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VALES DE COMPRA
Em 2005, o escritor David Foster Wallace iniciou o discurso que dirigiu aos finalistas de uma instituição universitária no Ohio, intitulado “Isto é a água”, com a seguinte parábola: “Dois jovens peixes estão a nadar juntos e cruzam-se com um peixe mais velho nadando em sentido contrário, que lhes acena e pergunta: — 'Bom dia, rapazes. Que tal está a água?' Os dois peixes jovens nadam um pouco mais até que se entreolham e um deles diz: 'Que diabo é a água?'”1. Ser-me-ia fácil gracejar, substituir os jovens peixes por ministros ou deputados… mas não pretendo aqui passar por peixe velho ou por peixe sábio — estou, ainda assim, mais distante deste que daquele. O sentido da história dos peixes, como esclarece Wallace, é este: as realidades mais óbvias e importantes são frequentemente mais difíceis de descortinar e debater. Acredito que o mesmo se passa com a cultura e, sobretudo, com a nossa democracia.
As crónicas de Maria do Rosário Pedreira são momentos de observação do quotidiano de quem gosta de livros - o seu público dominante. E, a partir dos livros, um observatório do mundo. Além de leitora, autora e editora, manteve durante anos uma crónica semanal no Diário de Notícias, bem como um blogue intitulado As Horas Extraordinárias, ainda ativo e de grande sucesso na internet. Adeus, Futuro, recentemente publicado pela Quetzal, reúne os seus textos, quase todos publicados originalmente no Diário de Notícias, sobre essa vida extraordinária feita de tudo o que vem nos livros sem, no entanto, falar deles. Devoramos as crónicas e partilhamos consigo cinco bons motivos para que o descubra com urgência:
A História que nos é ensinada na escola é, quase sempre, predominante no género masculino. Conhecemos a história dos soldados, generais, políticos, tiranos, escritores, filósofos, cientistas e astronautas que mudaram o mundo e, por vezes, o nome das suas mulheres, mas raramente conhecemos a história das mulheres que contribuíram para a evolução do mundo como o conhecemos hoje, par a par com estes homens. Foi com o intuito de colmatar esta falha, de uma imagem de "um passado inteiramente masculino", que Bonnie G. Smith escreveu Mulheres na História do Mundo.
A série de televisão Queen’s Gambit (Gambito de Dama) tornou-se um fenómeno mundial. Após a sua estreia, em outubro de 2020, a Netflix anunciou tratar-se da minissérie mais vista da plataforma durante as primeiras quatro semanas de visualização. Baseada no livro homónimo de Walter Tevis, originalmente publicado em 1983, esta história fascinante tem o xadrez como centro da narrativa.Participe neste jogo de estratégia e descubra algumas das peças que garantiram este sucesso.
Embora 2020 tenha sido um ano atípico, há coisas que não mudam. Mantendo a tradição, arrancou a 5.ª edição do primeiro prémio literário português atribuído por livreiros e leitores, o Prémio Livro do Ano Bertrand, lançado há quatro anos pela Livraria Bertrand, com 175 obras a votação. Às categorias já existentes, Melhor livro de ficção lusófona, Melhor livro de ficção de autores estrangeiros, Melhor reedição de obras essenciais em prosa e Melhor livro de poesia, foi este ano acrescentada uma nova, a de Melhor reedição de poesia. A pré-seleção, que procurou distinguir os livros, em prosa e poesia, que marcaram o último ano editorial, contou com a colaboração dos jornalistas Sérgio Almeida, Sílvia Souto Cunha e Maria João Costa.
A propósito do Dia Mundial da Saúde, celebrado ontem, dia 7 de abril, sob o mote "Construir um mundo mais justo e saudável", homenageamos aqueles que trabalham diariamente para tornar esta missão uma realidade: os profissionais de saúde.
No início do século XX surge um ladrão em plena belle époque francesa, capaz de roubar qualquer coisa. Arsène Lupin é hoje considerado um clássico da literatura policial, com várias adaptações ao cinema e televisão. Mas quem é, afinal, este cavalheiro ladrão?
Diz-se que uma casa sem livros é como um quarto sem janelas, mas a casa de um verdadeiro livrólico não se faz só de livros. Se partilha a necessidade de estar rodeado de objetos que espelhem a sua paixão pela leitura, precisa de conhecer estes artistas e projetos nacionais e internacionais.
As portas das salas de teatro podem ter fechado, mas o teatro nunca parou. Como a música, transformou-se e encontrou formas alternativas de estreitar a distância que o confinamento impôs entre os atores e os espetadores. Neste Dia Mundial do Teatro, comemorado anualmente no dia 27 de março, celebramos, mais do que nunca, a capacidade do teatro de resistir às amarras do tempo e às transformações que constantemente o levam a reinventar-se.
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