Para celebrar o Dia Mundial das Bibliotecas, descobrimos quatro bibliotecas públicas onde os livros são protegidos da censura e os leitores é que mandam (e tu também!).
Biblioteca Haskell
Imagina uma biblioteca construída mesmo na fronteira dos Estados Unidos com o Canadá. Fundada em 1905, a Biblioteca Haskell foi um local onde as famílias divididas pela pandemia da covid-19 puderam encontrar-se e partilhar leituras sem necessidade de mostrar o passaporte. Mas, há um ano, o governo dos EUA impediu o acesso dos canadianos à entrada principal da biblioteca (que, tecnicamente, fica em solo americano), obrigando-os a utilizar uma porta de serviço nas traseiras. Apesar disso, a Biblioteca Haskell continua a lutar para manter vivo o espírito de união e amizade entre os dois países.
Biblioteca de Edmonton
Todos os anos, na última semana de fevereiro, a Biblioteca Pública de Edmonton, no Canadá, convida leitores de todas as idades a participarem na Semana da Liberdade de Ler. Em todo o mundo, há milhares de livros, revistas e filmes perseguidos, mas esta biblioteca defende com unhas e dentes o direito de as pessoas escolherem o que querem requisitar das suas prateleiras. Por incrível que te pareça, entre os livros que foram já alvo de tentativas de proibição, estão os das séries Arrepios, Harry Potter e Capitão Cuecas. Como é possível?
Blioteca Biblio Toyen, Oslo
A Noruega tem leis muito rigorosas que protegem a liberdade de expressão e o acesso à informação, por isso, a questão da censura não é um problema. Na Biblo Tøyen, vais encontrar livros sobre todos os assuntos, incluindo temas mais difíceis, como identidade, política e sexualidade, sempre adequados à tua faixa etária. O que distingue esta biblioteca pública na capital da Noruega, Oslo, é ter sido pensada exclusivamente para leitores entre os dez e os 15 anos. Aqui, a regra de ouro é a proibição total da entrada a adultos (incluindo pais). Apostamos que nunca pensaste que pudesse existir no mundo um lugar assim.
Biblioteca de Toronto
Também no Canadá, a Biblioteca Pública de Toronto é uma das mais ativas num continente onde muitas pessoas tentam esconder livros ou proibir ideias só porque têm medo delas. A biblioteca juntou-se ao movimento Santuário do Livro, declarando todos os seus espaços — físicos e online — como lugares seguros para centenas de livros que têm sido perseguidos, proibidos e até queimados. O Diário de Anne Frank é um deles.
Artigo publicado na edição de abril de 2026 da revista Somos Livros Infantojuvenil. Disponível online ou em qualquer uma das nossas livrarias.