Se está a acompanhar de perto a corrida aos Óscares 2025 e quer mergulhar mais a fundo nas histórias dos filmes nomeados, estes são os livros que tem de ler. A 97ª edição dos Óscares decore no dia 2 de março e promete ser uma noite cheia de surpresas, com a nomeação histórica de um filme brasileiro para o prémio mais cobiçado da noite, a primeira nomeação da carreira de Demi Moore ou a primeira mulher trans a ser nomeada para o Óscar de Melhor Atriz. Descubra os livros que inspiraram alguns dos filmes mais falados do momento.
Os Rapazes de Nickel, de Colson Whitehead
Depois de Colson Whitehead ter sido reconhecido com o seu segundo prémio Pulitzer por Os Rapazes de Nickel, a adaptação deste romance originalmente publicado em 2019 pode agora vir a ser a grande vencedora da noite dos Óscares. Seguindo dois amigos que lutam pela sobrevivência num reformatório para jovens, num país e num tempo em que a cor da pele dita demasiado, o filme, realizado por RaMell Ross, está nomeado para os Óscares de Melhor Filme e Melhor Argumento Adaptado.
Conclave, de Robert Harris
Apontado como um dos melhores livros do ano pelo The Sunday Times e o The Observer no ano em que foi publicado, Conclave deu origem a um dos melhores filmes do ano passado. Da autoria do mestre britânico de thrillers, Robert Harris, acompanha as 72 horas entre a morte do Papa e a eleição da próxima figura espiritual mais poderosa da Terra. Com Ralph Fiennes como protagonista, a adaptação cinematográfica homónima está nomeada para oito Óscares, entre eles, o Óscar para Melhor Filme.
Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva
Uma das grandes surpresas desta edição dos Óscares, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, fez História ao tornar-se o primeiro filme brasileiro nomeado para o Óscar de Melhor Filme, e o primeiro em décadas a ser indicado na categoria de Melhor Filme Internacional. Protagonizado por Fernanda Torres, igualmente nomeada para Melhor Atriz, o filme é baseado no livro homónimo de Marcelo Rubens Paiva, sobre a busca incansável da família do autor pela verdade após a prisão e morte de seu pai, Rubens Paiva, durante a ditadura militar brasileira.
Duna, de Frank Herbert
Depois do sucesso da primeira parte, Duna: Parte Dois voltou a conquistar os espetadores e ainda cinco nomeações para os Óscares, incluindo a de Melhor Filme. Realizados por Denis Villeneuve, os dois filmes adaptam o primeiro volume da saga épica de Frank Herbert, publicado em 1965. Este clássico da ficção científica transporta-nos para o deserto de Arrakis, onde a especiaria mais cobiçada é uma droga capaz de prolongar a vida e expandir a consciência – um tesouro pelo qual as pessoas estão dispostas a matar.
Wicked, de Gregory Maguire
Embora a história da Bruxa Má do Oeste tenha origem no clássico infantojuvenil O Maravilhoso Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, é Wicked, de Gregory Maguire, a verdadeira inspiração para o filme homónimo. Publicado quase 100 anos depois do original, é, contudo, uma prequela, que explora as origens de duas das suas personagens mais marcantes. A adaptação cinematográfica, com Ariana Grande e Cynthia Erivo nos papéis principais, está nomeada para dez Óscares, incluindo o de Melhor Filme.
Drácula, de Bram Stoker
Juntamente com The Substance e Alien: Romulus, Nosferatu faz História ao ser um de três filmes de terror nomeados para os Óscares, um feito raro para um género raramente reconhecido pela Academia. Realizado pelo realizador de The Lighthouse, Robert Eggers, reimagina a longa-metragem muda de 1922, Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, que por sua vez é uma adaptação do clássico gótico de 1897, Drácula, de Bram Stoker. Com Bill Skarsgård no papel de Conde Orlok, o filme conta com quatro nomeações para os Óscares, incluindo o de Melhor Cinematografia.
Robot Selvagem, de Peter Brown
Um dos melhores filmes de animação de 2024 teve origem numa coleção de livros infantis igualmente imperdível. Do autor de A minha professora é um monstro, Peter Brown, Robot Selvagem é o primeiro volume de uma saga que acompanha as aventuras e aprendizagens de Roz, um robot muito especial que conquistou miúdos e graúdos no grande ecrã. Realizado por Chris Sanders, o filme homónimo está nomeado para três Óscares, incluindo Melhor Filme de Animação, ao lado de Flow ou Divertidamente 2.
Dylan Goes Electric!, de Elijah Wald
Inspirado na vida e obra de Bob Dylan, A Complete Unknown baseia-se na biografia Dylan Goes Electric!, escrita por Elijah Wald. Publicado em 2015, o livro revisita um dos capítulos mais marcantes da carreira do cantor e da História da música, no qual Dylan subiu ao palco do Newport Folk Festival, em 1965, e tocou Like a Rolling Stone com instrumentos elétricos, chocando os puristas da música folk. Com Timothée Chalamet no papel principal, o filme arrecadou oito nomeações para os Óscares, incluindo a de Melhor Filme.