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Passaram-se 76 anos desde a libertação do Campo de Concentração e Extermínio Nazi de Auschwitz-Birkenau pelas tropas soviéticas, evento que se assinala anualmente no dia 27 de janeiro – reconhecido oficialmente como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Contudo, apesar dos horrores “que a mente humana não consegue imaginar" (Marcel Nadjari) cometidos em nome do ódio e da divisão durante a Segunda Guerra Mundial, a ascensão da extrema-direita na Europa nos tempos recentes ameaça deixar cair no esquecimento as lições do passado.
Partilhamos a convicção de C. S. Lewis, autor do clássico da literatura infanto-juvenil As Crónicas de Nárnia, de que “uma história infantil que só pode ser apreciada por crianças não é uma boa história infantil.” Também Fernando Pessoa acreditava na ideia de que “nenhum livro para crianças deve ser escrito para crianças.” Os livros infantis oferecem aos adultos a oportunidade de reacender a sua imaginação, podendo ser uma ferramenta importante para estimular a criatividade e a curiosidade. Para além disso, relembram-nos de voltar a ver o mundo através dos olhos das crianças, e refletir sobre as questões que realmente importam e que, por norma, só as crianças fazem – aquelas que não têm resposta.
Embora a Primeira República tenha visto nascer a luta pelo direito universal ao voto, foi apenas em 1975, um ano após aquele “dia inicial inteiro e limpo” que Sophia de Mello Breyner viu amanhecer, que se realizaram as primeiras eleições verdadeiramente livres em Portugal. Desde então, esse sonho da democracia que finalmente se fizera cumprir no nosso país, tem vindo a ser consolidado pelo exercício do voto – um direito com o peso de um dever, de um país marcado pela certeza de que “quem adormece em democracia, acorda em ditadura.”Recordamos a propósito das eleições presidenciais que decorrem no próximo domingo, dia 24 de janeiro, algumas curiosidades sobre a História das eleições em Portugal.
Desafiamos os nossos leitores a partilharem connosco qual o livro que mais recomendam. Seguem-se alguns dos essenciais que têm lugar cativo nas estantes da comunidade livrólica, porque este é um contágio que pode (e deve) ser promovido.
Pensar o que vemos, hoje, é simultaneamente um enorme desafi o e umaurgência. Os dias correm-nos por entre os dedos e, à mesma velocidade, saltam-nos imagens pelos olhos dentro. Do prato ao café, do livro ao quadro, dos pés às nuvens, do vazio à multidão, da intimidade à comunidade. Tudo se fotografa e tudo se partilha, acabando por cansar o verbo ver. Diz-nos António Mega Ferreira, na abertura do seu Mais Que Mil Imagens (Sextante), que o aforismo, atribuído a Confúcio, “Uma Imagem vale mais que mil palavras”, acabou por se banalizar, sobretudo entre os fotojornalistas da segunda metade do século XX. Nem a imagem ocupa o lugar insubstituível das palavras, nem as palavras se substituem à imagem, assevera.
Porque nem só de filmes natalícios se faz o Natal, os canais TVCine reservaram para esta semana duas estreias que prometem agradar aos leitores da família. Quer goste de comédias, ou prefira assistir a um bom thriller, pode encontrar aqui uma boa sugestão para si.
Conheça os vencedores do Goodreads Choice Awards 2020 e aproveite para se inspirar, se ainda tem prendas de última hora para comprar, para este Natal.
Começou a trabalhar para os Serviços Secretos na década de 1940. No final dos seus vinte anos, na mesma altura em que aprendia os segredos da espionagem com o MI5, começou a escrever ficção. Espião a tempo inteiro, escritor nos tempos livres, John Le Carré publicou o seu primeiro livro em 1961.
8 de outubro de 2020. Eram 7h00 quando Louise Glück, poeta norte-americana de 77 anos, recebeu um telefonema da Academia Sueca. Do outro lado da linha chegava a notícia: havia sido laureada com o Prémio Nobel da Literatura. Uma das suas principais obras, Averno, é agora publicada pela Relógio d'Água.
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