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Luiza Neto Jorge nasceu a 10 de maio de 1939. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa e viveu em Paris, entre 1962 e 1970. Autora de guiões cinematográficos e de adaptações teatrais, desenvolveu uma vastíssima prática editorial enquanto tradutora. Integrou o grupo que se reuniu em torno do projeto Poesia 61, ao lado de Gastão Cruz ou Fiama Hasse Pais Brandão. Faleceu a 23 de fevereiro de 1989. Poesia, que chegou recentemente às livrarias, é a terceira edição da poesia completa da autora. Numa edição de Cabral Martins, conta com a colaboração do investigador Manuele Masini, mestre em Filologia Românica, responsável pelo arquivo da escritora, e é ampliada com textos dispersos recém-recolhidos, em relação às duas anteriores, igualmente publicadas pela Assírio & Alvim.
Alice Neto de Sousa (1993) é, entre outros ofícios, uma poeta e dizedora de poesia, nascida em Portugal com raízes em Angola. No início do ano de 2022, o poema Poeta da sua autoria, dito pela primeira vez na 1ª edição da PowerList 100 da Bantumen, conquistou as redes sociais e tem voado pelo mundo. Alice foi poeta convidada para a abertura solene das comemorações oficiais dos 50 anos do 25 de Abril, onde apresentou o poema Março escrito a propósito da ocasião. Participou também como convidada na 20ª edição da Flip — Festival Literário Internacional de Paraty, no Brasil —, na mesa Palavra Livre. Atualmente, é presença assídua no programa "Bem-Vindos" na RTP África, faz parte da bolsa de poetas da associação cultural A Palavra, escreve no jornal Mensagem de Lisboa e aprimora a palavra e a poesia nos palcos, procurando “afiar a língua” para temas sociais emergentes. Inquieta por natureza nas palavras e nas escolhas, gosta de liberdade de pensar e de sentir.
Entre nomes canónicos já desaparecidos e novas e auspiciosas vozes, a poesia portuguesa é-nos apresentada com um arrojo alheio a espartilhos académicos ou de notoriedade. Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos constitui uma leitura incontida e luminosa do panorama poético português, marcada sobretudo pelo entusiasmo de dar a conhecer o que de melhor fizeram, ao longo de cem anos, cem dos nossos poetas. Esta é, assim, uma viagem íntima por esse universo paralelo que, nas palavras de Sophia de Mello Breyner, é «uma luta contra a treva e a imperfeição»: a poesia.
Poemas que nos falam de amor, de amores desencontrados e da ausência do ser amado, do silêncio que fica dessa ausência e da passagem do tempo, mas também da observação daquilo que nos rodeia. Com muitas referências históricas, literárias e a diversas formas de arte, sobretudo à pintura. É assim que descrevemos Uma Colheita de Silêncios, o novo livro de Nuno Júdice, um poeta que é uma referência na literatura portuguesa contemporânea.
“Ao longo da muralha que habitamos/ há palavras de vida há palavras de morte/ há palavras imensas, que esperam por nós/ e outras, frágeis, que deixaram de esperar/ há palavras acesas como barcos/ e há palavras homens, palavras que guardam/ o seu segredo e a sua posição […] Entre nós e as palavras, os emparedados/ e entre nós e as palavras, o nosso dever falar”.
Poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e tradutor, Jorge de Sena é considerado um dos mais relevantes escritores de língua portuguesa do século XX, autor de títulos como Metamorfoses (1963), Os Grão-Capitães (1976), O Físico Prodigioso (1977) e Sinais de Fogo (1979), este último considerado a sua obra-prima.
«Quem nos disse», pergunta Duarte Scott, «que as emoções importantes não são as que sente o corpo sem que se intrometa o pensamento?». Em Exposição, primeiro livro do autor, que muito expõe e muito esconde, o pensamento intromete-se no corpo, e o inverso.
Médico, tradutor e poeta, João Luís Barreto Guimarães foi recentemente distinguido com Prémio Pessoa 2022. O júri da iniciativa do semanário Expresso e da Caixa Geral de Depósitos destacou que João Luís Barreto Guimarães "alia à virtude da palavra e da imaginação, uma reflexão por vezes irónica, por vezes realista, sempre duramente trabalhada, sem prejuízo do efeito estético na construção do poema".
Da vasta obra do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, surge agora e pela primeira vez em Portugal, uma edição conjunta de Boitempo, livro de poesias publicado inicialmente em três volumes, que reúne as coletâneas autobiográficas Boitempo (1968), Menino antigo (1973) e Esquecer para lembrar (1979), que foram sofrendo diversas reformulações. A propósito desta edição da Tinta-da-China, partilhamos dois dos poemas presentes na obra.
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