Na estranheza dos dias, na suspensão da liberdade, sobra sempre a leitura

Por: Bertrand Livreiros a 2021-05-31 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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Cultura - Tudo o Que é Preciso Saber
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Ilíada de Homero
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Uma Odisseia
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Quichotte
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Jalan, Jalan
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Últimos artigos publicados

"Uma ida ao motel e outras histórias" | Palavras adultas de engano e redenção

"Uma Ida ao Motel e outras histórias", de Bruno Vieira Amaral, uma coletânea dos contos anteriormente publicados no Expresso Diário, é para gente grande. Aponta-nos a vida com um letreiro néon onde algumas letras teimam em não acender. Acabou de valer ao autor o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, no valor pecuniário de 7500 euros, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE).

"Klara e o Sol" | O que faz de nós seres humanos?

“Quando éramos novas, Rosa e eu estávamos a meio da loja, ao lado da mesa das revistas, e conseguíamos ver mais de metade da montra.” É na monotonia de um dia comum que tem início Klara e o Sol, de Kazuo Ishiguro. Klara e Rosa são Amigas Artificiais (AA), androides situados algures entre o boneco e o robô, concebidos com o objetivo de acompanhar o dia-a-dia de uma criança. A narrativa parece-nos familiar, relembrando Nunca Me Deixes (2019), em que a protagonista é um clone destinado a doar os seus órgãos até morrer, e Os Despojos do Dia (2017), uma narrativa sobre um mordomo que pondera sobre a sua vida ao serviço de um lorde. A partir do olhar desses protagonistas, percebemos que as diferenças entre a nossa realidade e a ficção de Ishiguro não são mais do que ímanes que se atraem um ao outro.

"A Dança das Estrelas" | Vita, Gloriosa Vita

Julia Powers dirige-se para o hospital de Dublin sem máscara. Já havia sido vencida pela gripe, meses antes, tal como muitos dos seus colegas enfermeiros, acabando por sobreviver a essa praga de vários nomes. Grande gripe, gripe caqui, gripe azul, gripe negra ou, simplesmente, a doença. Outros chamam-lhe também a doença da guerra, associando-a a uma maldição oriunda das trincheiras da Primeira Guerra Mundial, a retribuição de algo superior, após quatro anos de matança.

Temos vivido tempos estranhos. Tão estranhos que algumas palavras ganham novos sentidos. Cancelado. Suspenso. Adiado. Anulado. São algumas das palavras que nos habituamos a ver às portas dos teatros, dos cinemas, dos museus e das salas de espetáculos. Enquanto as bibliotecas, as livrarias e outros espaços de socialização exibiam expressões como: Fechado por imposição legal. Voltamos em breve. Estamos online.

Há palavras fortes, amargas, delicadas, e palavras que, em tempos incertos, vemos começarem a enfraquecer, mas das quais não devemos desistir. Cultura é uma delas. Diz quem somos, nós e o nosso país, ensina-nos a ser. Na estranheza dos dias, na suspensão da liberdade, sobra sempre a leitura.


Cultura: Tudo o Que é Preciso Saber, de Dietrich Schwanitz, é um livro para aqueles que têm uma relação próxima com a cultura e que pensam que o conhecimento espartilhado não ajuda o Homem a conhecer-se melhor. É um convite a viajar pelas raízes da cultura ocidental: o Antigo e o Novo Testamento, a epopeia da modernização, as revoluções e a democracia — que influenciaram a Literatura, a Arte, a Música, através das suas obras maiores — e ainda os grandes filósofos, ideólogos, teorias e representações científicas do mundo. Um elogio aos livros, uma vez que “a cultura continua a depender dos livros ou, no mínimo, dos textos que lemos”.

Quando falamos de cultura, falamos de Homero. Ler a Ilíada, uma das obras fundamentais da cultura ocidental, é conhecer deuses e heróis, mas não só. É compreender a condição humana e as suas contradições, é refletir sobre o livre-arbítrio e pensar o Homem na sua esfera mais íntima e universal.

O poema épico de Homero, ao longo dos seus vinte quatro cantos, ensina-nos que a civilização encontra a sua razão de ser na diversidade.
 

"A cultura continua a depender dos livros ou, no mínimo, dos textos que lemos." — Dietrich Schwanitz

 

Jay Mendelsohn, aos 81 anos, decide inscrever-se no seminário para estudantes pré-universitários sobre a Odisseia que o seu filho Daniel leciona na Bard College. É neste momento que se inicia uma viagem profundamente emotiva que o levará às raízes da literatura ocidental e às raízes da sua própria vida. Uma Odisseia, Um Pai, Um Filho e Uma Epopeia é simultaneamente um livro de viagens e de memórias. Uma viagem através da vida. A procura de sentido, a construção de uma identidade serão dissociáveis da cultura?


Cervantes é um grande nome da cultura espanhola e, simultaneamente, da literatura ocidental. Salman Rushdie inspira-se em Dom Quixote, a grande obra de Cervantes, e escreve Quichotte, a autobiografia ficcionada de um escritor exilado, que narra as suas aventuras e desventuras num mundo em que a vida real é menos real do que a televisão. Numa escrita satírica, Salman Rushdie reflete sobre a cultura de massas, uma marca do seu tempo, e sobre um país à beira do colapso moral e espiritual.

Viajar também é cultura. Viajamos para entender o mundo que nos rodeia, para fomentar empatias e sensações inesquecíveis.

“O mundo, dizem, é um livro, E um livro também pode conter o mundo.” — afirmou Afonso Cruz na sua obra Jalan Jalan, onde cada página, cada pensamento, é uma descoberta de modos de ser e de estar diferentes, de lugares distintos, habitados ou desérticos, mas ricos em diversidade, complexidade, desordem e simplicidade.


As Mil e Uma Noites são histórias de puro encantamento que possibilitam uma viagem à cultura árabe através de aventuras, erotismo e magia. Xerazade casa com o rei Xariar, sabendo que o seu destino seria morrer após a noite nupcial; nessa noite, a pedido da irmã Dinarzade, que a acompanhava, contou uma história cujo final foi adiado para a noite seguinte. E assim sucessivamente, ao longo das noites, o final dos contos era adiado, como era adiado o destino fatal de Xerazade.
 

“O mundo, dizem, é um livro, E um livro também pode conter o mundo.” — Afonso Cruz
 

 

Por: Plano Nacional de Leitura

 


Artigo publicado na edição de abril de 2021 da revista Somos Livros. Disponível online ou em qualquer uma das nossas 58 livrarias.

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