Se sempre quis ir àquele que é um dos maiores festivais literários do nosso país, mas nunca conseguiu deslocar-se até Póvoa de Varzim, não tem desculpas para não assistir à 22ª edição do Corrente d'Escritas. Realizada num formato inteiramente online, nos dias 26 e 27 de fevereiro, contará, como sempre, com a presença de vários escritores nacionais e internacionais, a cujas conversas poderá assistir na íntegra nas páginas de Facebook do município da Póvoa de Varzim e do festival. Os temas das mesas online terão por base afirmações de Luis Sepúlveda e citações retiradas das suas obras, numa homenagem assumida ao escritor chileno que esteve presente na edição anterior do festival, e que faleceu, vítima de Covid-19, no dia 16 de abril de 2020.
Para a organização do Correntes d'Escritas, a hipótese de cancelar esta edição devido aos constrangimentos do confinamento nunca se colocou, tendo recordado, num comunicado sobre a mesma, as palavras de Mia Couto, que sobre o festival certa vez afirmou que “uma vez participado nos parece afirmado, sem pestanejo, que estaremos sempre lá, em toda a edição que houver. Porque somos nós as tais Correntes.” Fique a conhecer as obras que estão a concorrer para o prémio literário Casino da Póvoa, cujo vencedor será anunciado no primeiro dia do festival, e a programação completa, e marque já na sua agenda as conversas que não vai poder perder.
OS FINALISTAS
Instituído em 2003, o Prémio Literário Casino da Póvoa, premeia, anualmente, uma obra em português, editada em Portugal, e escrita por autores de língua portuguesa ou castelhana/hispânica. Com um valor monetário de 20 mil euros, é atribuído nos anos pares a obras do género novela ou romance, e nos anos ímpares a obras de poesia. Tendo a edição anterior galardoado o autor angolano Pepetela, pelo seu romance Sua Excelência, de Corpo Presente, o júri desta edição selecionou 11 obras de poesia, editadas entre julho de 2018 e junho de 2020, como finalistas do prémio:
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A matéria escura e outros poemas, Jorge de Sousa Braga, Assírio & Alvim;
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Ágora, Ana Luísa Amaral, Assírio & Alvim;
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As Catedrais nascem no mar, Gilda Nunes Barata, Livraria Lello;
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As Orelhas de Karenin, Rita Taborda Duarte, Abysmo;
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Estranhezas, Maria Teresa Horta, D. Quixote;
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Fósforos e Metal Sobre Imitação de Ser Humano, Filipa Leal, Assírio & Alvim;
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Frentes de Fogo, M. Pires Cabral, Tinta da China;
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Junto à pedra, Fernando Guimarães, Afrontamento;
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O Coro da Desordem, Nuno Júdice, D. Quixote;
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Retratos com erro, Eucanaã Ferraz, Tinta da China;
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Sob a forma do silêncio, Emanuel Madalena, elogio da sombra.
A obra vencedora será anunciada na cerimónia de abertura do festival, na sexta-feira, dia 26 de fevereiro, às 11h00.
O PROGRAMA
Com início às 11h00 de sexta-feira, dia 26 de fevereiro, com o anúncio do vencedor do prémio literário Casino da Póvoa, esta edição do Correntes d'escritas promete "uma intensa viagem por entre mesas, conversas a dois, partilhas de memórias, sugestões, leituras e projetos especiais como As Penélopes, Residência Casa Vazia, Vozes transeuntes nos lugares da poesia, Revista Correntes d’ Escritas e Leituras em família". Pelo meio da emissão, haverá ainda espaço para memórias, leituras, poesia, sugestões de livros e muito mais.
O evento encerra no sábado, dia 27 de fevereiro, às 18h30, com uma leitura da célebre História da Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, de Luis Sepúlveda, pela equipa das Correntes.
Consulte abaixo a programação completa.
Sexta-feira, 26 de fevereiro
11h00 - Cerimónia de Abertura
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Apresentação da Revista Correntes D’ Escritas nº. 20 inteiramente dedicada a Luis Sepúlveda;
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Anúncio dos vencedores dos Prémios Literários Casino da Póvoa e Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’ Escritas.
12h30 - Abertura da Exposição Mundo Sepúlveda
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Diário Fotográfico Íntimo de una amistad;
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Fotografias de Daniel Mordzinski.
13h00 - Documentário Dez/Vinte Correntes, de João Cayatte
14h00 - Conversas a 2 “A memória tem tendência para a ficção”
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Ana Daniela Soares convida Alberto Manguel.
15h00 - Mesa 1 “Sonhamos que é possível outro mundo”
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Ivo Machado (moderador);
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Ana Luísa Amaral;
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Hélia Correia;
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Patrícia Melo.
17h00 - Conversas a 2 “À beira do vazio compreendeu o mais importante”
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Gonçalo M. Tavares convida Mariana, a miserável.
18h00 - Mesa 2 “Escrevo porque tenho memória e cultivo-a escrevendo”
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Rui Zink (moderador);
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Abdulai Sila;
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Afonso Cruz;
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Josep Maria Esquirol.
19h00 - Conversas a 2 “Temos de vigiar constantemente a estupidez”
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Alex Gozblau convida Catarina Sobral.
Sábado, 27 de fevereiro
11h00 - Mesa 3 “Só voa quem se atreve a fazê-lo”
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Carlos Vaz Marques (moderador);
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Álvaro Laborinho Lúcio;
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Lídia Jorge;
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Pepetela.
12h30 - Conversas a 2 “A poesia declara-se pouco rentável”
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Filipa Leal convida Francisca Camelo.
14h00 - Conversas a 2 “Os pobres perdoam tudo, menos o fracasso”
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Valter Hugo Mãe convida Simone Paulino.
15h00 - Apresentação do projeto As Penélopes
15h30 - Conversas a 2 “Admiro os resistentes”
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Ondjaki convida Manuel Rui.
16h30 - Apresentação da Residência “Casa Vazia”
17h00 - Mesa 4 “Seria insuportável ser imortal”
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Maria Flor Pedroso (moderadora);
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Fernanda Torres;
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Juan Gabriel Vásquez;
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Onésimo Teotónio Almeida.
18h30 - Encerramento da 22ª edição das Correntes d’ Escritas com a Leitura da História da Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, de Luis Sepúlveda, pela equipa das Correntes.