Prémio Livro do Ano Bertrand | Os melhores de 2019 foram escolhidos pelo público mais exigente

Por: Bertrand Livreiros a 2020-07-01 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique. É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002.
Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Diretor de Informação da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.

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Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962).
Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português.
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.

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Natália Correia

Natália Correia

Natália Correia nasceu na Fajã de Baixo, São Miguel, Açores, a 13 de setembro de 1923. Poetisa, ficcionista, contista, dramaturga, ensaísta, editora, jornalista, cooperativista, deputada à Assembleia da República (primeiro pelo PSD, depois como independente pelo PRD), foi uma das vozes mais proeminentes da literatura e da cultura portuguesas na segunda metade do século xx, tendo resistido energicamente ao Estado Novo e aos radicalismos do pós-25 de Abril. Ecuménica e eclética, filantropa e idealista, anteviu um novo tempo, que garantisse a paz, a dignidade humana, a justiça social e o direito à diferença como raízes indeléveis da democracia. Morreu em Lisboa, a 16 de março de 1993.

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Isabel Allende

Isabel Allende

Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. Foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.
Recentemente foi homenageada pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, com a Medalha Presidencial da Liberdade a mais importante distinção civil daquele país.

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10%

Imortal
22,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Longa pétala de mar
18,80€ 16,92€
PORTES GRÁTIS

10%

As Pessoas Felizes
17,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica
24,40€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

A 4.ª edição do primeiro prémio literário atribuído por leitores e livreiros, o Prémio Livro do Ano Bertrand, cumpriu, uma vez mais, a sua missão. Mais de 63 mil votos elegeram os melhores livros de 2019, em cada uma das seguintes categorias: Melhor livro de ficção lusófona; Melhor livro de ficção de autores estrangeiros; Melhor reedição de obras essenciais em prosa; e Melhor livro de Poesia.

Esta edição, que arrancou no final de fevereiro, acabou por sofrer alguns constrangimentos face ao contexto complexo provado pela pandemia, que levou, inclusive, ao encerramento temporário de todas as livrarias Bertrand. Apesar de inicialmente se ter anunciado que, nesta edição, pela primeira vez, seriam autonomizadas as votações de livreiros e leitores, a organização decidiu adiar essa modalidade de aferição dos vencedores para a 5.ª edição.

A partir de uma pré-seleção de 171 livros, publicados ou reeditados em 2019, que contou com a colaboração dos jornalistas Inês Fonseca Santos e Sérgio Almeida, livreiros e leitores foram convidados, por e-mail, a votar nos seus preferidos. Depois de aferidos os 10 finalistas em cada categoria, a 8 de junho, são agora conhecidos os vencedores, que terão ampla divulgação e um lugar de destaque nas livrarias Bertrand e na livraria online, ao longo de todo o ano de 2020.


 

MELHOR LIVRO DE FICÇÃO LUSÓFONA

Na categoria de ficção lusófona, o primeiro lugar volta a pertencer a José Rodrigues dos Santos que, na edição anterior do Prémio Livro do Ano Bertrand, tinha vencido com A Amante do Governador. Desta vez, o livro vencedor é Imortal, a nova aventura do herói Tomás Noronha sobre os limites da ciência e o destino da humanidade. O segundo lugar ficou reservado a Raparigas como Nós, o primeiro romance young-adult de Helena Magalhães, e o único livro dos três que não faz parte do género thriller. Por fim, o terceiro lugar coube a João Tordo que, pela primeira vez, se aventurou no género thriller com A noite em que o Verão acabou.

 

MELHOR LIVRO DE FICÇÃO DE AUTORES ESTRANGEIROS

A categoria de ficção estrangeira premiou três escritoras de nacionalidades diferentes. Em primeiro lugar, ficou a reputada escritora chilena, Isabel Allende, com Longa Pétala de Mar, um romance passado em Espanha na década de 1930, que junta personagens inesquecíveis numa viagem através da História do século XX. A este segue-se Conduz o Teu Arado sobre os Ossos dos Mortos no segundo lugar, um dos melhores livros de 2019 segundo a revista Time, da autoria da Nobel da Literatura polaca, Olga Tokarczuk. Por sua vez, o romance de estreia da norte-americana Delia OwensLá Onde o Vento Chora, ocupa o terceiro lugar depois de se ter tornado um bestseller internacional.

 

MELHOR REEDIÇÃO DE OBRAS ESSENCIAIS EM PROSA

Esta categoria juntou dois gigantes da literatura portuguesa, Agustina Bessa-Luís e Camilo Castelo Branco, ao multipremiado escritor inglês, Julian Barnes, nos lugares cimeiros. O primeiro lugar foi para a reedição de  As Pessoas Felizes pela editora Relógio d'Água, a obra de Agustina originalmente publicada um ano após a Revolução dos Cravos, em 1975. Já o segundo lugar coube a Histórias do meu tempo, uma antologia de textos de Camilo Castelo Branco que o autor escreveu e publicou desde o início dos anos 50 a finais dos anos 80 do século XIX, organizada por José Viale Moutinho, e publicada pela editora Temas e Debates. Por fim, o terceiro lugar vai para a reedição de O papagaio de Flaubert, da autoria de Julian Barnes, pela editora Quetzal.

 

MELHOR LIVRO DE POESIA

Na categoria de poesia, voltamos a encontrar dois vencedores nacionais e um estrangeiro. Em primeiro lugar, ficou a controversa Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica de Natália Correia, cuja republicação após a sua apreensão pela PIDE foi um verdadeiro marco histórico na edição em Portugal. Já o segundo lugar coube ao livro póstumo do músico Leonard CohenA Chama, que reúne os seus últimos poemas. Ao livro Os Lugares do Lume, de um dos maiores poetas portugueses, Eugénio de Andrade, coube o terceiro lugar.

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