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"A mão no arado", de Ruy Belo

Confessamos: não conseguimos viver sem poesia. Nos dias que correm, ela torna-se ainda mais vital, para alimentar o sonho, esticar as pernas da esperança e limpar, dos olhos, os filtros turvos do medo. Por essa razão, temos vindo a pedir que partilhem connosco os vossos poemas preferidos, para enfrentarmos a pandemia com poesia. A sugestão de hoje é "A mão no arado, de Ruy Belo".

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Dia de recordar Eugénio de Andrade

Há 98 anos, nasceu Eugénio de Andrade, um dos mais importantes nomes da poesia portuguesa e vencedor do Prémio Camões em 2001. De nome verdadeiro, José Fontinhas, nasceu no Fundão em 1923, tendo morrido no Porto 82 anos depois.Recordamo-lo hoje com alguns dos poemas da sua autoria que temos vindo a partilhar consigo, e invocamos a sua urgência em inventar alegria como bálsamo para os dias que correm.

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"Crepúsculo", de Louise Glück

Aos 77 anos, a poeta norte-americana Louise Glück já não esperava vir a ser laureada com o Prémio Nobel da Literatura. Contudo, foi pela sua “voz poética inconfundível que, com uma beleza austera, torna a existência individual universal" que a Academia a escolheu, alcançando com isso o maior prémio que qualquer autor pode receber - o de fazer chegar a sua arte a mais leitores. Desde o anúncio, feito em outubro, foram editados quatro livros de poesia da autora (pela editora Relógio d'Água).É um poema incluíndo num destes livros - Uma Vida de Aldeia - que partilhamos consigo hoje.

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"A meu favor", de Alexandre O'Neill

Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Poeta fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, juntamente com Mário Cesariny, António Pedro, e José-Augusto França, recebeu, pelas suas Poesias Completas, o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1983). 

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"Igrina", de Sophia de Mello Breyner Andresen

Confessava Sophia de Mello Breyner Andresen que a poesia não lhe pedia "propriamente uma especialização pois a sua arte é uma arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência nem uma estética nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar." Tendo dedicado a inteireza do seu ser à poesia, foi uma das mais importantes poetas da sua geração e, possivelmente, das gerações vindouras, sendo vários os autores e leitores que apontam a injustiça de nunca lhe ter sido atribuído o Nobel. 

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"O amor bate na aorta", de Carlos Drummond de Andrade

Na semana em que comemoramos o aniversário de um dos mais importantes poetas do Modernismo brasileiro, recordamo-lo com um dos seus mais belos poemas - sobre o amor, esse "bicho instruído".

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“O Poema ensina a cair”, de Luiza Neto Jorge

"Na sua poesia está o lugar da sua casa, numa Rua que se chamou do Mundo." Assim se refere Fernando Cabral Martins à obra de Luiza Neto Jorge. Neste dia de chuva, recordamos o poema "O poema ensina a cair" que inspirou o título do podcast de Raquel Marinho sobre poesia.

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130 anos de Álvaro de Campos, o poeta futurista e fingidor

Comemoramos hoje, dia 15 de outubro, 130 anos desde o nascimento de Álvaro de Campos em Fernando Pessoa, recordando o momento em que o heterónimo lhe surgiu pela primeira vez e um dos seus poemas mais célebres, "Aniversário".

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"Canção", de Allen Ginsberg

Foi num dia de outono como o de hoje (a 7 de outubro de 1955) que Allen Ginsberg, poeta americano da geração Beat, fez, na Six Gallery, em São Franciso, a primeira leitura do seu poema Howl (Uivo). Tendo sido apreendido aquando da sua publicação pelos serviços alfandegários dos Estados Unidos e pela polícia de São Francisco, esta que é considerada a sua obra-prima

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