Um estudo da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, publicado no início deste ano, relaciona a baixa literacia ou ausência total de alfabetização com maior incidência de problemas de saúde mental. Segundo a equipa da investigação, há cerca de 773 milhões de pessoas no mundo que não sabem ler ou escrever.
O artigo, publicado em janeiro na revista científica Mental Health and Social Inlusion, mostra que os 14% da população mundial com graus mais baixos (ou nulos) de literacia têm maior probabilidade de sofrer de problemas como depressão e ansiedade. Este é o primeiro estudo que relaciona estas duas áreas numa escala global.
Foram revistos 19 estudos que incidiam sobre os temas da saúde mental e da literacia e a investigação envolveu quase dois milhões de participantes de nove países diferentes – EUA, China, Nepal, Tailândia, Irão, Índia, Gana, Paquistão e Brasil.
"Pode haver vários fatores com impacto na saúde mental que também têm impacto na literacia, como a pobreza ou o facto de se viver numa zona com histórico de conflito. No entanto, o que os dados mostram é que, mesmo nesses locais, a saúde mental das pessoas sem competências de literacia continua a ser pior”, afirma em comunicado Bonnie Teague, uma das professoras envolvidas no estudo.
Celebra-se hoje o Dia Internacional da Saúde Mental – um data que pretende combater o preconceito e estigma e promover o conhecimento sobre saúde mental. Sugerimos três livros sobre o tema que podem facilitar essa missão.
1. Não é Loucura, é Ansiedade, de Sophie Seromenho
Em Não é Loucura, é Ansiedade — Primeiros socorros para combater a doença do século, a psicóloga clínica Sophie Seromenho apresenta estratégias de que te vão ajudar a lidar com as tuas emoções de modo a atingires o bem-estar emocional. Recorrendo a exercícios práticos, aprenderás:
- estratégias para gerires a tua ansiedade;
- como melhorar a relação contigo mesmo e aumentar a tua autoconfiança;
- identificar a origem dos teus medos e a descatastrofizar os teus pensamentos, emoções e sensações corporais geradoras de ansiedade;
- como a exposição gradual às tuas fontes de ansiedade pode ajudar-te a enfrentá-las;
- técnicas que te permitirão lidar com os temidos ataques de pânico;
- a importância do autocuidado na gestão da tua saúde mental.
2. O Demónio da Depressão, de Andrew Solomon
Este é o grande tratado sobre a depressão, numa leitura acessível a todos os leitores. E, ao mesmo tempo, é o relato pessoal da batalha do autor contra a depressão crónica, uma ameaça letal para mulheres e homens de hoje.
Partindo da sua própria batalha contra a depressão, Andrew Solomon constrói um monumental retrato da doença que assola os nossos tempos. O diagnóstico é tão complexo como a doença. O que geralmente caracteriza a felicidade é a impressão permanente de que é fugaz, ao passo que a depressão parece ser, quando a temos, um estado que não irá passar nunca. Solomon explica que cabe a cada um de nós aceitar e entender os aspetos relacionados com a depressão e como buscar um estilo de vida que possa minimizar o sofrimento e diminuir a nossa exposição à infelicidade.
Neste livro, obrigatório para todos aqueles que sofrem ou conhecem alguém que sofre de depressão, analisam-se também as medicações, os tratamentos alternativos, o impacto deste distúrbio nas populações, os seus efeitos históricos, sociais, biológicos, químicos e médicos.
É um dos maiores tratados já escritos sobre o tema, e os prémios que lhe foram atribuídos reconhecem tanto a sua natureza científica como o seu brilhantismo literário.
3. Coisas de Loucos, de Catarina Gomes
Uma caixa de objectos abandonados no Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda contém as pistas para resgatar do esquecimento a vida de doentes que ao longo de décadas ali permaneceram confinados. Coisas de Loucos teve origem na descoberta acidental de uma caixa de objectos de antigos doentes do primeiro hospital psiquiátrico português, o Miguel Bombarda.
Catarina Gomes inicia então uma série de investigações para encontrar os «loucos» a quem pertenciam esses objectos abandonados. Nascidos entre o final do século xix e o começo do século xx, muitos foram admitidos em «Rilhafoles», nome original do Bombarda. Os psicofármacos e a terapia ocupacional não tinham ainda sido inventados, e por isso o único «tratamento» que receberam foi o do isolamento.
Mas antes de serem forçadas ao confinamento estas pessoas tiveram família, amores, trabalho, tiveram planos de futuro. São essas suas vidas que Catarina aqui resgata do esquecimento.
Se estiver numa situação de risco pode ligar para várias linhas de apoio.
SOS VOZ AMIGA
Horário: Diariamente das 15:30 às 00:30
Contacto Telefónico: 213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660
CONVERSA AMIGA
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Contacto Telefónico: 808 237 327 | 210 027 159
VOZES AMIGAS DE ESPERANÇA DE PORTUGAL
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Contacto Telefónico: 222 030 707
TELEFONE DA AMIZADE
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VOZ DE APOIO
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