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As palavras são transformadoras. Quando se organiza uma frase de uma determinada forma — o sujeito certo, o predicado pensado com todos os complementos necessários —, o resultado pode sair das páginas, derrubar regimes, criar pensamentos e mudar o curso de décadas. Estes sete livros são exemplos disso: as frases, coladas umas às outras, foram motores de mudança do sistema vigente. As Três Marias, Steinbeck, Adam Smith, Karl Marx, Lung Ying-tai, Simone de Beauvoir e Rachel Carson souberam ser provocadores e originais na medida certa e o resultado foi visível: revolucionaram o seu tempo e o que se seguiu. As teses que deixaram continuam a ser estudadas e debatidas.
Sloane está secretamente apaixonada por Jasper desde que o conheceu, quando ele era um rapaz de olhos tristes e coração de ouro. Agora, homem feito, é um atleta prestigiado muito cobiçado pelo sexo feminino. Mas para a estrela do hóquei, a jovem é apenas sua amiga.
Em 1973, José Mário Branco compôs A cantiga é uma arma. Começa assim: “A cantiga é uma arma / Eu não sabia / Tudo depende da bala / E da pontaria”. A palavra cantada pode mover multidões e, entre as linhas de cada partitura, há muitas mensagens que se podem passar. Embora seja impossível dar como certa a relação simbiótica entre a música de intervenção portuguesa e o 25 de Abril, é certo que as mensagens veiculadas por Zeca Afonso, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Fausto, entre outros, eram o espelho de um descontentamento que quebrava as fronteiras da música. E isso é e sempre foi verdade: em Portugal e no mundo, há melodias que não saem da memória coletiva e continuam a ser ecoadas por multidões em protesto.
Tricia e Ethan, recém-casados, estão à procura da casa dos seus sonhos.Quando visitam a remota mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale, uma psiquiatra de renome que desapareceu misteriosamente sem deixar rasto quatro anos antes, uma violenta tempestade de inverno prende-os na propriedade… sem qualquer hipótese de sair de lá até que o nevão termine.
“Um pouco mais de sol” e “era brasa”, um pouco mais de azul” e “era além”. Poeta e ficcionista da Geração d’Orpheu, Mário de Sá-Carneiro deixou-nos há 108 anos, quando se suicidou num hotel em Paris com apenas 25 anos de idade. Prenunciado o seu fim precoce, escreveu: “Quando eu morrer batam em latas/rompam aos saltos e aos pinotes”. Para trás, ficou uma obra singular que o cimentou como um dos mais importantes nomes do Modernismo português.
Filha única adorada, Annie vive uma infância idílica numa ilha paradisíaca do Caribe. O centro do seu pequeno mundo é a mãe, presença poderosa e benigna, de quem é inseparável. Mas, como em todos os paraísos, há uma serpente à espreita em algum recanto. Quando faz doze anos, tudo muda: começa a questionar o seu pequeno universo insular; revolta-se na escola; estabelece intensas amizades com outras raparigas; e a relação simbiótica com a mãe, até então seu porto seguro, transfigura-se em tensão e rivalidade.
Em 2024, comemoramos o 50.º aniversário de um dia muito especial na História de Portugal, o 25 de Abril de 1974, também conhecido como a Revolução dos Cravos. Para o assinalarmos, escolhemos 50 factos que precisas mesmo de saber sobre este dia para perceberes como ele foi, e continua a ser, tão importante para o nosso país.
Caruncho narra o regresso de uma neta, acusada de um crime, à casa rural da família e mergulha o leitor no coração de uma Espanha vazia, marcada por resquícios do franquismo, uma terra tão agreste e estéril como o destino a que condena as mulheres que nela vivem. Contada a duas vozes, pela jovem e pela avó, esta história de rancor e vingança é indissociável da memória do lar assombrado, de espectros que clamam justiça, entre quatro paredes sobre as quais pesam traumas herdados e décadas de violência e opressão.
Era uma vez um Homem, ou Quasi-Homem, que queria comer o fruto do alto duma árvore. Olhou, calculou a distância, decidiu que queria (ato consciente) comer o fruto e pensou em como fazer-se chegar lá. Começou por uma liana, que se partiu, refletiu sobre o peso, e pensou que podia produzir, com as próprias mãos, uns “degraus”, até que construiu uma escada.
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