As Leituras de Patti Smith

Por: Beatriz Sertório a 2019-10-22 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Hermann Hesse

Hermann Hesse

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1946

Romancista e poeta alemão, Hermann Hesse nasceu em 1877 na pequena cidade de Calw, na orla da Floresta Negra e no estado de Wüttenberg. Como os pais depositavam esperanças no facto de Hermann Hesse poder vir a seguir a tradição familiar em teologia, enviaram-no para o seminário protestante de Maulbronn, em 1891, mas acabou por ser expulso. Passando a uma escola secular, o jovem Hermann tornou a revelar inadaptação, pelo que abandonou os seus estudos.
Hermann Hesse começou depois a trabalhar, primeiro como aprendiz de relojoeiro, como empregado de balcão numa livraria, como mecânico, e depois como livreiro em Tübingen, onde se teria juntado a uma tertúlia literária, "Le Petit Cénacle", que teria, não só grandemente fomentado a voracidade de leitura em Hesse, como também determinado a sua vocação para a escrita. Assim, em 1899, Hermann Hesse publicou os seus primeiros trabalhos, Romantischer Lieder e Eine Stunde Hinter Mitternacht , volumes de poesia de juventude.
Depois da aparição de Peter Camenzind, em 1904, Hesse tornou-se escritor a tempo inteiro. Na obra, refletindo o ideal de Jean-Jacques Rousseau do regresso à Natureza, o protagonista resolve abandonar a grande cidade para viver como São Francisco de Assis. O livro obteve grande aceitação por parte do público.
Em 1911, e durante quatro meses, Hermann Hesse visitou a Índia, que o teria desiludido mas, em contrapartida, constituído uma motivação no estudo das religiões orientais. No ano seguinte, o escritor e a sua família assentaram arraiais na Suíça. Nesse período, não só a sua esposa começou a dar sinais de instabilidade mental, como um dos seus filhos adoeceu gravemente. No romance Rosshalde (1914), o autor explora a questão do casamento ser ou não conveniente para os artistas, fazendo, no fundo, uma introspeção dos seus problemas pessoais.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Hesse demonstrou ser desfavorável ao militarismo e ao nacionalismo que se faziam sentir na altura e, da sua residência na Suíça, procurou defender os interesses e a melhoria das condições dos prisioneiros de guerra, o que lhe valeu ser considerado pelos seus compatriotas como traidor.
Finda a guerra, Hesse publicou o seu primeiro grande romance de sucesso, Demian (1919). A obra, de caráter faustiano, refletia o crescente interesse do escritor pela psicanálise de Carl Jung, e foi louvada por Thomas Mann. Assinada nas primeiras edições com o nome do seu narrador, Emil Sinclair, Hesse acabaria por confessar a sua autoria. Deixando a sua família em 1919, Hermann Hesse mudou-se para o Sul da Suíça, para Montagnola, onde se dedicou à escrita de Siddharta (1922), romance largamente influenciado pelas culturas hindu e chinesa e que, recriando a fase inicial da vida de Buda, nos conta a vida de um filho de um Bramane que se revolta contra os ensinamentos e tradições do seu pai, até poder eventualmente encontrar a iluminação espiritual. A obra, traduzida para a língua inglesa nos anos 50, marcou definitivamente a geração Beat norte-americana.
1919 foi também o ano em que Hesse travou conhecimento com Ruth Wenger, filha da escritora suíça Lisa Wenger e bastante mais nova que o autor. O escritor renunciou à cidadania alemã, em 1923, optando pela suíça. Divorciando-se da sua primeira esposa, Maria Bernoulli, casou com Ruth Wenger em 1924, tendo o casamento durado apenas alguns meses. Dessa experiência teria resultado uma das suas obras mais importantes, Der Steppenwolf (1927). No romance, o protagonista Harry Haller confronta a sua crise de meia-idade com a escolha entre a vida da ação ou da contemplação, numa dualidade que acaba por caracterizar toda a estrutura da obra.
Em 1931 voltou a casar, desta feita com Ninon Doldin, de origem judaica. Com apenas quatorze anos, havia enviado, em 1909, uma carta a Hermann Hesse, e desde então a correspondência entre ambos não mais cessou. Conhecendo-se acidentalmente em 1926, foram viver juntos para a Casa Bodmer, estando Ninon separada do pintor B. F. Doldin, e a existência de Hesse ter-se-à tornado mais serena.
Durante o regime Nacional-Socialista, os livros de Hermann Hesse continuaram a ser publicados, tendo sido protegidos por uma circular secreta de Joseph Goebbels em 1937. Quando escreveu para o jornal pró-regime Frankfürter Zeitung, os refugiados judeus em França acusaram-no de apoiar os Nazis. Embora Hesse nunca se tivesse abertamente oposto ao regime Nacional-Socialista, procurou auxiliar os refugiados políticos. Em 1943 foi finalmente publicada a obra Das Glasperlernspiel, na qual Hesse tinha começado a trabalhar em 1931. Tendo enviado o manuscrito, em 1942, para Berlim, foi-lhe recusada a edição e o autor foi colocado na Lista Negra Nacional-Socialista. Não obstante, a obra valer-lhe-ia o prémio Nobel em 1946.
Após a atribuição do famoso galardão, Hesse não publicou mais nenhuma obra de calibre. Entre 1945 e 1962 escreveria cerca de meia centena de poemas e trinta e dois artigos para os jornais suíços.
A nove de agosto de 1962, Hermann Hesse veio a falecer, aos oitenta e cinco anos, durante o sono, vítima de uma hemorragia cerebral.

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Marcel Schwob

Marcel Schwob

Uma das mais importantes figuras da vida cultural parisiense. Frequentou os círculos simbolistas e surrealistas. Antes de se tornar escritor, foi jornalista, cronista e um estudioso do argot medieval, das tradições orientais e das literaturas antigas anglo-saxónicas. Dedicou-se à crítica, à teoria literária e traduziu e divulgou em França vários autores de relevo.

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Jean Genet

Jean Genet

Filho ilegítimo e abandonado pelos pais, Jean Genet nasceu em Paris a 19 de dezembro de 1910.
Com apenas 10 anos foi acusado de roubo e levado para uma instituição destinada a jovens delinquentes. Apesar de inocente, Genet decidiu, devido à falsa acusação, tornar-se ladrão. Assim, passou grande parte da infância e da juventude em instituições para delinquentes, tendo vindo a desenvolver uma crença própria: endurecer-se contra a dor e repudiar um mundo que não o aceitava.
Na década de 1930, Genet viveu em vários países europeus como ladrão, até que, em 1943, depois de ter cumprido uma pena de prisão por roubo, começou a escrever. As suas peças transmitem as suas experiências na prisão, abordando temas como a prostituição, o roubo e a homossexualidade.
Enquanto dramaturgo, Genet tornou-se uma voz importante do teatro do absurdo. A sua obra inclui também vários romances e argumentos de filmes. Morreu no dia 15 de abril de 1986.

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Carlo Collodi

Carlo Collodi

Escritor de literatura infantil e jornalista italiano, Carlo Collodi, de nome verdadeiro Carlo Lorenzini, nasceu em Florença em 1826. Assumindo o pseudónimo "Collodi", em honra da pequena aldeia toscana onde a sua mãe havia nascido, assinou comédias e artigos de imprensa, dos quais se destacam as fervorosas contribuições para o Il Fanfulla. Em 1876, criou uma série infantil cujo protagonista era o vilão Gianettino, mas o seu grande sucesso chegaria, em 1881, com a publicação no Giornaledei Bambini, do primeiro episódio de "Pinocchio", com o nome Storia Di Un Burattino, com ilustrações de Eugenio Mazzanti. Publicou, durante este período, Macchiette (1880), Occhie Nasi (1881) e Storie Allegre (1887), coletâneas satíricas e humorísticas dos seus artigos publicados na imprensa. Ignorando a fama potencial da sua obra, Collodiveio a falecer, na sua Florença natal, a 26 de outubro de 1890.

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Patti Smith

Patti Smith

Patti Smith é uma das figuras mais icónicas do rock e da poesia contemporânea, nascida a 30 de dezembro de 1946 em Chicago, Illinois, Estados Unidos. Conhecida como a "poetisa do punk", Smith teve um papel fundamental na cena punk rock de Nova Iorque durante os anos 1970, trazendo uma combinação única de poesia, música e uma atitude rebelde que influenciou gerações de músicos e artistas.

Smith começou sua carreira artística como poetisa, e a sua ligação com a música surgiu naturalmente, à medida que as suas leituras poéticas começaram a incorporar elementos musicais. Em 1975, lançou o seu álbum de estreia, Horses, que é considerado um dos discos mais importantes da história do rock. Com produção de John Cale (ex-Velvet Underground), o álbum misturava rock and roll cru com uma sensibilidade poética, e canções como "Gloria" e "Land" tornaram-se emblemáticas da sua abordagem artística.

O sucesso de Horses consolidou Patti Smith como uma figura central do punk, mas a sua música sempre ultrapassou os limites de qualquer género. Os seus álbuns subsequentes, como Radio Ethiopia (1976) e Easter (1978), continuaram a explorar temas de espiritualidade, política, e a condição humana, sempre com uma abordagem lírica profunda e provocadora. "Because the Night", coescrita com Bruce Springsteen, tornou-se um dos seus maiores sucessos comerciais.

Além da música, Patti Smith é também uma escritora aclamada. O seu livro de memórias Just Kids (2010), que narra a sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe e a sua experiência na cena artística de Nova Iorque, recebeu o National Book Award e é amplamente considerado uma obra-prima da literatura de memórias.

Ao longo da sua carreira, Patti Smith tem sido uma voz ativa em várias causas sociais e políticas, utilizando a sua arte para expressar preocupações com direitos humanos, liberdade de expressão, e questões ambientais. A sua influência vai além da música, sendo uma inspiração para artistas, escritores, e ativistas em todo o mundo.

Patti Smith continua a fazer música, a escrever, e a realizar performances ao vivo, mantendo-se uma presença vital e influente no panorama cultural contemporâneo.

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Robert Musil

Robert Musil

Robert Musil (1880-1942) foi um escritor, filósofo e ensaísta austríaco, considerado um dos maiores nomes da literatura do século XX. Nascido em Klagenfurt, a 6 de novembro de 1880, Musil formou-se em engenharia, mas foi na literatura que encontrou a sua vocação. Ingressou na Universidade de Berlim, onde estudou psicologia, filosofia e matemática, e completou o doutoramento em 1908. Antes de se dedicar à escrita, trabalhou como funcionário público e completou o serviço militar durante a Primeira Guerra Mundial, o que influenciou as suas críticas à sociedade da época. Nos anos seguintes, trabalhou em Viena como escritor e jornalista. Aquando da Anschluss, a invasão nazi da Áustria em 1938, Musil refugiou-se com a mulher judia na Suíça, primeiro em Zurique e depois em Genebra, onde faleceu em 1942, com 61 anos. Embora tenha tido pouco reconhecimento em vida, Robert Musil deixou um legado notável, que reflete sobre as complexidades da condição humana e a incerteza existencial.

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Louisa May Alcott

Louisa May Alcott

Louisa May Alcott (1832-1888) foi uma escritora, contista e poetisa norte-americana que se notabilizou principalmente na literatura juvenil.
Passou a infância com as suas três irmãs, rodeada de destacados intelectuais, tais como Nathaniel Hawthorne e Henry David Thoreau, amigos do seu pai, que era filósofo e professor. Como a personagem Jo March em Mulherzinhas, a jovem Louisa era muito determinada. Começou a escrever muito nova, aos 8 anos, idade com que já revelava a sua imaginação fértil, dando origem a histórias que encenava com as irmãs. As dificuldades económicas da família levaram-na a procurar trabalho, numa época em que havia poucas oportunidades para as mulheres. Foi professora, costureira, governanta e enfermeira durante a Guerra Civil Americana.
Aos 35 anos publicou aquele que viria a ser o seu mais famoso romance, Mulherzinhas, inspirado na sua própria vida familiar. Escreveu mais de 30 livros, entre romances, contos e poesia. Além do marco que deixou na literatura mundial, a escritora foi conhecida também pela sua atividade cívica, nomeadamente pelas posições que assumiu em defesa da abolição da escravatura, e do direito de voto para as mulheres.

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Mark Twain

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Conhecida como música, artista visual e escritora, Patti Smith , autora de livros como o bestseller Apenas miúdos   ou o mais recente Devoção , é também uma leitora ávida. Em conversa com o jornal The Guardian , confessou ter-se apaixonado pelos livros mesmo antes de saber ler e recordou algumas das leituras que a marcaram indelevelmente.
 

O LIVRO QUE MUDOU A SUA VIDA
Mulherzinhas , de Louisa M. Alcott

Para Patti, o clássico do século XIX sobre as irmãs Meg, Jo, Beth e Amy  foi o livro que mais impacto teve na sua vida. É, aliás, a Louisa M. Alcott que devemos a incursão de Patti Smith na literatura, uma vez que foi a personagem Jo March que a levou a querer ser escritora. 

Se pensarmos bem em Jo, a irmã  maria-rapaz das quatro, de convicções fortes, sonhos grandes e um amor pelos livros (tanto pela leitura como pela escrita), é fácil perceber porque a cantora norte-americana poderá ter-se identificado com ela.

No final deste ano, sairá uma nova adaptação cinematográfica deste livro, na qual Jo March será representada pela atriz irlandesa Saoirse Ronan. Veja o trailer aqui .

 
O LIVRO QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO:
As Aventuras de Pinóquio , de Carlo Collodi

Embora pudesse ter escolhido qualquer gigante da literatura, quando foi questionada acerca de qual o livro que gostaria de ter escrito, Patti optou por um clássico da literatura infantojuvenil. As Aventuras de Pinóquio, de  Carlo Collodi , o conto que serviu de inspiração para o clássico da Disney é, segundo a cantora, o livro perfeito para qualquer idade. 

Nas suas palavras, o livro pelo qual diz ter-se apaixonado aos sete anos de idade, aborda temas como a “criação, a guerra entre o Bem e o Mal, a redenção e a transfiguração” numa linguagem que apela a miúdos e graúdos.

 
O LIVRO QUE MAIS INFLUENCIOU A SUA ESCRITA:
The Thief's Journal , de Jean Genet

O livro mais autobiográfico de Jean Genet , o autor francês que viveu a maior parte da sua vida como ladrão, foi, para Patti, o livro que mais influenciou a sua escrita.

Embora fale apenas na influência que este teve no género em que escreve – “um misto entre autobiografia e ficção poética” – podemos, igualmente, encontrar semelhanças no tipo de temas abordados ou na forma como ambos exploram, de forma crua, a complexidade do íntimo humano.

 
O LIVRO QUE NÃO CONSEGUIU TERMINAR:
O Príncipe e o Pobre, de Mark Twain

Embora seja um livro relativamente curto, Patti Smith confessa não ter conseguido chegar ao fim do livro O Príncipe e o Pobre,  de um dos mais conceituados escritores da literatura norte-americana, Mark Twain .

Embora não chegue a justificar a razão, a cantora diz quando tentou ler o livro sobre o filho do rei e o mendigo, que decidem trocar de papéis, a leitura deu-lhe tanta ansiedade que chegou a vomitar. Desde aí, diz que nunca o terminou, nem é capaz de o fazer. 

 
O LIVRO QUE EXPANDIU A SUA MENTE:
O Jogo das Contas de Vidro , de Hermann Hesse

A utopia O Jogo das Contas de Vidro do autor alemão   Hermann Hesse    é, segundo Patti Smith, o livro que mais expandiu a sua mente.  Passado no século XXIII,  descreve uma comunidade mítica na qual uma elite intelectual condensa todo o conhecimento disponível da matemática, música, ciência e arte num jogo elaboradamente codificado que define os valores da sociedade. 

Para a cantora, este livro apresentou-lhe “um processo totalmente diferente de mapear o inteleto criativo” .

 
 
O LIVRO QUE MAIS GOSTA DE OFERECER COMO PRESENTE:
The Children's Crusade , de Marcel Schwob

Para Patti Smith, o livro The Children’s Crusade de Marcel Schwob nunca falha como presente. Profusamente elogiado pelo poeta Rainer Maria Rilke , conta a história das cruzadas de crianças que ocorreram no século XIII.

Embora tanto o livro como o seu autor tenham caído um pouco no esquecimento (não existindo sequer uma edição em português), Patti garante que é de uma beleza intemporal,  a que ninguém ficará indiferente.

 
O LIVRO QUE TEM VERGONHA DE AINDA NÃO TER LIDO:
O Homem Sem Qualidades , de Robert Musil

O Homem sem Qualidades , do austríaco Robert Musil , é um daqueles livros que muita gente gosta de ter na estante mas poucos leram. Tendo sido publicado em três volumes, pela editora Dom Quixote, é considerado o maior projecto romanesco, “deliberada e quase necessariamente inconcluso e inconclusivo” , da literatura do século XX.

É, por isso, compreensível que também Patti confesse ter este livro na estante há anos e ainda por ler.  Contudo, conclui com a segunda resolução: “Acredito que está na hora.”

 
 
O LIVRO PELO QUAL GOSTARIA DE SER LEMBRADA:
Woolgathering , de Patti Smith

Embora ainda não tenha sido editado em português, Patti Smith considera que Woolgathering é a obra pela qual deveria ser lembrada enquanto escritora. Este livro autobiográfico, que pode também ser lido como um romance de formação, conta a jornada de autoconhecimento de Patti, no seu percurso para se tornar artista.

Para Smith, vencedora do National Book Award em 2010, este livro é a expressão mais pura da sua imaginação.

 

Conheça a lista completa dos livros que marcaram Patti Smith aqui .

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Para que lhe sobre mais tempo para as suas leituras.