A língua portuguesa de A a Z

Por: Raquel Fonseca a 2026-05-05

Na nossa língua, somos eternos. 

É verdade: a língua portuguesa constrói-se, infinitamente, com 23 letras (26 após o Acordo Ortográfico de 2009). Oferece uma paleta de sons e grafismos que pode ser combinada e recombinada perante a vontade de quem a utiliza, com a maior precisão técnica ou o mais excêntrico e irreverente capricho. Segundo um famoso teorema, um primata a digitar aleatoriamente num teclado durante um intervalo de tempo infinito irá inevitavelmente redigir qualquer obra da literatura que imaginemos, com o exemplo clássico sendo a obra completa de William Shakespeare. Por aqui, gostamos dos textos escritos com intenção — e idealmente alguma economia temporal — mas este excercício mental não deixa de evocar a profunda plasticidade da nossa língua, assim como a de todas as outras.

Seja qual for a técnica, o estilo ou o género literário, não faltam exemplos da beleza e versatilidade do nosso idioma, meio de expressão dos mais de 265 milhões de falantes de língua portuguesa em todo o mundo. Neste Dia Mundial da Língua Portuguesa prestamos homenagem às palavras partilhadas por esta vasta comunidade, com 23 sugestões de A a Z.

A

Agosto, de Rubem Fonseca

Agosto, de Rubem Fonseca

B

O Banqueiro Anarquista e Outros Contos, de Fernando Pessoa

O Banqueiro Anarquista e Outros Contos, de Fernando Pessoa

C

Choupos, de Adília Lopes

Choupos, de Adília Lopes

D

Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís

Dentes de Rato, de Agustina Bessa-Luís

E

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

F

O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe

O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe

G

O Gesto que Fazemos para Proteger a Cabeça, de Ana Margarida de Carvalho

O Gesto que Fazemos para Proteger a Cabeça, de Ana Margarida de Carvalho

H

O Homem que Engoliu a Lua, de Mário de Carvalho

O Homem que Engoliu a Lua, de Mário de Carvalho

I

Inventário da Solidão, de João Tordo

Inventário da Solidão, de João Tordo

J

Jantar Secreto, de Raphael Montes

Jantar Secreto, de Raphael Montes

L

Livro da Doença, de Djaimilia Pereira de Almeida

Livro da Doença, de Djaimilia Pereira de Almeida

M

Memória de Elefante, de António Lobo Antunes

Memória de Elefante, de António Lobo Antunes

N

Na Terra dos Animais Falantes, de Richard Zimler

Na Terra dos Animais Falantes, de Richard Zimler

O

Outras Paragens, de Eça de Queirós

Outras Paragens, de Eça de Queirós

P

Para Sempre, de Vergílio Ferreira

Para Sempre, de Vergílio Ferreira

Q

A Queda de um Anjo, de Camilo Castelo Branco

A Queda de um Anjo, de Camilo Castelo Branco

R

Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares

Rio das Flores, de Miguel Sousa Tavares

S

Sinais de Fogo, de Jorge de Sena

Sinais de Fogo, de Jorge de Sena

T

Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

Torto Arado, de Itamar Vieira Junior

U

Um Sopro de Vida, de Clarice Lispector

Um Sopro de Vida, de Clarice Lispector

V

Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett

Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett

X

A língua portuguesa tão versátil e multifacetada como os conjunto dos que a falam, e tem lugar para todas as letras… mas algumas permanecem raras no papel de inicial de título: o X tem sido até agora uma criatura difícil. Talvez As raízes da língua, de Marco Neves, nos possa explicar porquê…

As Raízes da Língua, de Marco Neves

Z

Zero, de Ignácio de Loyola Brandão

 Zero, de Ignácio de Loyola Brandão


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