O que oferecer no dia do pai: livros para pais de todos os feitios

Por: Cláudia Oliveira a 2026-03-04

10%

Pai, Contas-me a tua História?
17,75€ 15,98€
PORTES GRÁTIS

10%

Pais Suficientemente Bons
16,60€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

O Meu Pai Voava
14,90€ 13,41€
PORTES GRÁTIS

10%

O filho de mil homens
18,85€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Carta ao Pai
9,95€ 8,96€
PORTES GRÁTIS

10%

O Tango de Satanás
19,95€ 17,96€
PORTES GRÁTIS

10%

Não Confies em Ninguém
18,80€ 16,92€
PORTES GRÁTIS

10%

Do Ritual ao Romance
16,00€ 14,40€
PORTES GRÁTIS

Muitas vezes a pessoa a quem menos dizemos o que sentimos, é o nosso pai. Não por falta de vontade, mas por falta de jeito, de saber o que dizer. Há livros que resolvem isso sem esforço: não ocupa espaço, não perdem a validade e têem uma capacidade de dizer, de forma silenciosa, o que raramente conseguimos dizer em voz alta.

Neste Dia do Pai, reunimos oito sugestões que não obedecem a regras, para pais de todos os feitios e que merecem mais do que um dia.

Pai, Conta-me a Tua História, de Elma van Vliet

Ideal para quem quer dar ao pai algo que dure mais do que um jantar.

Há perguntas que nunca fazemos aos nossos pais, não por falta de curiosidade, mas por falta de ocasião. Elma van Vliet criou este caderno exatamente para isso: um conjunto de questões pensadas para que o pai preencha ao seu ritmo, com espaço para escrever, recordar e, encher de memórias. Quais eram os seus sonhos quando era novo? O que sentiu quando soube que ia ser pai? O que quer que os filhos nunca esqueçam?

Um presente que se dá vazio e regressa cheio de vida, de memórias e de significado.

Pais Suficientemente Bons, de Pedro Strech

Ideal para pais (e filhos) que tentam ser mais do que suficiente.

A pressão de ser um pai perfeito é um peso silencioso que muitos carregam sem dar por isso. Neste livro, o pedopsiquiatra Pedro Strecht lembra-nos que não é a perfeição que os filhos precisam, mas a presença. Com a clareza e a proximidade que são a sua marca, Strecht escreve para pais que se exigem demasiado e para filhos que reconhecerão neles o retrato de quem os criou.

O Meu Pai Voava, de Tânia Ganho

Perfeito para quem procura um livro que diga, com delicadeza e verdade, aquilo que muitas vezes fica por dizer.

Tradutora de Annie Ernaux e Toni Morrison, Tânia Ganho escreve neste livro de memórias sobre a morte do pai e o luto que ficou. Com uma honestidade que nunca desliza para o sentimentalismo, constrói uma homenagem ao homem que foi, às memórias que partilharam e ao silêncio que o substituiu. É um livro pequeno que pesa muito, do género que se lê num fôlego e se mantém connosco por semanas.

Para quem já perdeu um pai, será um reconhecimento. Para quem ainda o tem, um lembrete de que há sempre mais perguntas por fazer e mais tardes por passar juntos.

O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe

Ideal para quem procura um romance que celebre a paternidade, o amor construído e a intensidade das relações que vão além do sangue.

Crisóstomo tem quarenta anos, uma solidão que não sabe como preencher e a vontade de ser pai. O que faz não é óbvio: decide inventar uma família, como quem acredita que o amor é sobretudo a decisão de amar. Com a escrita poética que é marca inconfundível de Valter Hugo Mãe, este é um romance sobre paternidade no sentido mais generoso da palavra: a que se escolhe, a que se constrói, a que existe para além do sangue. Adaptado pela Netflix, com Rodrigo Santoro no papel principal, é uma das histórias portuguesas mais estimadas dos últimos anos.

Carta ao Pai, de  Franz Kafka

Ideal para quem procura compreender a tensão e a intensidade entre pais e filhos.

Em 1919, Franz Kafka escreveu ao pai uma carta de mais de cem páginas que nunca lhe chegou a enviar. Nela, com a lucidez atormentada que o tornaria numa das vozes mais marcantes da literatura do século XX, tentou perceber como aquela relação o tinha formado, deformado e feito escritor. Hermann Kafka nunca a leu. Mas o resto do mundo leu, e continua a fazê-lo, porque é um dos documentos mais pungentes sobre a complexidade entre pais e filhos. Breve, densa e absolutamente incontornável.

O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai

Ideal para pais que gosta de leituras densas, intensas e que permanecem na memória.

O Nobel da Literatura de 2025 escreveu o seu primeiro romance em 1985 e continua a ser o seu mais perturbador: uma comunidade isolada na planície húngara aguarda o regresso de um homem que se julgava morto, numa dança lenta de esperanças e traições. Uma leitura hipnótica e exigente, à qual não é por acaso que Béla Tarr dedicou um filme de sete horas.

Não Confies em Ninguém, de James Rollins

Perfeito para o pai que gosta de thrillers cheios de história, ciência e tensão.

O assassínio de um professor na Universidade de Exeter aponta para um grupo  improvável de suspeitos: os seus próprios alunos. A partir daí, Sharyn e o especialista em criptografia Duncan Maxwell são arrastados para uma perseguição pela Europa, da Torre de Londres aos Alpes italianos, em busca de um segredo enterrado nas raízes da civilização ocidental. James Rollins, comparado pelo New York Times a uma fusão entre Michael Crichton e Dan Brown, entrega aqui um thriller de ritmo imparável, ideal para quem precisa de adrenalina nas férias ou de um livro que não deixa largar até à última página.

Do Ritual ao Romance, de Jessie L. Weston

Ideal para pais nerds de História, fascinados por mitos e simbologia, pela mitologia das crenças ancestrais e pelos segredos escondidos por detrás da literatura clássica.

O livro que inspirou A Terra Devastada, o poema de T.S. Eliot que abalou a literatura do século XX. Neste ensaio magistral, Jessie L. Weston traça as origens da lenda do Graal até aos cultos pagãos de fertilidade, revelando que o cálice e a lança são afinal ecos de rituais arcaicos muito anteriores ao cristianismo. Uma viagem inquietante pelas raízes mais fundas da tradição ocidental, escrita por uma das mais brilhantes medievalistas do seu tempo.

O Guia do Mau Pai, de Guy Delisle

Ideal para o pai que já desistiu de ser perfeito e está bem com isso.

Nascidas no blog do autor e agora reunidas nesta versão integral, estas histórias ilustram, com o humor característico de Guy Delisle, situações do quotidiano enquanto pai de duas crianças pequenas. Sem lições de moral ou manuais de parentalidade: o que Delisle oferece é um retrato honesto e desarmante do pai real: aquele que falha, improvisa, se esquece da fada dos dentes e, de vez em quando, diverte-se com a ingenuidade dos filhos.

Numa banda desenhada que se lê num ápice, Delisle, autor das aclamadas Crónicas de Jerusalém e Pyongyang, troca os cenários políticos pelo caos doméstico com a mesma sagacidade de sempre.

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