Estes são os finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa 2020

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2020-01-29 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Mia Couto

Mia Couto

Nasceu na Beira, Moçambique, em 1955.
Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.
Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama.
Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa.
Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt.

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Lídia Jorge

Lídia Jorge

Romancista e contista portuguesa. Nasceu em 1946, no Algarve. Viveu os anos mais conturbados da Guerra Colonial em África. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.

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Fernando Aramburu

Fernando Aramburu

Fernando Aramburu San Sebastián, 1959) licenciou-se em Filologia pela Universidade de Saragoça e em de 1985 mudou-se para a Alemanha, onde trabalhou como professor de Espanhol. Foi membro do Grupo CLOC de Arte y Desarte, fundado em 1978 em San Sebastián, que reunia jovens escritores bascos. Considerado um dos escritores mais destacados de sua geração, foi galardoado com vários prémios literários, entre eles o Prémio Ramón Gómez de la Serna, 1997 e o Prémio Euskadi, 2001. É, também, autor dos romances Fuegos con limón (1996), Los ojos vacíos (2000), El trompetista del Utopía (2003) e Bami sin sombra (2005) bem como da prosa curta El artista y su cadáver, do conto infantil Vida de un piojo llamado Matías (2004) e dos livros de relatos No ser no duele e deste Os Peixes da Amargura, vencedor dos Prémios Mario Vargas Llosa NH, Dulce Chacón e do Premio Real Academia Española.

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Leonardo Padura

Leonardo Padura

Leonardo Padura nasceu em Havana, em 1955. Licenciado em Filologia, trabalhou como guionista, jornalista e crítico, tornando-se sobretudo conhecido pela série de romances policiais protagonizados pelo detetive Mario Conde, traduzidos para inúmeras línguas e vencedores de prestigiosos prémios literários, como o Prémio Café Gijón 1995, o Prémio Hammett em 1997, 1998 e 2005, o Prémio do Livro Insular 2000, em França, ou o Brigada 21 para o melhor romance do ano, além de vários prémios da crítica em Cuba e do Prémio Nacional de Romance em 1993. Em 2012 recebeu, também em Cuba, o Prémio Nacional de Literatura pelo conjunto da sua obra.

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Pepetela

Pepetela

Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Frequentou o Ensino Superior em Lisboa mas acabou por licenciar-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Iniciou a sua atividade literária e política na Casa dos Estudantes do Império. Como membro do MPLA, participou ativamente na governação de Angola, após o 25 de Abril.
A partir de 1984, foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde.
A atribuição do Prémio Camões (1997) confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona.

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Kalaf Epalanga

Kalaf Epalanga

Músico, cronista e editor discográfico. Nasceu em Benguela, em fevereiro de 1978, cresceu numa família de funcionários públicos, com ligações a vila da Catumbela, lugar que visita com regularidade, na tentativa de traçar um mapa afetivo com as pessoas e lugares que habitam a sua memória. Na segunda metade dos anos 90 mudou-se para Lisboa, com o objetivo de obter a melhor formação académica possível e regressar a Angola. No entanto esses dois desejos sofreram um desvio quando se viu sem as rédeas familiares e um mundo novo a revelar-se diante de si. Mergulhou, aprendeu com quantos baldes de cimento se faz uma parede, e qual o ponto de cozedura do arroz para sushi. Aprendeu a ouvir Jazz e a apreciar arte e design tão intensamente, a apreciar que o regresso a Angola ficou adiado por tempo indeterminado.
A aventura poética iniciou-se nos finais de 1998, numa altura em que Lisboa ensaiava novas linguagens rítmicas, buscando novos caminhos para a música urbana feita em português - multiplicou-se em colaborações, criando cumplicidades artísticas com Sara Tavares, Sam The Kid, Type, Nuno Artur Silva, entre outros, e, em 2003, juntou-se ao produtor João Barbosa, formaram o duo 1 Uik Project e fundaram a Enchufada, núcleo de produção musical, editora independente responsável pela edição do projeto Buraka Som Sistema, e com estes partiu para o mundo.

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Ana Cristina Leonardo

Ana Cristina Leonardo

Ana Cristina Leonardo nasceu em Olhão em 1959. Estudou Filosofia. Colabora semanalmente com o Expresso, onde publica crónicas e críticas literárias. É também tradutora e revisora literária. Publicou, em 2008, um livro infantil (com ilustrações de Álvaro Rosendo). O Centro do Mundo é o seu primeiro romance. Tem três filhas e um neto.

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Valério Romão

Valério Romão

Nasceu em França, em 1974. Foi três vezes selecionado no concurso nacional Jovens criadores (2000, 2001, 2002), duas em prosa, uma em poesia. Foi o representante português da área de literatura na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo, em 2001, na Bósnia-Herzegovina.
Na Faculdade cursou Filosofia, área em que se licenciou. Tem escrito contos (o relojoeiro contorcionista, revista Magma; Facas na Cidade, revista Construções Portuárias), peças de teatro (Octólogo, TUP; Posse, Trindade; A Mala, CCB/Boxnova), feito traduções (V. Woolf, S. Becket) e tem colaborado com diversos artistas nacionais na definição de núcleos de sentido em peças multidisciplinares (moments of being; Beatriz Cantinho e Ricardo Jacinto; Peça Veloz Corpo Volátil; Beatriz Cantinho).

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Mário Cláudio

Mário Cláudio

Escritor português, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de novembro de 1941, no Porto. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, onde se diplomou também como bibliotecário-arquivista, e master of Arts em biblioteconomia e Ciências Documentais pelo University College de Londres, revelou-se como poeta com o volume Ciclo de Cypris (1969). Tradutor de autores como William Beckford, Odysseus Elytis, Nikos Gatsos e Virginia Woolf, foi, porém, como ficcionista que mais se afirmou.
Publicou com o nome próprio, uma vez que "Mário Cláudio" é pseudónimo, um Estudo do Analfabetismo em Portugal, obra que reúne a sua tese de mestrado e uma comunicação apresentada no 6.° Encontro de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas Portugueses, em 1978. Colaborador em várias publicações periódicas, como Loreto 13, Colóquio/Letras, Diário de Lisboa, Vértice, Jornal de Letras Artes e Ideias, O Jornal, entre outros, foi considerado pela crítica, desde a publicação de obras como Um Verão Assim, um autor para quem o verso e a prosa constituem modalidades intercambiáveis, detendo características comuns como a opacidade, a musicalidade e a rutura sintática, subvertendo a linearidade da leitura por uma escrita construída como "labirinto em espiral". A obra de Mário Cláudio apresenta uma faceta de investigador e de bibliófilo que, encontrando continuidade na sua atividade profissional, inscreve eruditamente cada um dos livros numa herança cultural e literária, portuguesa ou universal. Dir-se-ia que a sua escrita, seja romanesca, seja em coletâneas de pequenas narrativas (Itinerários, 1993), funciona como um espelho que devolve a cada período a sua imagem, perspetivada através de um rosto ou de um local, em que o próprio autor se reflete, e isto sem a preocupação de qualquer tipo de realismo, mas num todo difuso e compósito, capaz de evocar o sentido ou o tom de uma época que concorre ainda para formar a época presente.
Mário Cláudio recebeu, em 1985, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores por Amadeo (1984), o primeiro romance de um conjunto posteriormente intitulado Trilogia da Mão (1993), em 2001 recebeu o prémio novela da mesma associação pelo livro A Cidade no Bolso e, em dezembro de 2004, foi distinguido com o Prémio Pessoa. Para além das obras já mencionadas, são também da sua autoria Guilhermina (1986), A Quinta das Virtudes, (1991), Tocata para Dois Clarins (1992), O Pórtico da Glória (1997), Peregrinação de Barnabé das Índias (1998), Ursamaior (2000), Orion (2003), Amadeu (2003), Gémeos (2004) e Triunfo do Amor Português (2004). O autor tem também trabalhos publicados na área da poesia (como Ciclo de Cypris, 1969, Terra Sigillata, de 1982, e Dois Equinócios, de 1996), dos ensaios (Para o Estudo do Alfabetismo e da Relutância à Leitura em Portugal, de 1979, entre outros), do teatro (por exemplo, O Estranho Caso do Trapezista Azul, de 1999) e da literatura juvenil (A Bruxa, o Poeta e o Anjo, de 1996).

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Rui Lage

Rui Lage

Rui Lage nasceu na cidade do Porto em 1975. Publicou os livros de poesia Antigo e Primeiro, Berçário, Revólver e Corvo. Traduziu Paul Auster (Poemas Escolhidos), Pablo Neruda (Crepusculário), e Samuel Beckett (Mal Visto Mal Dito), entre outros. Ensaísta e crítico literário, é ainda autor de teatro (Não há mais que nascer e morrer) e de literatura para a infância. Está representado em diversas antologias de poesia.

Fundou e dirigiu, entre 1998 e 2004, a revista de literatura, música e artes visuais Águas-Furtadas, editada pelo Jornal Universitário do Porto. Encontra-se a ultimar a sua tese de doutoramento em Literaturas Românicas (Perda, Luto e Desengano: a Elegia na Poesia Portuguesa do Século XX) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se licenciou em Estudos Portugueses e Ingleses.

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Mia Couto, Lídia Jorge   e Leonardo Padura   estão entre os finalistas nomeados para o Prémio Literário Casino da Póvoa 2020. O galardão é atribuído no âmbito do festival literário Correntes d’Escritas, que terá lugar, como habitualmente, na Póvoa de Varzim. 

O prémio, que todos os anos alterna entre obras de ficção narrativa ou poesia, distingue, em 2020, obras em prosa. O júri é constituído pela jornalista Ana Daniela Soares, o escritor espanhol Carlos Quiroga, a ex-ministra da cultura Isabel Pires de Lima, a académica Paula Mendes Coelho e o escritor Valter Hugo Mãe. A partir de uma lista de 120 obras, foram agora anunciadas as 15 finalistas que concorrem ao prémio deste festival literário, que decorrerá de 15 a 23 de fevereiro. 

Saiba quem são os finalistas: 

O vencedor do galardão será anunciado na cerimónia de abertura da 21.ª edição do Correntes d’Escritas, no Casino da Póvoa, que na edição deste ano contará com perto de uma centena de autores, de 14 nacionalidades diferentes, e terá como foco a literatura da Catalunha. 

 

Fontes: Observador & Rádio Renascença

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