As dedicatórias de livros mais românticas de sempre

Por: Beatriz Sertório a 2024-02-12

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O Homem Duplicado
17,75€
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Ensaio sobre a Lucidez
17,75€
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As Intermitências da Morte
16,65€
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A Viagem do Elefante
16,65€
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Caim
15,50€
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As Pequenas Memórias
15,50€
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Cosmos
25,24€
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Letters To Vera
19,30€
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Gabriela, Cravo e Canela
20,90€
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Grande Sertão: Veredas
23,95€
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Uma tradição que se mantém desde a Roma Antiga, embora nem sempre com o mesmo propósito (ver De onde vêm as dedicatórias dos livros?), as dedicatórias de livros tornaram-se numa das formas mais especiais de um escritor prestar tributo ou expressar o seu amor por alguém. Embora os pais continuem a ser os principais destinatários  segundo um estudo publicado em 2006 ,  vários autores imortalizaram as caras metades nas suas dedicatórias, algumas capazes de rivalizar com os mais belos poemas de amor.

Em vésperas de Dia de São Valentim, recordamos algumas das dedicatórias de livros mais românticas de sempre, fruto de histórias de amor memoráveis da História da Literatura: José e Pilar, Jorge e Zélia, Vladimir e Véra… 


De José Saramago, para Pilar


Quando pensamos em dedicatórias românticas, um dos primeiros exemplos que nos vem à memória é o de José Saramago, que dedicou dezenas de livros a Pilar. Conheceram-se na década de 1980 e ficaram juntos até à morte do escritor, em 2010. Sobre a sua história de amor afirmou um dia Saramago: “Se eu tivesse morrido antes de conhecer a Pilar, tinha morrido muito mais velho do que aquilo que sou agora com 86 anos.” E eternizou essa história nas primeiras páginas de inúmeros romances. Abaixo fica uma compilação de algumas das mais memoráveis:

“A Pilar, até ao último instante.” (O Homem Duplicado)
“A Pilar, os dias todos.” (Ensaio sobre a Lucidez)
“A Pilar, minha casa.“ (As Intermitências da Morte)
“A Pilar, que não deixou que eu morresse.“ (A Viagem do Elefante)
“A Pilar, como se dissesse água.“ (Caim)
“A Pilar, que ainda não havia nascido, e tanto tardou a chegar.“ (As Pequenas Memórias)


De Carl Sagan, para Ann


Embora fosse um homem da Ciência, o astrónomo Carl Sagan era também um romântico. Autor de um romance (Contacto) e inúmeros livros de divulgação científica, ficou mais conhecido pela série de televisão e livro homónimo Cosmos, nos quais desvendava os mistérios do universo para milhões de espetadores. Durante as filmagens da série, conheceu a produtora Ann Druyan, com quem viria a casar em 1981, permanecendo juntos até ao fim dos seus dias. Nas primeiras páginas do livro Cosmos, publicado em 1980, escreveu a seguinte dedicatória: 

“Para Ann Druyan: Na vastidão do espaço e na imensidão do tempo, é uma alegria para mim partilhar um planeta e uma época com Annie.”


De Vladimir Nabokov, para Véra


Ao contrário de Carl Sagan, as dedicatórias de Vladimir Nabokov tinham pouco de poético. No entanto, não deixa de ser especial que desde a publicação do seu livro de memórias (Fala, Memória) em 1951, até à sua morte, em 1977, todos os seus livros tenham sido dedicados a Véra. Casados durante 52 anos, foi ainda a sua editora, tradutora e musa, servindo de inspiração para muitas das suas obras. Para além da habitual dedicatória “Para Véra”, Nabokov costumava ainda desenhar borboletas de várias tipos nos exemplares que lhe oferecia. As cartas apaixonadas que lhe escreveu ao longo da sua relação estão reunidas no livro Letters to Véra.


De Jorge Amado, para Zélia


Tal como Véra, também Zélia Gattai foi uma verdadeira musa para Jorge Amado, tendo ajudado o escritor a dactilografar e a rever todas as suas obras. Conheceram-se em 1945 e casaram meses depois, casamento esse que durou até ao fim da vida do escritor. Numa das suas obras mais conhecidas e que deu origem a uma famosa telenovela, Gabriela Cravo e Canela, Jorge Amado inclui, entre outras, a seguinte dedicatória: “Para Zélia seus ciúmes/ seus cantares suas penas/ o luar de Gabriela/ e a cruz do meu amor”. Com o dinheiro da venda dos direitos da obra para a MGM, compraram a Casa do Rio Vermelho, em Salvador, onde viveram durante mais de 50 anos e que ficou conhecida como “o templo do amor”.


De Guimarães Rosa, para Aracy


“A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro”. Assim começa aquele que é um dos livros fundamentais da literatura brasileira e uma das mais importantes obras literárias da língua portuguesa, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Mas mais especial que a dedicatória, é a própria Aracy de Carvalho, sua segunda esposa que ficou conhecida como “Anjo de Hamburgo” por ter salvado da morte vários judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Numa carta de Guimarães Rosa a Aracy, o escritor professa a sua devoção por esta mulher especial: “Serás tudo para mim: mulher, amiga, amante, companheira. Sim, querida, hás de ajudar-me a escrever os nossos livros. (…) E estaremos sempre juntos, leremos juntos, passearemos juntos, nos divertiremos juntos, envelheceremos juntos, morreremos juntos.”

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