A II Guerra Mundial e o Poder Incontornável dos Livros

Por: Sónia Rodrigues Pinto a 2019-08-30 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Anthony Doerr

Anthony Doerr

Anthony Doerr nasceu em Cleveland, no Ohio em 1973. Vive com a mulher e os dois filhos em Boise, no Idaho. Publicou os livros de contos - The Shell Collector (2002) e Memory Wall (2010), uma autobiografia Four Seasons in Rome (2007) e dois romances, About Grace (2004) e Toda a Luz que não Podemos Ver, que foi finalista do National Book Award em 2014 e bestseller número 1 do New York Times. Anthony Doerr já foi galardoado com vários prémios, tanto nos Estados Unidos como noutros países: quatro O. Henry Prizes, três Pushcart Prizes, dois Pacific Northwest Book Awards, três Ohioana Book Awards, Barnes & Noble Discover Prize, Rome Prize, New Yorker Public Library’s Young Lions Award, Guggenheim Fellowship, NEA Fellowship, National Magazine Award para ficção. Em 2010, recebeu o Story Prize, um dos mais prestigiados prémios nos Estados Unidos e o Sunday Times EFG Short Story Award. Em 2007 a revista literária Granta considerou Anthony Doerr um dos melhores jovens romancistas americanos.

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Antony Beevor

Antony Beevor

Antony Beevor é professor universitário, historiador militar e escritor. Estudou na Academia Militar de Sandhurst e pertenceu ao 11.º Regimento Hussardo do Exército Britânico. Em 2014, recebeu o Pritzker Literature Award for Lifetime Achievement in Military Writing, atribuído pelo Museu Militar e Biblioteca Pritzker e, em 2016, a Norton Medlicott Medal for Service to History. Em 2017, foi armado cavaleiro na New Year’s Honour List. Antony Beevor e Artemis Cooper são casados e têm dois filhos.

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Kristin Hannah

Kristin Hannah

Kristin Hannah nasceu em 1960 no sul da Califórnia. Aos 8 anos a família mudou-se para Western Washington. Trabalhou em publicidade, licenciou-se em Direito e trabalhou alguns anos em advocacia, em Seattle. Quando a gravidez a obrigou a ficar de cama durante vários meses, Kristin retomou uns textos antigos que tinha escrita em parceria com a falecida mãe, que sempre dissera que ela seria escritora. O marido encorajou-a e assim que o filho nasceu, Kristin abandonou a anterior atividade profissional e dedicou-se à escrita a tempo inteiro. O primeiro êxito surgiu em 1990 e desde então que a sua profissão é escrever. A autora já publicou 19 romances. Ganhou prestigiados prémios como um "Rita Award" (Romance Writers of América) em 2004 com Between Sisters, e o National Reader's Choice. A sua obra está traduzida em várias línguas. Vive com o marido e filho na costa noroeste dos Estados Unidos.

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Jeremy Dronfield

Jeremy Dronfield

Jeremy Dronfield nasceu no País de Gales. Doutorado em Arqueologia, em Cambridge, é biógrafo, historiador e romancista.
O seu primeiro romance, The Locust Farm, esteve na shortlist do Prémio John Creasey Memorial para primeiras obras de policial.

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Markus Zusak

Markus Zusak

Markus Zusak, 1975, Austrália. Cresceu a ouvir histórias sobre a II Grande Guerra, sob a perspectiva da Alemanha, o país natal da sua mãe. Com a publicação de A Rapariga Que Roubava Livros, a crítica internacional tanto da Austrália como dos Estados Unidos considerou-o como um fenómeno literário e um dos mais inovadores e poéticos romancistas da actualidade. Aos trinta anos este é o seu quinto livro e foi já galardoado com diversos prémios Sobre ele Zusak diz que «Quis escrever algo completamente diferente do que tinha feito antes». Vive em Sydney.

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Heather Morris

Heather Morris

Natural da Nova Zelândia, Heather Morris é uma autora bestseller internacional #1 apaixonada por histórias de sobrevivência, resiliência e esperança. Em 2003, quando trabalhava num dos maiores hospitais públicos de Melbourne, Austrália, conheceu um homem de idade avançada que lhe disse ter «uma história que talvez valesse a pena contar». O dia em que Heather conheceu Lale Sokolov mudou as vidas de ambos. A amizade entre eles cresceu e Lale lançou-se numa viagem de autoanálise, confiando à autora os detalhes mais pessoais da sua vida durante o Holocausto. Heather começou por adaptar a história da vida de Lale para cinema, e posteriormente veio a transformar esse argumento no seu romance de estreia. A Coragem de Cilka, o seu segundo romance, é a continuação de O Tatuador de Auschwitz, um retumbante sucesso internacional, com cerca de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e direitos de tradução adquiridos em 52 países.

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O Tatuador de Auschwitz
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Últimos artigos publicados

Nada Será como Dante | A literatura em voz alta

“Isto podia ser um talk show, mas tinha muito menos imaginação.” Teresa Paixão, diretora da RTP2, não queria um programa sobre livros; queria um programa de leitura, de texto, queria que se lesse na televisão: “Era a única coisa que eu queria — era que se ouvisse ler, que se visse gente a ler.” O título, sugestão da Filipa Leal (que conduz o programa, juntamente com Pedro Lamares), veio marcar a diferença em relação ao seu antecessor, o Literatura Aqui (vencedor do Prémio para Melhor Programa de Entretenimento, atribuído pela SPA, em 2017). Às terças-feiras à noite, a literatura anda à solta na RTP2, nas bocas de quem a sabe de cor. Porque Nada Será Como Dante. 

Enfrentar o medo com elegância poética

Numa entrevista ao Correio Braziliense, em abril, Mia Couto, biólogo e poeta moçambicano, quando questionado sobre o espaço da poesia em tempos de incerteza e sobre se o medo poderia ser enfrentado com 'elegância poética', afirmou que a poesia poderia ser boa aliada em tempos de pandemia, acrescentando que, se esta ”constituir uma visão alternativa do mundo, e não apenas uma forma de arte, então ela terá poderes para enfrentar este mundo”. “Às vezes, tudo o que resta é a palavra”, concluiu. E foi com palavras e poesia que muitos quiseram vestir os dias em que, confinados, assistiam ao medo e à morte a fazerem manchetes nas televisões — a fazer lembrar os seres descritos por Platão, na sua alegoria da caverna, que vislumbravam apenas uma ténue sombra da realidade projetada nas suas paredes. Foi a alimentar os sonhos a poesia (“Ó subalimentados do sonho! A poesia é para comer.”, Natália Correia) que muitas esperas se tornaram suportáveis porque, acreditamos, tal como Juan Ramón Jimenez, que “Apoesia, como deus, como o amor, é só fé.”

Diários da peste | Como a literatura resistiu ao confinamento

Nos últimos meses fomos engolidos por palavras mastigadas, factos e estatísticas, boletins diários de percentagens e números. E, perante a precisão científica destas palavras, ansiamos por outras, menos transparentes, que falem das coisas que a ciência não pode explicar. Assim se escrevem os Diários da Peste.

Há memórias que deixam cicatrizes e esta é uma das que, ainda hoje, não sarou completamente. Há 80 anos, W. H. Auden  fazia questão de que ninguém a esquecesse, relembrando com poesia  “the unmentionable odour of death / offends the September night” (in Another Time , 1940). Foi na madrugada do 1.º de setembro, em 1939, que Adolf Hitler proclamou uma “batalha pela honra” da Alemanha contra a Polónia. Começava assim, por entre a madrugada cerrada, a II Guerra Mundial. 

A literatura acompanhou a História, como sempre: combateu, sangrou com a Humanidade, morreu e renasceu com ela. Quando milhares de livros eram queimados, com o intuito de oprimir e aniquilar a opinião pública, outros tantos renasciam como escudo e defesa da liberdade. Uma frase de Franklin D. Roosevelt ficou particularmente popular como símbolo da revolução contra o regime nazi:

 

“Books cannot be killed by fire. People die, but books never die. No man and no force can put thought in a concentration camp forever. No man and no force can take from the world the books that embody man’s eternal fight against tyranny. In this war, we know, books are weapons.” Franklin D. Roosevelt , via National Archives Catalog

 
Do Séc. XX à Atualidade

A história de Anne Frank , em O Diário de Anne Frank , não se esquece. Tira-nos o fôlego e asfixia-nos, como se também nós pertencêssemos àquele anexo secreto, sem final feliz. Como a obra da adolescente judaica, muitas outras nos marcaram, ao longo do século XX. Histórias verdadeiras e outras baseadas em factos reais. Todas igualmente poderosas, escritas sob um berço trágico e sangrento. Escritas para que ninguém se esqueça. Escritas para que não se repita a tragédia que assolou a década de 1940. 

O que começou na Alemanha, depressa se alastrou ao resto do mundo. França, Polónia, Reino Unido, passando igualmente pelos Estados Unidos e, de forma avassaladora, pelo Japão — nesse ponto sem retorno que foram os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki. É uma dor que não se apaga. Uma dor que relembramos aqui, por entre as linhas que ainda hoje se escrevem sobre esta fase negra.

 

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara"

A II Guerra Mundial é uma mancha que não se apaga, uma ferida na essência do que é ser humano. Como estes livros, muitos outros nos deixaram presos num limbo de angústia, paralisados pela impossibilidade de ignorar o inferno. 

O poeta americano, W. H. Auden , termina os seus versos sobre o início da guerra com a certeza de que “no one exists alone / t o the citizen or the police; w e must love one another or die” . Por essa mesma altura, Ernest Hemingway asseverava que “o trabalho de um escritor é dizer a verdade” .

No final, talvez o dever do leitor seja ouvir. 

Deixamos-lhe   o mapa literário da II Guerra Mundial , entre ficção e não-ficção, para que não esqueçamos.

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