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Isabela Figueiredo: “Eu tenho muito treino de vulnerabilidade ao longo da vida”

Isabela Figueiredo é a vencedora do Prémio Livreiros Bertrand para Autores Lusófonos – não fica muito surpreendida porque considera os livreiros “amigos”, que a leem e recomendam. Desde 2009, publicou três livros (Caderno de Memórias Coloniais, A Gorda e Um Cão no Meio do Caminho) e quer terminar o quarto no próximo ano. Não gosta de se ler da mesma forma que não gosta de se ver. Não porque se acha feia, mas porque está sempre lá dentro, a observar-se sem precisar de imagens. Escreve para sarar feridas – nesta entrevista, percebeu que o singular pode chegar – e não tem medo da vulnerabilidade de as mostrar. Sobre Um Cão no Meio do Caminho diz: “não acho que seja perfeito, mas acho que é importante para me lançar para outros livros”.

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João Tordo: “Muitas vezes encontramos o nosso destino no caminho que fazemos para o evitar.”

Em Uma Valsa com a Morte — Ou o pouco que sei sobre música, literatura, melancolia, espiritualidade e a minha avó, João Tordo tenta chegar ao outro lado do fio imaginário. Pelo caminho, toca as notas de medos e dores, passados e presentes, numa melodia de apaziguação, com o passado e consigo próprio. Pelo caminho, percebemos que é também do pouco que sabe sobre nós que fala. Do seu projeto musical, MARIA GIBSON, depois de "Lamento", pomos a tocar "Águas Passadas", para afinar os verbos.

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Brigitte Giraud: "Tinha medo de não estar à altura deste homem, da história de amor, do acontecimento."

Tornou-se quase um lugar-comum dizer-se que a vida muda num instante. Raramente nos apercebemos realmente do que esta premissa de estar vivo significa. Em Viver Depressa, Brigitte Giraud (Prémio Goncourt em 2022) partilha connosco um dos acontecimentos mais dolorosos da sua vida: a morte do marido, há vinte anos, na sequência de um acidente de moto, para o qual nunca foi encontrada explicação. A narrativa faz-se desse caminho repleto de “e se?”, à procura de um sentido. Uma investigação quase obsessiva que analisa 23 peças de um puzzle. Mas desengane-se quem vier à procura de um diário da dor. Este é um livro sobre amor.

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Victoria Belim: “A Ucrânia precisa de embaixadores e acredito que estou, de alguma forma, a desempenhar esse papel.”

A Casa dos Galos - A História de uma Família Ucraniana (Porto Editora) é o primeiro romance da escritora ucraniana Victoria Belim. Num exercício de memória e de geografia pessoal, a autora leva-nos até 2014, ano em que muitos locais da sua vida sucumbem às mãos da Rússia. A sua cidade natal, Kiev, é dominada por protestos e alvo de repressão violenta. A Crimeia, para onde Victoria fora estudar, a fim de evitar a radiação do desastre nuclear de Chernobyl, foi invadida. Kharkov, onde a sua avó Valentina estudou Economia e se apaixonou; Donetsk, onde o seu pai trabalhou; e Mariupol, onde ela e a mãe compraram uma cerejeira para plantar no jardim, tornaram-se campos de batalha.

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Rocio Bonilla: “Picasso dizia: Se as musas vierem até ti, que te apanhem a trabalhar. Eu concordo!”

Rocio Bonilla nasceu em Barcelona em 1970, onde se graduou em Belas Artes na Universidade de Barcelona. Começou a sua carreira na área da pintura, fotografia e publicidade, área onde se manteve por 12 anos distanciada da ilustração. Depois de ser mãe, Rocio decidiu deixar a publicidade e voltar a trabalhar na ilustração e no imaginário infantil. Desde 2010 que se dedica à área editorial. Os seus três filhos são os seus maiores fãs e os seus maiores críticos também. Nos tempos livres gosta de se dedicar à cozinha, à leitura e ao croché.

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Entrevista | Rafael Gallo

Ao longo de seis anos, Rafael Gallo escreveu Dor Fantasma, a obra que lhe iria valer, em 2022, o Prémio Literário José Saramago. No processo de escrita criou diferentes versões e chegou a pensar em abandonar o seu ofício literário, mesmo já depois de ter publicados vários livros no Brasil, entre eles um romance e um livro de contos. Chega assim ao panorama literário nacional, mantendo o sotaque brasileiro, para se afirmar como um dos mais vibrantes autores contemporâneos. 

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Livro adentro

No mês em que se celebra o Dia Mundial do Livro, a Livraria Bertrand abraça um novo projeto que irá dar voz aos livros, através da leitura em voz alta de excertos das obras, interpretados por Ana Celeste Ferreira, cantora lírica e diseur.

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Ondjaki: "A literatura propõe-se abrir caminhos. Desfronteirizar."

Esta é a segunda parte da entrevista a Ondjaki, publicada na Revista Somos Livros (edição abril 2023). Leia aqui a primeira parte.

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Ondjaki: "A literatura propõe-se abrir caminhos. Desfronteirizar."

A primeira vez que vi Ondjaki falar sobre livros para um grande auditório foi nas Correntes D'Escritas, na Póvoa de Varzim. O tema da mesa era a Pedra Filosofal e eu gostei tanto da sua intervenção, dedicada às suas duas mães e 17 avós, que, logo na altura, pensei que queria entrevistá-lo para o meu podcast "O Poema Ensina a Cair".

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