A pandemia que atravessamos trouxe novos desafios profissionais, sendo a gestão de pessoas um dos principais. Trabalhar em equipa, à distância e através de ferramentas de teletrabalho, torna as relações mais complexas e suscetíveis ao stress. As estratégias e ferramentas de trabalho reinventam-se e é necessário apostar em novas competências de gestão e liderança. Comunicação, inteligência emocional ou gestão da mudança são agora ainda mais fundamentais. Partilhamos cinco sugestões de leitura que podem fazer a diferença na forma como gere a sua equipa nesta nova fase cheia de desafios.
“Fale menos, influencie mais”: a comunicação e a capacidade de influenciar outras pessoas pode ser determinante na forma como a equipa atinge os seus resultados. No seu livro, Carla Rocha fornece estratégias-chave para fomentar uma comunicação de influência nas equipas. Gerir a informação, colocando os elementos da equipa no centro da decisão, enquanto se aposta na inteligência emocional e no storytelling no local de trabalho, são as estratégias diferenciadoras para comunicar com propósito.
“Inteligência emocional”: o mundo mudou desde que Daniel Goleman falou, pela primeira vez, em inteligência emocional. Provavelmente, esta é a forma de inteligência mais importante para a gestão de equipas. Ter a capacidade de lidar com situações de stress, decidir com empatia, gerir conflitos e tornar a resiliência a maior arma do dia-a-dia são algumas das estratégias que um bom nível de inteligência emocional permite. Este livro, que reúne dez artigos essenciais da Harvard Business Review, é essencial a todos os que trabalham em equipa.
“Reload. Menos stress. Melhor performance”: falar de desempenho individual em ambiente corporativo, é falar de José Soares. A realidade profissional atual, desgastante e sempre online, leva a que o tempo dedicado ao trabalho crie, cada vez mais, situações de stress, diminuição do desempenho ou burnout em situações mais extremas. Importa, por isso, desenvolver estratégias que permitam lidar com o dia-a-dia profissional, sem que este tenha impactos na saúde ou na relação com outras pessoas. O livro “Reload” mostra como isso é possível, incorporando investigação realizada com atletas de elevado rendimento no ambiente empresarial. Técnicas simples, adaptáveis a qualquer organização ou equipa e que podem fazer toda a diferença no desempenho individual e organizacional.
“Love Boss. O novo líder emocional e relacional”: e quando são necessárias novas formas de liderança nas empresas, o que fazer? É a essa reflexão que Filipe Jerónimo nos convida no seu livro “Love Boss”. A liderança, competência de topo quando se fala na gestão de equipas, pode ser a diferença entre o seu sucesso ou o fracasso. No século XXI, já não se pode falar de uma liderança autocrática, devendo agora focar-se na inteligência emocional e nas relações interpessoais. O líder de qualquer equipa deve apostar em trazer ao de cima o melhor de cada um, possibilitando que cada elemento seja mais eficaz, mais consciente e mais feliz no seu trabalho. “Love Boss” pode ser a ferramenta de que precisa para fazer a diferença na gestão da sua equipa.
“Extreme ownership. Responsabilização total”: gerir equipas em situações de stress e com condições excecionais é a realidade dos Navy SEALs. E muito do que se utiliza em meio militar, pode adaptar-se às equipas em contexto empresarial. Jocko Willink e Leif Babin reúnem toda a sua experiência como militares e como consultores civis de grandes empresas neste livro. “Extreme ownership” mostra a importância da responsabilização de todos os membros da equipa e a diferença que isso pode ter no seu desempenho. Atribuir responsabilidades às pessoas é valorizá-las, motivá-las e convidá-las a ir mais longe. E isso faz toda a diferença na forma como elas irão lidar com o seu trabalho. “Extreme ownership” é o livro certo para si e para a sua equipa se pretende fazer a diferença na fase que atravessamos.
Lembre-se: o foco de qualquer líder de equipa devem ser as pessoas que com ele trabalham. Seja partilhando o mesmo espaço de trabalho ou à distância de um clique.
Por: Sandra Cavaleiro // Blogue Leituras Descomplicadas