor do Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand 2018 com o livro Nómada - a escolha dos nossos livreiros e leitores e foi o primeiro autor não americano a ser reconhecido com o prémio Willow Run Poetry Book Award, pelo livro Mediterrâneo. A propósito do seu aniversário, celebrado hoje, 3 de junho, partilhamos três dos seus poemas.
Quando for grande quero ser vento, quero ser árvore, quero ser verboter rios a correr-me no peitoser longe, balão e nuvem, primaverar-me, ser andorinha não temer o voo sem escala, o sonho sem redequero ser uma agitadora de rebanhos e morder desafios em dó maiordesinventar sombras e medosregar as estrelas ao anoitecer e nunca sentir falta de mim
Paraíso encerra o tríptico iniciado com Inferno (2020) e Purgatório (2021), três livros de poemas em torno da obra-prima de Dante Alighieri. Neste último volume, assistimos à barbárie dos homens, ao anúncio do fim dos tempos, mas um apelo persiste nos últimos cantos, onde a poesia dos grandes mestres é convocada para ascender às últimas esferas do céu.
Estes são poemas de precisão, questionamento e de receitas para várias crises: O Olhar Diagonal das Coisas reúne os 17 livros de poesia de Ana Luísa Amaral, trinta anos em verso inaugurados por Minha Senhora de Quê (1990), até ao mais recente Mundo (2021). Interrompamos o normal decurso dos dias para uma imersão na poesia imensa de Ana Luísa Amaral.
Mãe, a tua voz acalma a respiração do mundoConta-me outra vez a história do nascimento dos verbosA das estrelas bailarinas que vivem na minha lancheiraA dos invencíveis descobridores, das epopeias e das sereias que usam meiasA das flores que se apaixonam pelo jardineiro e que dançam sempre que o regador chove lágrimas
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