Crítica feroz das formas de exploração que se seguiram à abolição da servidão e da escravatura, este ensaio conserva toda a sua pertinência e actualidade. Tolstói questiona a natureza das leis e das instituições governamentais, para afirmar que a opressão do povo assenta na violência exercida por aqueles que o governam.
Analisando estruturas de poder que subjugam a maioria em benefício de uma minoria, o escritor russo rejeita as ideias socialistas que apelam à revolução por métodos violentos e incita à desobediência como meio de resistência à escravização moderna.
Na esteira de clássicos como Discurso Sobre a Servidão Voluntária, de La Boétie, e A Desobediência Civil, de Thoreau, A Escravatura dos Nossos Tempos (1900) é um livro para espíritos insubmissos em tempos incertos.