Livro banido das escolas e bibliotecas de Hong Kong chega às livrarias

Por: Beatriz Sertório a 2020-07-13 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Joshua Wong

Joshua Wong nasceu em 1996. Apesar de jovem, foi considerado um dos líderes mais influentes do mundo pela TIME, Prospect e Forbes. Em 2018, foi indicado ao Prémio Nobel da Paz pelo seu papel no Movimento dos Guarda-Chuvas. É secretário-geral do Demosistõ, um partido político pró-democracia que fundou em 2016 e que defende uma maior autonomia para Hong Kong. Joshua fundou o movimento Scholarism para protestar contra a aplicação do programa de Educação Nacional chinês em Hong Kong. Foi detido inúmeras vezes e passou mais de 100 dias na cadeia.

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Vem aí a Noite dos Livros Censurados

No ano em que comemoramos 50 anos da Revolução que instaurou a liberdade em Portugal, o Plano Nacional de Leitura quer lembrar autores que foram e continuam a ser censurados ou banidos, em Portugal e no mundo. Durante a semana de 22 a 28 de abril, é lançado o desafio a bares, centros culturais, associações, livrarias, bibliotecas, institutos, teatros e outros, para que organizem noites de livros censurados, trazendo à luz textos e autores que ao longo da História foram votados à escuridão.

5 coisas surpreendentes que eram proibidas antes do 25 de abril

Para quem não viveu durante este período da História de Portugal, até pode parecer mentira, mas o nosso país era um lugar muito diferente antes de 25 de abril de 1974. Para além das proibições evidentes impostas por um regime ditatorial, como a liberdade de expressão ou de imprensa, havia algumas um pouco mais… fora da caixa. No livro Antes do 25 de abril era proibido, o jornalista António Costa Santos recorda este tempo de restrições em que sentenças como “é proibido”, “não se faz”, “parece mal” ou “é pecado” ditavam as normas e os costumes, muitas vezes com consequências muito sérias para os incumpridores. 

5 novos autores portugueses na corrida ao Prémio Livro do Ano Bertrand

Na sua 8ª edição, o Prémio Livro do Ano Bertrand conta com alguma caras novas entre os finalistas. Da seleção de 70 livros apurados à segunda fase de votações, fazem parte cinco estreias literárias de autores portugueses, com obras de diferentes géneros literários, desde a poesia ao ensaio. Fique a conhecer os livros finalistas deste cinco autores portugueses que prometem dar que falar, e se já é Leitor Bertrand tenha atenção ao seu e-mail para eleger os vencedores – as votações começam no dia 3 de abril.

Escreveu Ray Bradbury em Fahrenheit 451: "Então, vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pêlos, sem expressão." Embora este clássico distópico tenha sido publicado em 1953, ainda hoje os livros são alvo de censura em sociedades onde a liberdade de expressão é vista como uma potencial ameaça. O recente desaparecimento de livros como os do ativista político Joshua Wong das bibliotecas e escolas de Hong Kong, é um exemplo disso mesmo. 

O seu manifesto em prol da democracia, intitulado (Da falta de) Liberdade de Expressãochega às livrarias no dia 17 de julho.


Joshua Wong era um estudante de apenas 14 anos quando organizou o primeiro protesto estudantil em Hong Kong contra a Educação Nacional. Desde então, esteve à frente do Movimento dos Guarda-Chuvas, que, em 2014, mobilizou milhares de pessoas para exigir avanços democráticos em Hong Kong, fundou um partido político (Demosisto) e uniu a comunidade internacional em torno dos protestos contra a nova lei de extradições para a China.


A sua luta pela democracia levou a que fosse nomeado para Pessoa do Ano pela revista TIME, e indicado para o Prémio Nobel da Paz em 2018; mas valeu-lhe também o encarceramento inúmeras vezes e, recentemente, a censura. Na sequência da entrada em vigor da nova lei de segurança interna em Hong Kong, que criminaliza a subversão, livros de proeminentes ativistas, como Joshua Wong ou a conselheira legislativa Tanya Chan, têm vindo a ser retirados das bibliotecas e das escolas da região.

 

Fotografia: Joshua Wong (TYRONE SIU/REUTERS).
 

Um desses livros é agora publicado pela Bertrand Editora, com data prevista de chegada às livrarias no dia 17 de julho. Intitulado (Da falta de) Liberdade de Expressão - Um manifesto em prol da democraciarelata como Wong encontrou o ativismo, reúne as cartas que este escreveu enquanto prisioneiro político da República Popular da China e encerra com um apelo global à união e à ação, em defesa dos valores democráticos. Com introdução de Ai Weiwei, artista contemporâneo e também ativista, e prefácio a cargo de Chris Patten, o último governador britânico de Hong Kong, o livro oferece, segundo o jornal Sunday Times, “um olhar relevador acerca da turbulência nas ruas de Hong Kong que fez manchete em todo o mundo.”

(Da falta de) Liberdade de Expressão já disponível para reserva na nossa livraria online.

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