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Hoje, dia 5 de maio, celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data foi definida pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e celebrada pela primeira vez em 2020, depois de, em novembro de 2019, a UNESCO a ter consagrado como tal. Este idioma, falado por mais de 265 milhões de pessoas pelos cinco continentes, é dos mais falados no hemisfério sul. Como tal, existem inúmeras variações históricas, regionais e sociais que originam diferentes registos de palavras e expressões, o que faz da nossa língua rica e diversa.
Na nossa língua, somos eternos. É verdade: a língua portuguesa constrói-se, infinitamente, com 23 letras (26 após o Acordo Ortográfico). Oferece uma paleta de sons e grafismos que pode ser combinada e recombinada perante a vontade de quem a utiliza, com a maior precisão técnica ou o mais excêntrico e irreverente capricho.
Medeia a tensão entre estagnação, aparência, incerteza, suspeita, fingimento, passado, mudança, sonho, futuro, verdade e liberdade.
Para os dias em que precisamos mesmo de parar e cuidar de nós, é importante fazer da refeição mais do que tarefa de subsistência ou momento de pura distração, sem cuidado e intencionalidade — Dulce Costa sugere a tradição da macriobiótica como solução para receitas que nutrem, equilibram e conectam-nos a um ritmo de vida mais consciente.
Sabes o que é um “protesto pacífico”? Não, não é fechares-te no teu quarto e reclamares baixinho da sopa de cenoura que comeste ao jantar… Muito menos, despejares a caixa de legos e arrancares a cabeça aos bonecos. Nada disso. Um protesto pacífico é quando uma pessoa (ou várias, ou muitas, muitíssimas) se mantém serena e firme na defesa de uma causa, mostrando que não quer usar a força para provar que tem razão. E o resultado pode ser… uma vitória! Se achas que isso raramente acontece, este livro prova o contrário. Acredita: apesar de o mundo andar um pouco “desarrumado” (um pouco, é favor…), todos os dias há pessoas ditas “normais”, pessoas como tu e eu, que se unem para exigir mudanças através de ações poderosas, mas sem violência. O Poder do Povo — Protestos que Mudaram o Mundo (Lilliput) é um livro inspirador para os tempos que correm, por vezes, capaz de nos comover.
A arte, nas suas várias vertentes, permanece um veículo privilegiado de intervenção política, expansiva e utópica como nada mais. Se temos uma vanguarda, é na arte que se encontra, antes dos comícios, das assembleias e das mesas de votos, e antes até da revolução: esta já existia, engenhosamente codificada na música de intervenção, e era visível também na obra e vida do artista José Dias Coelho, assassinado em 1961 pela PIDE, tragédia denunciada em “A morte saiu à rua”, de José Afonso.
A História foi escrita por homens e sobre os homens. É por isso que, nos livros e manuais escolares, as mulheres nunca chegam aos pés de uma lista gigante de reis, generais, inventores, filósofos, exploradores, papas e cientistas, quase todos homens. Porém, por não ouvirmos falar tanto das mulheres não significa que elas estivessem paradas ou ausentes. Longe disso. O que aconteceu foi um fenómeno chamado “apagamento histórico”. Como as mulheres raramente tinham permissão para escrever crónicas, frequentar universidades ou assinar contratos, os seus feitos foram registados como “anónimos” ou atribuídos aos maridos, pais e irmãos.
Há livros que se leem e há livros que se habitam. A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, é daqueles livros-casa. Desde que foi publicado, em 2001, já atravessou mais de 50 línguas, vendeu mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo e instalou-se, de forma permanente, na lista de obras mais queridas dos últimos anos.
Redireciona o olhar de leitores de todas as idades para a família, a natureza e o convívio olhos nos olhos. Através dos afetos, celebra a construção de memórias comuns e o tempo partilhado. Um guia para focarmos a nossa atenção no que mais importa.
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