18 de junho de 2011, um ano depois da sua morte, à hora a que morreu (11:30h), foi na Fundação José Saramago, debaixo de uma oliveira, transplantada do olival centenário que ficava perto da casa dos avós de José Saramago, na sua aldeia natal, Azinhaga do Ribatejo, que as suas cinzas foram depositadas.
Aos tambores da orquestra de percussão Tocá Rufar seguiram-se as palavras do professor e cantor lírico Jorge Vaz de Carvalho, que leu Palavras para Uma Cidade, um texto escrito por Saramago sobre a cidade de Lisboa. Pilar segurava nas mãos rosas brancas e a multidão, que assistia, segurava os livros Memorial do Convento, que haviam trazido de casa. Seguiram-se as Palavras para Ti, uma mensagem emocionada, da escritora Lídia Jorge: “Tu não serás as cinzas que Pilar vai depositar sob a oliveira (…), serás os milhares de páginas que escreveste (…) De resto, nós queremos que este momento seja alegre, que sejas seiva desta cidade”.