De onde vêm as dedicatórias dos livros?

Por: Marta Ribeiro a 2023-09-18 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

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5 livros recomendados por Taylor Swift

Se for um verdadeiro “Swiftie”, de certeza que já está habituado a analisar todas as referências escondidas nas letras das canções de Taylor Swift. Mas será que sabe que elas são fortemente influenciadas pela literatura? Na semana em que Portugal recebe a cantora e compositora pela primeira vez, para dois concertos nos dias 24 e 25 de maio, partilhamos cinco livros recomendados por um dos maiores fenómenos de sempre do mundo da música.

“Deixemo-nos de tretas!” Duas ou três ideias sobre... a ilusão da comida saudável

“Quanto mais sabemos acerca de alimentação e de nutrição, pior as pessoas comem.”  Quem o afirma é Conceição Calhau, uma das mais prestigiadas investigadoras do país na área da nutrição e saúde, e autora do livro Deixemo-nos de tretas – A ilusão da comida saudável. Publicado pela Contraponto no passado mês de abril, este livro pioneiro procura desmascarar muitas das teorias que nos são vendidas sobre alimentação saudável e dietas milagrosas. Afinal, será que devemos mesmo comer tudo cozido e grelhado? Existem realmente alimentos “saudáveis”? Terão as calorias assim tanta importância? 

Cinco livros essenciais de Paul Auster

Ícone nova-iorquino, superestrela literária, santo padroeiro da cena literária de Brooklyn… Para várias gerações de leitores, Paul Auster foi isso e muito mais. A sua morte com 77 anos de idade, anunciada no passado dia 30 de abril, fez os cabeçalhos dos jornais do mundo, mas funcionou também como cruel lembrete de como o tempo, tema ao qual dedicou grande parte da sua obra, nem sempre lhe foi favorável. Autor de bestsellers como A Trilogia de Nova Iorque, Palácio da Lua e O Livro das Ilusões, nos quais se debruça de forma recorrente sobre temas como a memória, o envelhecimento, a solidão e a identidade, foi perdendo popularidade perante uma geração entre a qual acredita que: “já ninguém acredita que a poesia (ou a arte) pode mudar o mundo.”

Pais, mães, filhos, cães, gatos e até carros. As dedicatórias no início dos livros podem ter os mais inócuos destinatários e humanizam o escritor e as páginas que se seguem. O leitor, de forma geral, nem sabe quem é a pessoa referida, mas aquela breve demonstração de afeto pode guardar muito significado. Afinal, quando é que as primeiras páginas de um livro se tornaram num espaço livre para deixar mensagens?
 

Como em muitos pedaços da História, é preciso recuar até ao tempo dos Romanos. Ser escritor era um bocadinho diferente e não havia uma forma definida de tornar essa atividade em retorno monetário. Era preciso agradar às elites e esperar que alguém quisesse financiar e promover o trabalho. Nos séculos III e IV era comum haver uma espécie de carta no início dos livros a honrar os patronos. Noutros casos, a carta era dedicada a um membro da alta sociedade que desejavam que os patrocinasse – elogiavam-no com o objetivo de ter o seu apoio.
 

Mais de dez séculos depois, esta tradição continuava e chegou a tornar-se motivo de piada – quem escrevia fazia dedicatórias a quem estava no poder na altura, mesmo que representasse o oposto do patrono referido na dedicatória anterior. Esta pequena desonestidade estava em tudo relacionada com a natureza política destas relações: se queriam continuar a escrever e a vender, tinham de ser apoiados pelas pessoas mais poderosas na época. Também há registos de dedicatórias a figuras religiosas como a Virgem Maria. Nesta altura, as dedicatórias podiam ocupar mais do que uma página e incluir opiniões sobre atualidade, longos elogios ao patrono e reflexões do autor sobre a própria obra. Esta prática acabou por ser extinta quando a impressão começou a proliferar e nenhuma loja que oferecia esse tipo de serviço conseguia sobreviver só com dinheiro de patronos.
 

Sensivelmente desde 1750, as dedicatórias foram ficando mais curtas. Hoje, as dedicatórias são quase uma mensagem codificada. Um estudo publicado em 2006 analisou 600 livros que incluíam 812 dedicatórias. Cerca de 17% eram pais, 8% mulheres/maridos, seguidos de professores, filhos e amigos. A maior parte dos livros eram dedicados a apenas uma pessoa, mas mais de 67 eram dedicados a dez ou mais.
 

Ao longo dos séculos, houve uma clara mudança de propósito nestas (agora) pequenas cartas. Se dantes serviam para conseguir algum financiamento, hoje, segundo o estudo supracitado, os autores usam este espaço para expressar homenagem, prestar tributo ou agradecer apoio de quem os rodeia.


Fonte: Bookriot

 

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