"Herdeiros de Saramago" | A nova série documental da RTP

Por: Marisa Sousa a 2020-11-13

João Tordo

João Tordo

João Tordo nasceu em Lisboa em 1975.
Venceu o Prémio Literário José Saramago 2009 com As Três Vidas, tendo sido finalista, com o mesmo livro, do Prémio Portugal Telecom, em 2011. Publicou doze romances, entre eles O Livro dos Homens sem Luz (2004), Hotel Memória (2007), Anatomia dos Mártires (2011), O Ano Sabático (2013), Biografia Involuntária dos Amantes (2014), O Luto de Elias Gro (2015), O Paraíso Segundo Lars D. (2015), O Deslumbre de Cecilia Fluss (2017) e Ensina-me a Voar Sobre os Telhados (2018). Foi finalista do Prémio Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores (2011 e 2015), do Prémio Literário Fernando Namora (2011, 2012, 2015, 2016), e do Prémio Literário Europeu em 2012. Os seus livros estão publicados em vários países, incluindo França, Itália, Alemanha, Hungria, Espanha, México, Argentina, Brasil, Uruguai, entre outros.

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Andréa del Fuego

Andréa del Fuego

Andréa del Fuego nasceu em São Paulo, em 1975. É autora da trilogia de contos Minto enquanto posso (2004), Nego tudo (2005) e Engano Seu (2007). Escreveu também os contos juvenis Sociedade da Caveira de Cristal (2008) e Quase Caio (2008). Integra, entre outras, as antologias Os cem menores contos brasileiros do século e 30 mulheres estão fazendo a nova literatura brasileira. Em 2011, foi finalista dos Prémios São Paulo de Literatura e Jabuti (na categoria romance) e venceu o Prémio Literário José Saramago.

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Julián Fuks

Julián Fuks

Julián Fuks, Filho de pais argentinos, nasceu em São Paulo em 1981. Publicou o primeiro livro, Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu, em 2004, e com ele ganhou o Prémio Nascente da Universidade de São Paulo.
Em 2007 e 2012 foi finalista do Prémio Jabuti e do Prémio Portugal Telecom com os livros Histórias de literatura e cegueira e Procura do romance, respectivamente. Em 2012 foi considerado pela revista Granta um dos melhores jovens escritores brasileiros.

O romance A resistência (Companhia das Letras, 2016) valeu-lhe o Prémio Literário José Saramago e o Prémio Jabuti de Melhor Livro. Seguiu-se-lhe A ocupação, publicado no Brasil em 2019 e agora em edição portuguesa da Companhia das Letras Portugal.

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Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da actualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em muitos países. Com As doenças do Brasil completa 25 anos de edição e 50 anos de vida. Autor dos romances: Contra mim (Grande Prémio de Romance e Novela - Associação Portuguesa de Escritores); Homens imprudentemente poéticos; A Desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis (Prémio Oceanos); o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros, As mais belas coisas do mundo e Serei sempre o teu abrigo. A sua poesia encontra-se reunida no volume publicação da mortalidade. Publica a crónica Autobiografia Imaginária, no Jornal de Letras, e Cidadania Impura, na Notícias Magazine. Com excepção da poesia, que tem chancela Assírio & Alvim, toda a sua obra está publicada pela Porto Editora.

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Bruno Vieira Amaral

Bruno Vieira Amaral

Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978. Colabora com a revista Ler, o Expresso e a Rádio Observador. O seu primeiro romance, As Primeiras Coisas (Quetzal, 2013), foi distinguido com o Prémio PEN Clube Narrativa, Prémio Literário Fernando Namora, Prémio Time Out e Prémio Literário José Saramago, em 2015. Em 2016, foi nomeado uma das Dez Novas Vozes da Europa (Ten New Voices from Europe), escolha da plataforma Literature Across Frontiers. O seu segundo romance, Hoje Estarás Comigo no Paraíso (Quetzal, 2017), recebeu o prémio Tabula Rasa 2016-2017 na categoria de Ficção, e o segundo lugar do Prémio Oceanos 2018. Em 2018, foram reunidos os seus melhores textos dispersos no volume Manobras de Guerrilha e, em 2020, os seus contos em Uma Ida ao Motel, livro que venceu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, em 2021. Os direitos dos seus livros foram vendidos para vários países. Integrado Marginal é a primeira biografia que publica.

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Adriana Lisboa

Adriana Lisboa

Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro em 1970, onde passou a infância e a adolescência. Mais tarde viveu em Brasília, em Paris e em Avignon. Estudou Música e Literatura e foi flautista, cantora e professora. Vive atualmente em Denver, nos Estados Unidos, e dedica-se inteiramente à escrita e à tradução. Rakushisha é o seu terceiro romance. Obteve o Prémio José Saramago.

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Afonso Reis Cabral

Afonso Reis Cabral

Afonso Reis Cabral nasceu em 1990. Aos quinze anos publicou o livro de poesia Condensação. É licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos, fez mestrado na mesma área e tem uma pós-graduação em Escrita de Ficção. Foi duas vezes à Alemanha de camião TIR em busca de uma história, a primeira das quais aos treze anos. Trabalhou numa vacaria, num escritório de turismo e num alfarrabista. Em 2014, ganhou o Prémio LeYa com o romance O Meu Irmão, que se encontra em tradução em Espanha e já foi publicado no Brasil e em Itália. Tem contribuído com dezenas de textos para as mais variadas publicações. Em 2017, foi-lhe atribuído o Prémio Europa David Mourão-Ferreira na categoria de Promessa, e em 2018 o Prémio Novos na categoria de Literatura. No final de 2018, publicou o seu segundo romance, Pão de Açúcar, com forte acolhimento por parte da crítica. Entre Abril e Maio de 2019, percorreu Portugal a pé ao longo dos 738,5 quilómetros da Estrada Nacional 2, tendo registado essa viagem no livro Leva-me Contigo. Trabalha actualmente como editor freelancer. Nos tempos livres, dedica-se à ornitologia, faz Scuba Diving e pratica boxe.

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Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários e está a ser traduzido em mais de 50 países.
Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Com Aprender a rezar na Era da Técnica recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído antes a Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Salman Rushdie, Elias Canetti, entre outros.
Alguns outros prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado 2009 (Sérvia), Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França), Prix Littéraire Européen 2011 (França). Foi também por diferentes vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina. Uma Viagem à Índia recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, dança, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc.

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Ondjaki

Ondjaki

Ondjaki nasceu em Luanda em 1977. Prosador, às vezes poeta. Licenciou-se em Sociologia e é membro da União dos Escritores Angolanos.
Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura (duas exposições individuais, em Angola e no Brasil). Já em Lisboa, fez teatro amador durante dois anos e um curso profissional de interpretação teatral. No ano 2000 recebeu uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Acto Sanguíneo. Participou em antologias internacionais (Brasil e Uruguai) e também numa antologia portuguesa. Co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá Cresçam Pitangas – Histórias de Luanda).
Em 2013, com Os Transparentes, ganhou o Prémio José Saramago, e em 2016, com o mesmo livro, o Prix Littérature-Monde 2016, em França.

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Paulo José Miranda

Paulo José Miranda

Paulo José Miranda nasceu em 1965, na Aldeia de Paio Pires. Licenciou-se em Filosofia e, em 1997, publicou o primeiro livro de poesia, A Voz Que Nos Trai, com o qual venceu o primeiro Prémio Teixeira de Pascoaes. Em 1999, e já a residir em Istambul, na Turquia, tornou-se também o primeiro vencedor do Prémio José Saramago, com a novela Natureza Morta. Mais tarde, viveu também em Macau e no Brasil, escrevendo poesia, ficção, teatro e ensaio. Em 2015, recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, pelo livro de poesia Exercícios de Humano, e regressou a Portugal, começando pouco depois a trabalhar na biografia de Manoel de Oliveira, A Morte não É Prioritária.

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José Luís Peixoto

José Luís Peixoto

José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974.
É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.
Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d'Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu publicado no ano anterior, e em 2016 recebeu, no Brasil, o Prémio Oeanos com Galveias. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo, Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas. As suas mais recentes obras são Autobiografia (2019), na prosa, e Regresso a Casa (2020), na poesia.
Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.
Para saber mais sobre o autor: https://www.joseluispeixotoemviagem.com

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20%

20%

Cemitério de Pianos
18,80€ 15,04€
PORTES GRÁTIS

30%

o remorso de baltazar serapião
16,60€ 13,28€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

20%

As Primeiras Coisas
16,60€ 13,28€
PORTES GRÁTIS

20%

As Três Vidas
18,80€ 15,04€
PORTES GRÁTIS

20%

Os Malaquias
15,50€ 12,40€
PORTES GRÁTIS

20%

Os Transparentes
de Ondjaki 
17,90€ 14,32€
PORTES GRÁTIS

20%

A Resistência
15,90€ 12,72€
PORTES GRÁTIS

20%

Pão de Açúcar
16,60€ 13,28€
PORTES GRÁTIS

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Depois de uma antestreia no IndieLisboa, em setembro, estreia na próxima segunda-feira, dia 16 de  novembro, na RTP, a série documental Herdeiros de Saramago, que, sob uma aura cinematográfica, nos abrirá a porta para entrarmos na vida dos onze escritores vencedores do Prémio José Saramago. A autoria é do jornalista Carlos Vaz Marques, a realização ficou a cargo de Graça Castanheira e a produção coube à Midas Filmes. Enquanto não nos sentamos na primeira fila a assistir, recordamos os onze autores e antecipamos algumas das revelações que serão feitas no documentário.


Paulo José Miranda

Distinguido pelo romance Natureza Morta, em 1999. O autor que chegou a ser músico profissional, num dos longos períodos que passou no estrangeiro, confessa que gastou o prémio monetário numa câmara de filmar para oferecer à sua então namorada.

 

José Luís Peixoto

José Luís Peixoto e o amigo Artur brincavam e imitavam os adultos, fazendo pequenos objetos de madeira. Amigos desde a infância, reencontram-se na carpintaria que o escritor já descreveu no romance Cemitério de Pianos e que se torna palco de uma das cenas da série.

 

Adriana Lisboa

Distinguida pela obra Sinfonia em Branco, em 2003. No documentário, filmado no Rio de Janeiro, apresenta os locais essenciais no seu processo criativo, como a Biblioteca Nacional, onde habitam livros que, para ela, são "seres vivos".

 

Gonçalo M. Tavares

Distinguido pela obra Jerusálem, em 2005.

 

Valter Hugo Mãe

Distinguido pelo romance O Remorso de Baltazar Serapião, em 2007. Nasceu em Angola, tem raízes em Guimarães, cresceu em Paços de Ferreira, vive em Vila do Conde, mas declara-se intimamente um caxineiro. É devoto de São Bento de Cardido, mesmo não tendo qualquer tipo de credo religioso.

 

A ideia é fazermos deste conjunto de documentários uma série de filmes que se aproximem da linguagem cinematográfica. Sabemos que estamos a trabalhar para a televisão, mas não queremos que estes filmes se esgotem no imediatismo de uma linguagem televisiva às três pancadas. — Carlos Vaz Marques in rtp.pt

 

Valter Hugo Mãe em Herdeiros de Saramago.
 

Bruno Vieira Amaral

Distinguido pelo romance As Primeiras Coisas, em 2015.

 

João Tordo

Distinguido pelo romance As Três Vidas, em 2009. O autor leva-nos a conhecer locais da sua infância, em Lisboa, como a casa onde viveu, no mesmo prédio de Alexandre O'Neill e Ary dos Santos, e recorda o bloqueio literário que teve de ultrapassar depois de ter recebido o prémio, em 2009.

 

Andréa Del Fuego

Distinguida pelo romance Os Malaquias, em 2011. Quando a autora recebeu o prémio estava grávida e Pilar del Rio perguntou qual seria o nome da criança. Francisco era o nome escolhido e Pilar comentou que ainda caberia um José no nome. Acabou por ficar Francisco José.

 

Ondjaki

Distinguido pela obra Os Transparentes, em 2013. Num episódio rodado em Luanda, o autor visita a escola que nos anos 80 se chamou Juventude em Luta e ficamos a conhecer o espaço onde nascerá Kiela, a livraria que Ondjaki abrirá em Luanda.

 

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O Prémio Literário José Saramago, instituído pela Fundação Círculo de Leitores, em 1999, é atribuído a uma obra literária, escrita em língua portuguesa por jovens autores, cuja primeira edição tenha sido publicada num país da lusofonia. O Prémio celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998 ao escritor português José Saramago, tem uma periodicidade bienal e o valor pecuniário de 25 mil euros.

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