A voz poética inconfundível de Louise Glück

Por: Marisa Sousa a 2020-12-16

Louise Glück

Louise Glück

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2020

Louise Elisabeth Glück (22 de abril de 1943, Nova Iorque) é autora de mais de uma dúzia de livros de poemas e uma coleção de ensaios. Entre as suas múltiplas distinções encontram-se o Pulitzer, o National Book Critics Circle, o Los Angeles Times Book e o Wallace Stevens da Academia de Poetas americanos. Leciona na Yale University e mora em Cambridge, Massachusetts.
O Prémio Nobel da Literatura de 2020 foi-lhe atribuído, "pela sua inconfundível voz poética que, com austera beleza, torna universal a existência individual".

VER +

10%

Averno
18,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

A Íris Selvagem
18,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

Últimos artigos publicados

O primeiro livrólico e outras curiosidades sobre a História da Leitura

Se para alguns o ato da leitura não é mais do que uma forma de distração e de passar o tempo, um verdadeiro livrólico sabe que pode ser muito mais. Fonte de conhecimento, de prazer, de consolo ou até objeto de subversão, o livro tem sido um dos meios mais valiosos para compreender a civilização e o mundo ao longo dos tempos. Alberto Manguel, autor, editor, tradutor e, em tempos, leitor pessoal de Jorge Luis Borges, quando a visão do autor argentino deixou de lhe permitir dedicar-se à atividade que mais prazer lhe dava, tem dedicado a sua vida aos livros: a lê-los, a escrevê-los, a escrever sobre eles, tendo anunciado, em setembro de 2020, a doação da sua magnânima biblioteca (composta por cerca de 40 mil volumes) à cidade de Lisboa.

5 curiosidades sobre Simone de Beauvoir

Conhecida como ícone feminista, Simone de Beauvoir foi escritora, ativista, socióloga e filósofa. Tendo escrito sobre os mais variados assuntos, desde romances a ensaios, é pelo livro O Segundo Sexo, um verdadeiro tratado sobre a condição da mulher, que é mais conhecida. Neste escreveu uma das suas ideias mais célebres: Não se nasce mulher, torna-se mulher. E é a mulher em que Simone se tornou que celebramos hoje, um dia antes da data em que comemoramos 112 anos desde o seu nascimento.

As Leituras de David Bowie

A paixão de David Bowie por livros era bem conhecida. Em 1976, levou consigo quatrocentos livros quando foi para o México gravar "The Man Who To Earth", inaugurando a tradição de levar algumas caixas de livros sempre que ia em digressão. Partilhamos consigo os livros preferidos do Starman. 

Dois meses depois do anúncio do Nobel da Literatura 2020, a Relógio d'Água publica duas obras da laureada Louise Glück, Averno (já à venda nas livrarias) e A Íris Selvagem (disponível para pré-venda). 


8 de outubro de 2020. Eram 7h00 quando Louise Glück, poeta norte-americana de 77 anos, recebeu um telefonema da Academia Sueca. Do outro lado da linha chegava a notícia: havia sido laureada com o Prémio Nobel da Literatura. Duvidou da veracidade do telefonema e a incredulidade que se seguiu atrapalhou a resposta a algumas perguntas. Em entrevista ao The New York Times, nesse mesmo dia, e já refeita da surpresa inicial, demonstrou a sua incompreensão quanto ao facto de ter sido a escolhida. "Fiquei espantada que escolhessem um poeta branco americano. Não faz sentido algum."
 

“Escrevo sobre a morte desde sempre.(…) Foi um choque ter descoberto, na infância, que isto não dura para sempre.”


Entre os favoritos, nas listas de apostas deste ano, constavam essencialmente nomes de mulheres, sendo Maryse Condé, Jamaica Kincaid e Anne Carson as mais referidas. A 16.ª mulher a ser galardoada com o Prémio Nobel da Literatura foi escolhida pela sua “voz poética inconfundível que, com uma beleza austera, torna a existência individual universal". Louise Glück nasceu em Nova Iorque, em 1943, numa família de emigrantes judeus vindos da Hungria (o seu pai, Daniel Glück, inventou com um cunhado, nos anos 30, a lâmina x-acto). Nos últimos anos do liceu, uma anorexia nervosa grave, e a terapia que se seguiu, durante sete anos, levou a que interrompesse os seus estudos na Universidade de Columbia. A psicanálise acabaria por marcar a sua escrita. Em 1968, publicou a sua primeira obra, Firstborn, que a catapultou para os lugares cimeiros da literatura contemporânea americana. É ensaísta, poeta e professora de língua inglesa na Universidade de Yale. Bebe influências em Rainer Maria Rilke e Emily Dickson, deu à estampa catorze livros de poesia e dois de prosa e já arrecadou prémios de peso, como o Putizer (1993), por The Wild Iris e o National Book Award (2014), por Faithful and Virtuous Night.

Louise prepara-se para lançar uma coletânea de poemas, Winter Recipes From the Collective, onde a morte é tema dominante, como aliás acontece em quase todo o seu trabalho. “Escrevo sobre a morte desde sempre.(…) Foi um choque ter descoberto, na infância, que isto não dura para sempre.” “A escrita dela é como uma conversa interior. Talvez esteja a falar consigo própria, talvez esteja a falar connosco. Há uma espécie de ironia nisso.” Quem o diz é Jonathan Galassi, editor e amigo de longa data. Para abordar as “batalhas e alegrias”, comuns a todos nós, inspira-se frequentemente na mitologia clássica, gosto que lhe vem da infância, cultivado por uns pais “visionários”, que lhe liam histórias sobre os deuses da antiguidade. Apesar de se assumir como uma pessoa bastante sociável, não gosta de dar entrevistas. “A maioria das coisas que tenho para dizer é transformada em poemas. O resto é só entretenimento.”

X
O QUE É O CHECKOUT EXPRESSO?


O ‘Checkout Expresso’ utiliza os seus dados habituais (morada e/ou forma de envio, meio de pagamento e dados de faturação) para que a sua compra seja muito mais rápida. Assim, não tem de os indicar de cada vez que fizer uma compra. Em qualquer altura, pode atualizar estes dados na sua ‘Área de Cliente’.

Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.