Três poemas da poeta carioca que inspirou uma geração

Três poemas da poeta carioca que inspirou uma geração

No Brasil, foi considerada a musa de uma geração e equiparada a vultos como Carlos Drummond de Andrade ou Oswald de Andrade, mas em Portugal ainda permanece largamente desconhecida. Afinal, quem foi Ana Cristina César? 

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“A Invenção do Amor” – o poema que se tornou um símbolo de resistência à ditadura

Nos 100 anos do nascimento do poeta Daniel Filipe, regressa às livrarias a sua obra mais emblemática. A Invenção do amor, um poema originalmente publicado em 1969, foi lido e relido por várias gerações, declamado por Mário Viegas, filmado por António Campos, que o adaptou ao cinema, proibido pela PIDE e injustamente esquecido. Agora, reeditado pela Editorial Presença, assinala o regresso da coleção “Forma”, e dá a conhecer às novas gerações a história deste amor proibido e perseguido, que se tornou um símbolo de resistência – da poesia e do amor –  à ditadura.

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“Poema do amor”, de António Gedeão

No Dia Mundial da Liberdade, um poema sobre o amor:  o “amor de ir, e voltar, e tornar a ir, e ninguém ter nada com isso”, “amor de tudo quanto é livre, de tudo quanto mexe e esbraceja,/ que salta, que voa, que vibra e lateja”. Sobre esse amor que rima com liberdade, escreveu António Gedeão, o “príncipe perfeito” a quem Cristina Carvalho dedicou recentemente uma biografia — António Gedeão, Príncipe Perfeito (Relógio d’Água). 

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Três poemas para recordar Adília Lopes

O último mês de 2024 trouxe a notícia do falecimento de uma das vozes mais marcantes da poesia portuguesa contemporânea. Nascida Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, a 20 de abril de 1960, em Lisboa, foi sob o pseudónimo Adília Lopes que se tornou conhecida e admirada pelos leitores até ao fim dos seus dias, a 30 de dezembro de 2024.

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Três poemas de Natal

O Natal está aí e os melhores presentes continuam a ser os mesmos de sempre: a família reunida à mesa, as histórias que todos os anos nos fazem rir e chorar, o barulho de quatro patas a bater no chão, e da música de Natal como pano de fundo, a paz, o amor, um abraço, a poesia... Desejamos-lhe um Natal repleto dos presentes que não se podem embrulhar, da melhor forma que sabemos: com três poemas natalícios, de Fernando Pessoa, Natália Correia e David Mourão-Ferreira. Feliz Natal!

“Dentro dos livros” de Pedro Mexia

“Dentro dos livros” de Pedro Mexia

Podemos aprender muito sobre uma pessoa a partir da sua biblioteca, mas ainda mais por aquilo que guardam no interior dos seus livros. A este refúgio último dos leitores, dedicou Pedro Mexia este poema. Poeta, crítico e cronista, nascido em Lisboa em 1972, é também um leitor ávido e detentor de uma vasta biblioteca — física e intelectual — que inspirou o ensaio Biblioteca.

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“O Sonho”, de José Tolentino Mendonça

“Em vez de ter medo, tenham sonhos.” Assim se dirigiu José Tolentino Mendonça aos jovens portugueses que acolheram as Jornadas Mundiais da Juventude em 2023. Sacerdote e poeta, crê no sonho como força motora, capaz de mudar o mundo para melhor, mas também no poder transformador da poesia, essa que embora não salve o mundo, “salva o minuto” (Matilde Campilho). No seu novo livro de poemas, intitulado O Centro da Terra (Assírio & Alvim), volta a explorar o território dos sonhos, como ponte entre o informe irrecuperável da infância e o tempo transitório do presente. Entre eles, puxando para si todos os fios do poema, a figura terrivelmente bela da mãe, centro geodésico do inteligível, o umbigo do mundo. É dela que trata este “sonho”.

“Autobiografia”, de Filipa Leal

“Autobiografia”, de Filipa Leal

Vinte anos após a publicação do primeiro livro, Filipa Leal está de volta com uma nova coletânea de poemas que afirma ser “um exercício de maior reflexão”, “sobre a maturidade”, “sobre a vontade de não ter pressa” e “de dizer à própria vida: tem calma, não tragas mais surpresas, por favor, porque, às vezes, são más.” Adrenalina (Assírio & Alvim) é o título do novo livro da poetisa que em tempos escreveu “sou apenas o contrário de um analfabeto”, “só sei ler e escrever”,

Nem tudo tem de ser claro”, de João Luís Barreto Guimarães

“Nem tudo tem de ser claro”, de João Luís Barreto Guimarães

No novo livro de poemas de João Luís Barreto Guimarães, o “médico-poeta” vencedor do Prémio Pessoa 2022, contempla o quotidiano a partir de um quadro de Hopper. Numa mesa de café, à beira-rio, tal como o que figura no quadro que ilustra a capa, regressa à observação e notação dos pequenos acasos do quotidiano, à busca da pequena escala humana e à sobriedade dos versos, com uma ironia cada vez mais apurada e aprofundada.

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