É possível deixar de reconhecer o país que amamos, e, apesar da dor, manter a lucidez e o discernimento. Um livro para beber dessa fonte e, de caminho, lavar os olhos.
Indicado para: compreender a ligação histórica entre Holocausto e Nakba e a forma como o trauma de um povo se pode converter em violência contra outro; refletir sobre etnonacionalismo, colonialismo, ocupação e os perigos da exclusividade do estatuto de vítima; combater a indiferença, a negação e a banalização do sofrimento dos civis palestinianos; distinguir antissemitismo de crítica legítima ao Estado de Israel; denunciar a impunidade, a desumanização e a cumplicidade do cidadão comum perante as atrocidades cometidas em seu nome; convocar o direito internacional, a reparação e a possibilidade de reconciliação entre povos feridos;
Efeitos secundários: choque, tristeza e desassossego perante a profundidade da catástrofe; maior lucidez sobre os mecanismos da propaganda, da homogeneização identitária e da limpeza étnica; recusa do maniqueísmo e do silêncio cúmplice; coragem para nomear o que está a acontecer, mesmo quando dói; esperança ténue, mas teimosa, na possibilidade de reparação e de uma convivência baseada na justiça e na igualdade; sentido renovado de responsabilidade cívica internacional;
Posologia: ler muito devagar e respeitar a vontade de parar sempre que sentir essa necessidade.