Desafiámos os autores a partilharem connosco algumas leituras, levando até aos leitores o poder terapêutico da literatura. Afonso Reis Cabral respondeu ao nosso desafio e leu um excerto de
Pão de açúcar
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Tendo começado a escrever poesia aos 9 anos, Afonso Reis Cabral voltou a demonstrar a sua aptidão precoce para a literatura quando, aos 24 anos, foi reconhecido com o Prémio LeYa pelo seu romance de estreia, O Meu Irmão. Apenas cinco anos depois, aos 29 anos de idade, confirmou novamente o seu talento ao ser o vencedor da vigésima edição do Prémio Saramago, desta vez, pelo seu segundo romance, Pão de Açúcar. A este seguiu-se ainda Leva-me Contigo, um diário que escreveu durante a sua caminhada solitária pela Estrada Nacional 2, e que contou com milhares de leitores, comentários e partilhas quando foi publicado inicialmente no Facebook.
É, contudo, um excerto de Pão de Açúcar que Afonso decide partilhar com os seus leitores, numa altura em que considera que, mais do que nunca, a leitura é, e deve ser, um refúgio. Esta obra, que o autor e jornalista António Mega Ferreira descreveu como “uma das obras ficcionais portuguesas mais arrebatadoras e poderosas dos últimos anos”, parte da história verídica de Gisberta, uma mulher transgénero assassinada no Porto, em 2006. Entrelaçando factos e ficção de forma magistral, resulta num romance vertiginoso e profundamente original sobre um caso verídico que abalou o País.
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