Em 1891, a
Edison Company,
com a ajuda de Dickson, um dos colaboradores, conseguiu montrar com sucesso um
cinetógrafo,
a primeira versão de uma câmara de filmar. Este cinetógrafo permitia, com ajuda de uma película de filme, em celuloide, quinze metros de película a uma velocidade de 40 frames por segundo.
Depois, surgiu a oportunidade de Dickson criar um protótipo de um
cinetoscópio
, que permitia que uma pessoa de cada vez visse imagens em movimento, algo único e inovador para a época. Esta foi uma invenção tão marcante que houve várias exposições por todo o mundo. A de Paris, acabou por ter um impacto diferente na história, uma vez que inspirou os
irmãos Lumière
a tentar algo novo.
Em dezembro de 1895, os
irmãos Lumière
apresentavam em Paris uma projeção de imagens em movimento para uma audiência, naquilo que se pode dizer ter sido a primeira exibição cinematográfica da história do cinema.
Georges Méliès
ficou tão impressionado com a invenção que tentou comprá-la aos Lumière, mas estes recusaram. Assim, Méliès começou a trabalhar na sua própria câmara de filmar.
Como ele, muitos outros começaram a tentar criar filmes. Primeiro, com recurso a
stop-motion
, através de fotografias sequenciais, depois, com câmaras de filmar. Foi assim que, no início do século XX, começámos a ter os primeiros filmes. Hoje seriam considerados curtas-metragens, mas os filmes com cerca de quinze minutos de duração eram, para a época, um grande avanço tecnológico.