Foram divulgados os finalistas do Prémio PEN Clube

Por: Bertrand Livreiros a 2018-10-19

Alexandre Andrade

Alexandre Andrade reside em Lisboa, onde nasceu em 1971. É professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Publicou Aqui Vem o Sol (Quasi, 2005) e as recolhas de contos As Não-Metamorfoses (Errata, 2004) e Quartos Alugados (Exclamação, 2015). Na Relógio D’Água editou O Leão de Belfort (2016), Benoni (2016), Cinco Contos sobre Fracasso e Sucesso (2017), Descrição Guerreira e Amorosa da Cidade de Lisboa (2017), que obteve o Prémio PEN Clube de Narrativa 2017, Todos Nós Temos Medo do Vermelho, Amarelo e Azul (2019) e A Prima do Campo e a Coisa Pública (2020). Colaborou nas revistas aguasfurtadas, Ficções, Granta e LER, entre outras. Participou nas recolhas de contos Mosaico (Editorial Escritor, 1997) e Onde a Terra Acaba/From the Edge (ULICES/CEAUL/101 Noites, 2006), e ainda na edição de 2007 da iniciativa PANOS — palcos novos palavras novas com a peça Copo Meio Vazio (Culturgest, 2007). É autor do blogue umblogsobrekleist (umblogsobrekleist.blogspot.pt) e coautor do blogue Cinéfilo Preguiçoso (cinefilopreguicoso.blogspot.pt).

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H. G. Cancela

H. G. Cancela

H. G. Cancela nasceu em 1967. Publicou, entre outros, os romances Anunciação, De Re Rustica, Impunidade, As Pessoas do Drama, A Terra de Naumãn, A Noite das Barricadas e Nostos, e os ensaios A Humanidade dos Monstros e O Exercício da Violência.

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Ana Margarida de Carvalho

Ana Margarida de Carvalho

Ana Margarida de Carvalho é escritora e jornalista. Venceu por duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (Que importa a fúria do mar e Não se pode morar nos olhos de um gato), foi galardoada com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco (Pequenos delírios domésticos), finalista do Prémio Oceanos e do Prémio da União Europeia para a Literatura (O gesto que fazemos para proteger a cabeça) e do Prémio PEN Clube Português (Cartografias de lugares mal situados). A chuva que lança a areia do Saara marca a estreia da autora na Companhia das Letras, que republicará toda a sua obra.

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Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), de Gonçalo M. Tavares, recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França, sucedendo assim à Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, que recebeu este prémio em 2019, e ao escritor catalão Miquel de Palol. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. Saramago vaticinou-lhe o Prémio Nobel. Vasco Graça Moura escreveu que Uma Viagem à Índia dará ainda que falar dentro de cem anos. A The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostrava que a «lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão».

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Rui Nunes

Rui Nunes

Escritor português e professor de Filosofia, Rui Nunes nascido em novembro de 1947. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa e enveredou pela atividade de escritor em paralelo com a de professor de Filosofia, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.
Na década de 60, passou pelos jornais, tendo visto censurados muitos dos trabalhos.
Com muitas dificuldades, publicou o seu primeiro livro As Margens em 1968, tendo que suportar as despesas da edição. Contudo, a sua atividade literária só assume continuidade a partir de 1976, quando, depois de ter regressado da Austrália, em 1974, publica Sauromaquia.
Imprimindo à sua escrita um discurso de características próprias, Rui Nunes não nega a influência de escritores que a vida lhe foi permitindo conhecer, nomeadamente Kafka. Temas como a dor, a doença e a morte são recorrentes nos seus livros.
Porém, e apesar desta temática recorrente que flui na sua obra, o autor assume o ato de escrita como uma forma de sublimar a dor e com preciosos e comprovados (por ele) poderes terapêuticos. Por isso, gosta e tem prazer em escrever.
Leitor da obra de Agustina Bessa-Luís, Maria Velho da Costa, Maria Gabriela Llansol e de José Saramago, entre outros. Rui Nunes aprecia também outros géneros artísticos, nomeadamente o cinema (Bergman) e a música (Barroca e Jazz), admitindo que estes podem suscitar-lhe o gosto pela escrita.
Premiado, em 1992, com o Prémio do Pen Club Português de Ficção, atribuído ao seu livro Osculatriz, os seus novos títulos foram sempre, saudavelmente, apreciados pela crítica literária.
Considerado por Manuel Frias, membro do Júri que atribuiu ao seu livro Grito, em 1998, o Prémio GPRN (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE)), "uma das estrelas mais brilhantes da constelação literária portuguesa - ocultada, tantas vezes pelas nuvens do fácil e do óbvio", Rui Nunes entende que o sucesso de um livro não se prende com a quantidade das vendas, mas sim com o "espaço de cumplicidade" entre autor e leitor que é capaz de criar.

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10%

As Pessoas do Drama
17,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Pequenos Delírios Domésticos
15,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Baixo Contínuo
15,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Descrição Guerreira e Amorosa da Cidade de Lisboa
14,00€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

A Mulher-sem-cabeça e o Homem-do-mau-olhado
15,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

Helder G. Cancela, Rui Nunes, Alexandre Andrade, Gonçalo M. Tavares e Ana Margarida de Carvalho são os finalistas do Prémio PEN Clube, na categoria da narrativa, anunciou esta terça-feira aquela organização de escritores.

H. G. Cancela, com As pessoas do drama, romance vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela APE, e Ana Margarida de Carvalho, que é repetente na corrida a este prémio, desta vez com o livro de contos Pequenos delírios domésticos, ambos editados pela Relógio d’Água, competem este ano pelo prémio PEN Clube, relativo a obras publicadas em 2017.

Rui Nunes, com Baixo contínuo, um dos finalistas portugueses ao Prémio Oceanos, Alexandre Andrade e a sua Descrição Guerreira e Amorosa da Cidade de Lisboa, e o multipremiado Gonçalo M. Tavares, com o livro A Mulher-sem-cabeça e o Homem-do-mau-olhado, os dois primeiros da Relógio d’Água e este último da Bertrand Editora, finalizam a lista dos candidatos na categoria da narrativa.

A lista de finalistas da 39.ª edição dos prémios PEN relativos a publicações com primeira edição no ano de 2017 inclui ainda as áreas de Poesia e Ensaio.

Os candidatos ao prémio para a poesia são os livros Ausência, de Eduardo Quina, editado pela Eufeme, Anatomia comparada dos animais selvagens, de António Cabrita, pela Coisas de Ler, Rua antes do céu, de José Luiz Tavares, editado pela Abysmo, Invius, de Diogo da Costa Ferreira, e Casa alta, da autoria de Paulo José Costa, ambos em edição de autor.

No que respeita à categoria de ensaio, Ana Luísa Amaral está na corrida ao prémio com Arder a Palavra e Outros Incêndios, da Relógio d’ Água, assim como Marcello Duarte Mathias, com Caminhos e Destinos, da Dom Quixote, e Maria Filomena Molder, com Dia Alegre, Dia Pensante, Dias Fatais, da Relógio d’ Água.

via Público

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