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Inicialmente publicado em 1971, Políticas de Poder, de Margaret Atwood, envolve os leitores numa dança vital entre a mulher e o homem. Os seus poemas - de entre os quais escolhemos quatro - mantêm-se hoje tão iconoclastas como há cinco décadas. Ocupam um lugar de intimidade no político e no mítico.
Depois de uma demorada interrupção na sua produção poética, Maria do Rosário Pedreira regressa com O meu corpo humano, um livro cheio de beleza e iluminação, como uma aula de anatomia que procura os segredos de cada recordação. Selecionamos três poemas para aguçar a vontade de descobrir este corpo poético.
Vasco Gato nasceu em Lisboa, em 30 de março de 1978, cidade onde vive e trabalha como tradutor. Publicou, na viragem do século, o seu primeiro livro de poesia, Um Mover de Mão. A esse volume inicial, seguiram-se onze coletâneas em nome próprio e duas recolhas de poesia por si traduzida. Daqui Ninguém Entra foi a sua primeira incursão na escrita dramática. Hoje, mergulhamos nas suas palavras, para celebrar o seu aniversário.
Entre o concreto e o imaginado, entre os contos de fadas e as histórias de terror, Retratos com erro, de Eucanaã Ferraz, desenha muitos mundos que, como espelhos distorcidos, se multiplicam e se deformam. Eucanaã descreve com lirismo o amor zeloso e o desejo tórrido, a beleza e a perfeição, mas também o horror, o medo e a loucura. O retrato, aparentemente, nunca está completo. Entre o dito e o não dito, Retratos com Erro traz à baila príncipes, rainhas, ladrões, poetas, assassinos, bêbados e mágicos, numa avalanche de confissões íntimas entrecortadas pelas mais factuais notícias de jornal. Neste turbilhão de personagens reais e inventadas, descrições ora directas ora mirabolantes, um verso sintetiza este livro com limpidez: “só o silêncio que reluz é ouro”. Escutemos o poema “A sua pessoa”.
Formada em Jornalismo pela Universidade de Westminter (Londres), é Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Filipa Leal é também poeta e argumentista. Os seus livros mais recentes Vem à Quinta-feira e Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano (ed. Assírio & Alvim), foram ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos. Hoje escutamos “O Minuto certo”.
No dia em que se assinalou o 95.º aniversário do nascimento de David Mourão-Ferreira (24 de fevereiro), a Assírio & Alvim anunciou a nova edição revista e aumentada da sua Obra Poética. Na sua escrita, “todo o poema, enquanto se elabora, é campo de batalha onde impiedosamente se defrontam a cegueira e a vontade, o acaso e a atenção, a noite e o dia”, dizia o próprio poeta, ficcionista e ensaísta. Recordamos três dos nossos poemas preferidos.
Poeta francês, Paul Éluard nasceu com o nome de Eugène Grindel, em 14 de dezembro de 1895, em Saint-Denis, nos arredores da cidade de Paris. Filho de um guarda-livros e de uma modista, foi forçado a interromper os seus estudos aos dezasseis anos de idade. Tendo contraído tuberculose, foi enviado em convalescença para um sanatório na Suíça. De regresso a França, a deflagração da Primeira Grande Guerra levou-o a alistar-se. Incorporado como enfermeiro na frente de batalha, ficou gravemente ferido pouco tempo depois, em consequência de um ataque com gás mostarda. Fomos reler o seu poema A Curva dos Teus Olhos.
Fernando Assis Pacheco (1937-1995) nasceu em Coimbra, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro e redator da revista Vértice. Deixou a sua marca de grande repórter no Diário de Lisboa, na República, no Jornal de Letras, Artes e Ideias, no Musicalíssimo e no Se7e, onde foi diretor-adjunto. Foi também redator e chefe de redação de O Jornal, semanário onde durante dez anos exerceu crítica literária, e colaborador da RTP. Cuidar dos Vivos (1963) foi o seu livro de estreia. De entre as suas obras, hoje, data em que celebraria o seu 85.º aniversário, destacamos A Musa Irregular – Edição aumentada, que reúne toda a sua produção poética, incluindo vários inéditos. Morreu a 30 de novembro de 1995, à porta de uma livraria.
Caderneta de Lembranças é o terceiro livro de A. M. Pires Cabral na Colecção de Poesia da Tinta-da-China, dirigida por Pedro Mexia. Sugerimos o poema Clarão, para iluminar escuridões persistentes e para afastar a teimosia de algumas trevas noturnas.
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