Num tanque ou a camelo, as bibliotecas resistem

Por: Beatriz Sertório a 2021-07-01 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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Últimos artigos publicados

Quizz: Qual livro de Stephen King deve ler?

Quer nunca tenha lido Stephen King, quer já se encontre familiarizado com os seus livros, é fácil sentir-se intimidado pela extensão da obra do Rei do Terror. Embora seja mais conhecido por ser o mestre dos  thrillers, o autor tem vindo a aventurar-se também em géneros como a ficção científica, a fantasia, o romance policial, o conto e o ensaio. Ao todo, são mais de 200 as obras assinadas pelo autor, quantidade essa que pode deixar até o leitor mais dedicado a sentir-se um pouco perdido. Para ajudar, fizemos um pequeno quizz que o ajudará a escolher qual deverá ser a sua próxima (ou quem sabe, a primeira) leitura de Stephen King. 

Jorge, o mais "Amado" escritor brasileiro

Nasceu Jorge Leal Amado de Faria mas foi como Jorge Amado que ficou conhecido no Brasil e por todo o mundo. Autor de obras de sucesso como Gabriela, Cravo e Canela, Capitães de areia ou, para o público infantojuvenil, O gato malhado e a andorinha Sinhá, foi um dos autores brasileiros mais traduzidos e também um dos mais acarinhados pelos leitores. Embora já nos tenho deixado há vinte anos, no final deste mês é publicado um novo livro de memórias do autor, intitulado Navegação de Cabotagem (Dom Quixote), no qual relata episódios caricatos da sua vida, desde uma bebedeira com Pablo Neruda, uma reunião política com Picasso, ou uma visita ao bordel ou ao terreiro de candomblé com Carybé ou Dorival Caymmi. 

Jorge Luis Borges, o eterno bibliotecário

Hoje, comemoramos 122 anos do nascimento deste autor que, mesmo cego, viu o mundo e as pessoas mais profundamente pois, como canta Chico Buarque, “Os poetas, como os cegos, podem ver na escuridão”.

Num ensaio intitulado Desemparedar o Pensamento (incluído no livro O Universo num Grão de Areia), Mia Couto conta a história de quando o poeta e ex-presidente do Vietname Ho Chi Min escreveu um livro de versos, chamado Cadernos do Cárcere, enquanto estava na prisão. "Quando lhe perguntaram como tinha conseguido produzir versos tão delicados, tão cheios de afeto, num lugar tão cruel e desumanizante como a prisão", “a resposta de Ho Chi Min foi esta: ‘o que eu fiz foi desvalorizar as paredes’” .

Para muitos, os entraves colocados à acessibilidade à cultura, num mundo onde esta é ainda profundamente desigual, são como as paredes que encarceravam o poeta vietnamita. No entanto, tal como as flores que teimam em brotar na aridez da pedra, também a cultura ousa resistir apesar de todas as adversidades. As costas de um camelo, uma árvore ou um tanque de guerra, são apenas alguns dos sítios onde nasceram algumas das bibliotecas mais insólitas do mundo. Sem muros, são simbólicas de uma visão cada vez mais acessível e igualitária da cultura, bem como da eterna capacidade de adaptação da literatura. A propósito do Dia Mundial das Bibliotecas (1 de julho), assinalamos a sua capacidade de destruir paredes e desemparedar pensamentos, com seis bibliotecas que resistem nos sítios mais improváveis.


Bibliotecas itinerantes nas costas de um camelo

Com o encerramento das escolas devido à pandemia, Raheema Jalal procurou uma forma de levar a escola até às crianças da região de Kach, no Paquistão. Tratando-se de uma região onde as atividades extra-escolares para os mais novos são inexistentes, era importante encontrar uma solução que, para além de educativa, proporcionasse também um escape para estas crianças, sedentas de distrações. Tendo encontrado inspiração em projetos semelhantes na Etiópia e na Mongólia, começou o projeto da Biblioteca do Camelo em agosto de 2020 e, desde então, o camelo Roshan leva livros e alegria às crianças de aldeias remotas da região.

 

© THE GUARDIAN.

 

Já na Mongólia, a ideia de uma biblioteca itinerante foi motivada pela reestruturação de várias bibliotecas em bancos ou agências financeiras, no início da década de 90. Face a esse desinteresse pelo sector cultural, Dashdondog Jamba decidiu criar uma biblioteca que, segundo o próprio, é “um bocadinho diferente das outras”. “As paredes da sala de leitura são feitas de montanhas cobertas por florestas, o teto é o céu azul, o chão é um tapete de flores e a luz vem do sol”. Com o seu camelo, leva livros às crianças das comunidades rurais de Gobi, alguns dos quais escritos e traduzidos por ele.

 

© THE GUARDIAN.

 

Os biblioburros da Colômbia

Nem só dos camelos nascem bons (e improváveis) bibliotecários. Na Colômbia, o professor primário Luis Soriano recorreu aos seus dois burros para levar livros às crianças da sua comunidade. Rebatizados de Alfa e Beto, os biblioburros têm como objetivo colmatar a ausência de bibliotecas nas províncias mais pobres e isoladas, de modo a que todas as crianças cresçam com oportunidades iguais. Quando começou, tinha apenas 70 livros — entre livros infantis, dicionários, ou livros de história e geografia — da sua biblioteca pessoal. Hoje, com a ajuda de dezenas de voluntários, conseguiu expandir a sua biblioteca e frota de biblioburros de modo a chegar a cada vez mais crianças, e serviu até de inspiração para o livro infantil Biblioburro, escrito por Jeanette Winter.

 

© BBC

 

Armas de instrução massiva

Na Argentina, o artista local Raul Lemesoff começou uma verdadeira guerra contra a iliteracia e a ignorância no seu país. Transformou um velho Ford Falcon 1979 num tanque de guerra revestido de livros, ao qual deu o nome de “Arma de instrução massiva”, e percorre as ruas da cidade de Buenos Aires distribuindo livros gratuitamente ou até atacando algumas pessoas que apanha desprevenidas, com a arma mais poderosa do mundo: “Livros, não armas. Cultura, não violência” (Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci). A sua única exigência? Que elas leiam os livros doados. Para além de ser uma forma de difundir a cultura no país que viu nascer Jorge Luis Borges, é também um protesto silencioso contra as armas de destruição massiva que ameaçam destruir a cultura.

 

© BORED PANDA

 

Uma biblioteca flutuante

Predominantemente rural, Laos, no Sudoeste Asiático, é ainda um país onde a maior parte da população não tem acesso a livros. Tendo em mente as crianças de algumas das aldeias mais desfavorecidas, uma organização sem fins lucrativos (Community Learning International) dedicou dois barcos ao transporte de livros a cerca de 100 aldeias ao longo do rio Mekong. Cada uma destas bibliotecas flutuantes consegue transportar cerca de mil livros infantis que são, posteriormente, entregues em sacos têxteis à comunidade. Na manhã em que os barcos chegam, as crianças são dispensadas da escola para que possam passar o dia inteiro a ler e devolver os livros requisitados na manhã seguinte.

 

© THE GUARDIAN

 

A biblioteca mais pequena de Itália

Antonio La Cava, um professor primário reformado, acredita que é impossível viver sem a companhia de um livro. Converteu a sua carrinha de três rodas numa pequena biblioteca portátil e percorre a região montanhosa de Basilicata, no Sul de Itália, há mais de 20 anos, fazendo chegar livros às crianças que, de outra forma, não teriam acesso a eles. A par da biblioteca, iniciou ainda o projeto Fino Ai Margini que organiza workshops literários nas escolas da região, em localidades com menos de mil habitantes. Quando questionado acerca do que o motivou a passar a sua reforma como bibliotecário itinerante, responde que preocupava-o a ideia de envelhecer num país de não-leitores. Com a sua pequena carrinha de três rodas, prova verdadeiramente que não há sítio onde os livros não consigam chegar.

 

© BBC

Opinião dos leitores

BIBLIOTECAS IMPROVÁVEIS - levam os livros a todo o
Maria do Rosário Silva | 12-07-2021
Adorei esta publicação com estas bibliotecas improváveis que conseguem levar os livros aos lugares mais longínquos. Adorei a criatividade destas pessoas que nos faz acreditar no poder de uma BOA HISTÓRIA!
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