5 curiosidades sobre Lev Tolstoi

Por: Beatriz Sertório a 2019-09-09 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Lev Tolstoi

Lev Tolstoi

Também conhecido como Léon Tolstói ou Lev Nikoláievich Tolstói (9 de setembro de 1828 - 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo muito influente na literatura e política do seu país.
Junto a Fiódor Dostoievski, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são Guerra e Paz e Anna Karenina.
Membro da nobreza, entre 1852 e 1856 realizou três obras autobiográficas: Meninice, Adolescência e Juventude.
Tolstói serviu no exército durante as guerras do Cáucaso e durante a Guerra de Criméa como tenente. Esta experiência convertê-lo-ia em pacifista.
Associado à corrente realista, tentou reflectir fielmente a sociedade em que vivia.
Cossacos (1863) descreve a vida deste povo.
Anna Karenina (1867) conta as histórias paralelas de uma mulher presa nas convenções sociais e um proprietário de terras filósofo (reflexo do próprio Tolstói), que tenta melhorar as vidas de seus servos.
Guerra e Paz é uma monumental obra, onde Tolstói descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos pegaram fogo a Moscovo.
Tolstói teve uma importante influência no desenvolvimento do pensamento anarquista, concretamente, considera-se que era um cristão libertário. O príncipe Kropotkin lhe citou no artigo Anarquismo da Enciclopédia Britânica de 1911.
Nos seus últimos anos depois de várias crises espirituais converteu-se numa pessoa profundamente religiosa, criticando as instituições eclesiásticas em Ressurreição, o que provocou a sua excomunhão.
Tolstói tentou renunciar as suas propriedades em favor dos pobres, mas a sua família impediu-o. Tentando fugir da sua casa morreu na estação ferroviária de Astapovo.

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Reconhecido por leitores de todo o mundo como um dos mais importantes romancistas de sempre, Lev Tolstoi ,  um dos gigantes da literatura russa do século XIX, nasceu há 191 anos. Embora tenha perdido o Prémio Nobel da literatura para um autor francês seu contemporâneo, Sully Prudhomme (algo que na altura foi bastante contestado), Tolstoi fica para a História como um dos grandes observadores da sociedade do seu tempo e da natureza humana.

Partilhamos consigo 5 curiosidades sobre o autor que, escrevendo sobre a sua obsessão com a morte, se tornou ele próprio imortal.

 

"O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo."

 

 

1. A CRIAÇÃO DE UMA OBRA-PRIMA

Considerado não só a obra-prima de Tolstoi , como um clássico da literatura mundial, o épico de mais de 12.000 páginas, Guerra e Paz , levou 6 anos a escrever. O primeiro manuscrito, publicado em 1863, tinha como título “1805”, referência ao ano em que começa o enredo do livro. Tendo reescrito o romance várias vezes e considerado, ainda, dar-lhe o título  da peça de William Shakespeare “All’s Well That Ends Well” ( Bem Está o que Bem Acaba ), Tolstoi publica o manuscrito final em 1869, tornando-se este um sucesso imediato.

Tudo isto não seria possível sem a ajuda preciosa da sua mulher, Sofia, que copiou o manuscrito completo, à mão, sete vezes, chegando a copiar certas secções até 30 vezes.

 

EM 2016, GUERRA E PAZ FOI ADAPTADO A SÉRIE TELEVISIVA PELA BBC.

 
2. A EXCOMUNHÃO DA IGREJA E A CRIAÇÃO DE UM MOVIMENTO

A experiência no exército e a ostentação da aristocracia russa no seio da qual nasceu, levaram a que Tolstoi experienciasse uma profunda crise moral e espiritual. Tendo renunciado a religião organizada e atacado a sua influência sobre o Estado, foi excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa em 1901. P rofessando ideais que iam desde o pacifismo ao anarquismo cristão e t endo, desde aí, adotado um estilo de vida física e moralmente asceta, influenciou outros líderes espirituais como Mahatma Gandhi , com quem chegou a trocar correspondência.

Os seguidores que inspirou deram origem a uma espécie de culto a que se chamou Movimento Tolstoiano.

 
3. REGRAS PARA VIVER, SEGUNDO TOLSTOI

Para além da conversão espiritual, Tolstoi criou ainda uma lista de regras segundo as quais deveria viver, de modo a atingir a vida moralmente irrepreensível a que aspirava. Entre elas, contavam-se acordar às 5 da manhã e deitar às 22 horas (sendo que a sesta não poderia demorar mais de duas horas), comer moderadamente e evitar doces, e não tocar em bebidas alcoólicas ou tabaco.

Para além disso, Tolstoi tornou-se vegetariano, acreditando ser a carne uma substância que entorpecia a consciência das pessoas. O seu ensaio The First Step: An Essay on the Morals of Diet (1892) tem vindo a ser partilhado por organizações defensoras do vegetarianismo de todo o mundo, desde então.

 
4. INTRIGAS LITERÁRIAS COM OUTROS AUTORES

Antes da conversão espiritual, que levou o autor numa demanda para se reconciliar com todas aqueles que tinha ofendido, Tolstoi não poupava críticas aos outros escritores. Aquele com quem teve o maior desentendimento foi, talvez, o autor russo Ivan Turgenev sendo que este chegou a dizer de Tolstoi: “Estamos a pólos de distância um do outro. Se eu gosto da sopa, tenho a certeza de que Tolstoi irá detestá-la e vice-versa.” A  contenda evoluiu de tal modo que chegaram mesmo a desafiar-se um ao outro para um duelo, acabando, contudo, por preferir cortar relações.

Para além de Turgenev , Tolstoi teceu críticas a outros autores consagrados como Alexander Pushkin (de quem era, aliás, primo em segundo grau), Anton Chekhov e até mesmo William Shakespeare , cuja obra considerava imoral e entediante.

 

TOLSTOI COM A MULHER, SOFIA.

 
5. A RELAÇÃO TUMULTUOSA COM A MULHER E OS ÚLTIMOS DIAS

Embora Sofia tenha sido uma ajuda preciosa no seu trabalho, a relação dos dois estava longe de ser perfeita. A começar pelo facto de na sua noite de núpcias  (tinha Sofia 18 anos e o autor 34), Tolstoi lhe ter pedido para ler relatos dos seus diários, que detalhavam os seus encontros sexuais com outras mulheres. Embora, para o autor, esta fosse uma forma de começar o seu casamento com sinceridade, para a sua mulher, foi uma experiência humilhante. 

As coisas pioraram para o casal quando, após o despertar espiritual de Tolstoi, este começou a livrar-se de toda a sua fortuna. Receando a falência, Sofia tornou-se excessivamente controladora de cada movimento do marido, o que fez com que Tolstoi, cada vez mais infeliz no casamento, decidisse fugir de casa a meio da noite. Foi encontrado numa estação de comboios em Astapovo, na Rússia, gelado e febril, acabando por morrer no chão do escritório do chefe de estação, no dia 20 de novembro de 1910. Tinha 82 anos.

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