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Nascida em Lisboa em 1982, Matilde Campilho começou por publicar poemas nos jornais brasileiros A Folha de São Paulo e O Globo, assim como em algumas revistas online. No ano de 2010 foi viver para o Brasil, e desde então mora entre o Rio de Janeiro e Lisboa. Em 2014, publicou o seu primeiro livro de poesia, Jóquei, como parte da coleção de poesia coordenada por Pedro Mexia para a editora Tinta da China.A este seguiu-se Flecha, o primeiro romance da autora, publicado em 2020. Fique com o poema Príncipe no roseiral.
Embora originalmente tenha sido um pseudónimo de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, o poeta chileno Pablo Neruda acabou por adotar legalmente o nome com que ficou conhecido como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX. Em 1971, foi consagrado com o Nobel da literatura por “ser autor de uma poesia que, por ação de uma força elementar, dá vida ao destino e aos sonhos de um Continente", enquanto ocupava o cargo de embaixador na França, nomeado pelo então presidente chileno Salvador Allende.
Quando escrevia, o poeta brasileiro Manoel de Barros pedia emprestado às crianças a sua liberdade para utilizar a linguagem de forma maleavél, sem se preocupar com obedecer às leis da lógica ou da gramática. Num dos poemas publicados no seu O Livro das Ignorãças, escreve: “O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos./ A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som./ Então se a criança muda a função do verbo, ele delira.” A partir daquilo a que chamava de “criançamento” das palavras, Manoel, como as crianças, conseguia fazer um verbo “delirar ”, isto é, transformar o seu sentido.
No dia em que José Luís Peixoto, um dos mais destacados autores da literatura portuguesa, celebra o seu 46º aniversário, fique a conhecer o poema "Quarentena", publicado no seu mais recente livro de poesia, intitulado "Regresso a casa".
Há 121 anos, neste dia, nascia Jorge Luis Borges. Leitor ávido, escritor e Diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973, dedicou a sua vida à sua paixão pelos livros. Quando nos deixou, em 1986, fez jus ao provérbio africano que diz: "Um velho que morre é uma biblioteca que arde".
Integrado no livro Até Amanhã, publicado pela primeira vez em 1951, o poema Urgentemente, torna-se hoje mais urgente do que nunca. Recordemos pois, como "é urgente o amor" e "destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade".
Sobre a obra de Andreia C. Faria, afirmou Válter Hugo Mãe que "está entre os mais urgentes, magníficos, da poesia contemporânea". Este poema, sem título, faz parte do livro "Alegria para o fim do mundo" que, recentemente, foi o vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro.
Em entrevista à revista Somos Livros, Filipa Leal confessou que se fosse um poema, as primeiras palavras seriam as de um soneto de Camões que desde a adolescência vem colando nas suas mesas de trabalho: "Que dias há que n’alma me tem posto / Um não sei quê, que nasce não sei onde, / vem não sei como e dói não sei porquê". Nasceu no Porto em 1979, e é poeta, jornalista e argumentista. Publicou o seu primeiro livro, lua-polaroid, em 2003, ao qual se seguiram oito títulos de poesia, entre os quais A Cidade Líquida, O Problema de Ser Norte, A Inexistência de Eva, ou, o mais recente Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano. Atualmente, colabora com o programa semanal Literatura Aqui, da RTP2, vencedor do Prémio SPA para Melhor programa de Entretenimento 2017.O poema "Entrevista de emprego" faz parte do livro Vem à Quinta-feira, o primeiro livro da autora a ser publicado pela editora Assírio e Alvim.
Escrevia o poeta Manoel de Barros que "com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças". Deste lado do Atlântico, outro poeta de nome Manuel escreveu poesia que povoou a imaginação de miúdos e graúdos. O poema Gigões e Antantes faz parte do livro O Têpluquê e Outras Histórias, recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o Ensino Básico e Ensino Secundário.
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