São eles quem dá cor às tuas histórias favoritas

Por: Beatriz Sertório a 2024-07-23

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No Meu Bairro
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Os Avós São as Pessoas Preferidas dos Pássaros
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Portuguesas com M Grande
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Jerónimo e Josefa
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Transparente
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25 Mulheres
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Os seus traços, paleta de cores e personagens marcantes fazem-te sonhar mais alto, mas será que conheces os seus nomes? Estes seis ilustradores portugueses contemporâneos são responsáveis por dar vida a algumas das tuas histórias favoritas. Fica a conhecê-los em seis perguntas e seis respostas.



TIAGO M. 

Ilustrou: No Meu Bairro, Daniel, o Guardador de Sonhos, O Menino que Queria Ser Chef, entre outros. 

O que o inspirou a aventurar-se na ilustração? A vontade de passar para o papel personagens, coisas, situações e cenários que só existiam dentro da minha cabeça. 

Técnica de ilustração mais utilizada/ preferida? Acabo por recorrer sobretudo ao digital pela sua rapidez e praticidade, mas a técnica analógica será sempre a minha preferida.

Livro ou projeto de ilustração mais memorável em que trabalhou? No Meu Bairro, inevitavelmente. Foi um projeto que me trouxe muitas amizades e a dimensão que o livro ganhou e todo o amor que eu e a escritora Lúcia Vicente continuamos a receber ainda hoje me emociona. 

Maior referência nacional e/ou internacional na ilustração? Neste momento, como em muitos, a Felicita Sala. 

Livro que guarda da infância? O Sítio das Coisas Selvagens, de Maurice Sendak. Descobri-o mais tarde, mas impactou a minha vida. 

Um sonho como artista? Ilustrar (e, quem sabe, escrever) histórias de que me orgulhe e que divirtam quem as leia.




SÉRGIO CONDENÇO

Ilustrou: Os avós São as Pessoas Preferidas dos Pássaros, O Som das Coisas Leves Quando Caem, Quando For Grande Quero Ser Criança, entre outros.

O que o inspirou a aventurar-se na ilustração? Sempre me interessou a ilustração, mesmo quando não havia cursos ou concursos de ilustração. Foi um processo lento que não começou exatamente com os livros, mas que me dava mais liberdade do que o desenho, na altura.

Técnica de ilustração mais utilizada/ preferida? Não tenho uma técnica preferida. Considero que não tenha um estilo muito defi nido e imediatamente identifi cável. Aborrece-me fazer sempre as mesmas coisas, portanto, misturo técnicas. Uso acrílicos, lápis de cor e digital.

Livro ou projeto de ilustração mais memorável em que trabalhou? Encontro em cada projeto que passa coisas que quero melhorar ou erros que quero corrigir. Diria que o meu projeto preferido é sempre o último que fiz, neste caso, a ilustração do livro Os avós são as pessoas preferidas dos pássaros, da autora Raquel Patriarca.

Maior referência nacional e/ou internacional na ilustração? Portugal tem excelentes ilustradores, nem todos necessariamente premiados, mas com uma qualidade excecional. Escolho, no entanto, um premiado: o Ricardo Ladeira é um dos novos que começou por vencer o Prémio de Literatura Infantil do Pingo Doce, na categoria de ilustração, em 2016, e desde aí outros tantos prémios e livros deliciosamente ilustrados se seguiram.

Livro que guarda da infância? O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. Ainda hoje recordo o quanto chorei ao lê-lo.

Um sonho como artista? Não tenho nenhum sonho especial como artista, só como pessoa: ser feliz o máximo de tempo possível enquanto cá estiver.




CÁTIA VIDINHAS

Ilustrou: O Guarda-chuva do Sr. Hulot, O Segredo da Felicidade, Sarita Rebelde, Portuguesas com M Grande, entre outros.

O que o inspirou a aventurar-se na ilustração? Nas aulas de ilustração durante a licenciatura, descobri o álbum ilustrado e o papel do ilustrador no processo de criar este objeto. Foi aqui que começou o encantamento com a possibilidade de também poder ilustrar livros.

Técnica de ilustração mais utilizada/ preferida? Varia bastante, mas uso com frequência guache, lápis de cor e marcadores. Também costumo utilizar técnicas digitais.

Livro ou projeto de ilustração mais memorável em que trabalhou? O livro Portuguesas com M Grande.

Maior referência nacional e/ou internacional na ilustração? Gosto muito do trabalho da Charlotte Ager.

Livro que guarda da infância? As Três Maçãs, da Maria Keil.

Um sonho como artista? Ter uma marca de produtos com ilustração aplicada.




JOÃO FAZENDA

Ilustrou: Esta História, Como é que os Nossos Amigos Ficam Nossos Amigos?, Jerónimo e Josefa, entre outros.

O que o inspirou a aventurar-se na ilustração? Sempre gostei de desenhar, expressar ideias através do desenho e contar histórias com imagens. Também gostei sempre muito de livros.

Técnica de ilustração mais utilizada/ preferida? Já utilizei muitas técnicas diferentes dependendo dos trabalhos, mas a que mais utilizo é uma mistura de técnicas tradicionais com trabalho digital. Desenho e pinto com tinta da China e depois uso o computador para colorir.

Livro ou projeto de ilustração mais memorável em que trabalhou? É difícil de responder. O livro Dança e, mais recentemente, o livro do José Saramago que ilustrei, Jerónimo e Josefa, foram dois projetos especiais.

Maior referência nacional e/ou internacional na ilustração? São tantos… Saul Steinberg, Sempé, Jiri Salamoun, Robert Weaver e muitos outros.

Livro que guarda da infância? Além dos livros do Tintim e do Asterix, lembro-me do Aquela Nuvem e Outras, do Eugénio de Andrade, ilustrado pelo Jorge Colombo.

Um sonho como artista? Começar a escrever e a ilustrar mais os meus livros e que cheguem a muitos leitores.



MARIANA RIO

Ilustrou: Transparente, Leva-me ao Teu Líder, Os Peixes que Fugiram da História, Fatma, entre outros.

O que o inspirou a aventurar-se na ilustração? Sobre a minha infância, lembro-me claramente de que adorava desenhar, contar e escrever histórias. Desde muito nova, agarrava numa resma de folhas brancas, numa embalagem de canetas de feltro, e desenhava durante muitas horas seguidas, sozinha e em silêncio. Ainda na infância, frequentei um atêlier de pintura e aprendi a usar tintas e pincéis. Sempre gostei muito do livro enquanto objeto. Adorava ler, perdia-me em novos mundos e isso fazia-me sentir feliz. Um dia, li uma entrevista a um ilustrador, numa revista como esta, e percebi que existia a profissão. Foi nesse momento que desejei vir a ser ilustradora. Mais tarde, na Escola Soares dos Reis e na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, confirmei aquilo que já era a minha certeza.

Técnica de ilustração mais utilizada/ preferida? As técnicas de impressão e a pintura com guache.

Livro ou projeto de ilustração mais memorável em que trabalhou? Gostei de todos os projetos em que trabalhei. Mas, neste momento, estou muito entusiasmada com o meu novo livro Transparente (Livros Horizonte, 2024), porque foi o primeiro livro que também escrevi e tem uma grande importância para mim.

Maior referência nacional e/ou internacional na ilustração? Não consigo escolher apenas uma referência. Felizmente, tenho uma lista grande de ilustradores que admiro muito, tanto nacional como internacionalmente.

Livro que guarda da infância? Tobias | Fantasma, da Manuela Bacelar.

Um sonho como artista? Sonho poder continuar a fazer os meus livros, com tempo e tranquilidade. Que estes cheguem a muitos leitores e leitoras de todo o mundo e que tenham um impacto positivo na vida das pessoas.




RAQUEL COSTA

Ilustrou: Marcelo, Marmelo, Martelo, Aquela Nuvem e Outras, O Meu Livro de Mitologia, 25 Mulheres, entre outros.

O que o inspirou a aventurar-se na ilustração? Comecei por ser leitora, fascinada pelas histórias, e particularmente pelas imagens dos livros ilustrados. Aventurei-me na ilustração quando senti despertar o desejo de criar as minhas próprias histórias.

Técnica de ilustração mais utilizada/ preferida? A favorita continua a ser a da pintura analógica, misturando guaches, acrílicos, lápis de cor. Todavia, aquela que mais utilizo é a pintura digital, que é extremamente versátil para a vertente de trabalho comercial.

Livro ou projeto de ilustração mais memorável em que trabalhou? Neste momento, teria de referir o álbum ilustrado 25 Mulheres, porque marca a minha estreia também no exercício da escrita, a par da ilustração.

Maior referência nacional e/ou internacional na ilustração? Sendo impossível qualificar a maior referência, indico dois artistas cujo trabalho admiro, no panorama nacional e internacional, respetivamente: André Carrilho e Julia Sardà.

Livro que guarda da infância? Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

Um sonho como artista? Realizar um filme ou uma curta-metragem de animação.

 

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