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Maria Alice Samara | Somos Livros Edição Comemorativa

Maria Alice Samara nasceu em Lisboa, em abril de 1974.   É doutoranda e investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho tem-se focado sobre diversos temas relacionados com a Primeira República, tendo publicado, entre outras obras, Sidónio Pais, Fotobiografias do Século  XX  (coordenação  de  Joaquim  Vieira),  Verdes e Vermelhos. Portugal e a Guerra no Ano de Sidónio Pais e Operárias e Burguesas. As Mulheres no Tempo da República.

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Os caminhos da Bertrand depois do terramoto | Somos Livros Edição Comemorativa

No dia 1 de novembro de 1755 (sábado e Dia de Todos os Santos), pouco antes das dez horas da manhã, foi sentido em Lisboa um sismo de grande intensidade, cujo epicen- tro se supõe ter ocorrido no mar (entre 150 e 500 quilómetros de distância) e que terá provocado, desde logo, vários desmoronamentos.

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Fátima Sá e Melo Ferreira | Somos Livros Edição Comemorativa

Fátima Sá e Melo Ferreira é doutorada em História pela Universidade de Paris I (Sorbonne), professora aposentada do Departamento de História do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, investigadora do CIES-IUL e do Instituto de História Contemporânea (IHC) da FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Membro do conselho de redação da revista Ler História, da qual foi cofundadora e Diretora, entre 2014 e 2016. É autora, entre outras, das seguintes obras: D. Miguel (com Maria Alexandre Lousada), Lisboa, Círculo de Leitores, 2006. Rebeldes e insubmissos. Resistências populares ao liberalismo, 1834-1844, Porto, Ed. Afrontamento, 2002. Organizou, entre outras, a obra Contra-revolução, espírito público e opinião no sul da Europa: séculos XVIII e XIX, Lisboa, CEHCP, 2009

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Bertrand: Primeiro Século | Somos Livros Edição Comemorativa

Em tempos mais idos, o livreiro era, essencialmente, o artífice que, por encomenda, “fazia livros, juntando e cosendo as folhas que lhe vinham do copista, se ele próprio o não era também, e resguardando-as com uma capa”, mas a introdução da imprensa, e a multiplicação do número de exemplares que esta tornou possível, vai colocar em evidência a venda dos livros.

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Crónica dos primeiros dicionários de francês-português | Somos Livros Edição Comemorativa

Como salienta Iris de Barros-Sousa, a Bertrand teve a honra de editar, em 1754, o primeiro dicionário bilingue francês-português, um “ponto de viragem decisivo na lexicografia em Portugal” (BARROS-SOUSA, 2012: 215-227). Trata-se de uma edição sem precedentes em dicionários bilingues português-línguas modernas (SILVESTRE, 2012: 175-176; VERDELHO, 2011: 8) e que antecede em trinta e cinco anos a primeira dicionarização monolingue de António de Morais Silva1.

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O Direito a Recordar | Somos Livros Edição Comemorativa

Olga Tokarczuk disse, numa entrevista, em 2020, ao jornal Expresso, que “a história é muitas vezes vista como uma partida de xadrez jogada pelas peças brancas (...), pouco sabemos e pouco aprendemos sobre a história das pessoas comuns.” Não é necessariamente assim. Há trinta e cinco anos, o historia- dor José Mattoso propunha um “alargamento da escala às dimensões da humanidade inteira e da totalidade do tempo”, dito doutro modo: “não dar mais valor à queda de um império do que ao nascimento de uma criança, nem mais peso às ações de um rei do que a um suspiro de amor.” Mattoso antecipava “avalanches de objeções”, mas não há dúvida que é a História com todas as peças que encontramos na obra das historiadoras que nos deram a honra de participar nesta edição comemorativa da Somos Livros. Nas conversas desta rubrica (cujo título fica esclarecido), falamos do raiar dos “de baixo” como sujeito político e das suas inclinações contrar- revolucionárias (Fátima Sá e Melo Ferreira). Vemos como a Primeira República fracassou por não ter sabido conquis- tar (ou conservar) o seu apoio (Alice Samara). Recordamos como o Estado Novo procurou doutrinar indivíduos e famílias e como lidou com os milhares de refugiados que fugiram do nazismo e, a partir de setembro de 1939, da Guerra que, como uma mancha de óleo, alastrava na Europa (Irene Flunser Pimentel).

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Os "Bisouards" e a Fundação da Bertrand | Somos Livros Edição Comemorativa

 No século XVI, são poucos os estrangeiros de que há notícia dedicados ao comércio do livro em Portugal — Francisco Caeiro refere os gauleses João de La Coste e Miguel Deslandes (CAEIRO, 1980: 147) —, mas esta realidade vai mudar radicalmente no século seguinte. D. João V interessava-se pelo progresso científico e pelas artes do livro. No seu reinado, houve desenvolvimentos em várias ciências (matemática, geometria, ciências naturais, química, física, astronomia e medicina) e publicaram-se numerosos livros sobre assuntos científicos, muitos deles traduções de tratados e manuais estrangeiros (PROENÇA, 2015: 445-446).

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O autor que leu 27.000 livros de banda desenhada Marvel

Chama-se Douglas Wolk o entusiasta autor de banda desenhada que leu todos os fascículos da Marvel desde 1960 a 2017: 27.000 no total. Desta experiência, surgiu o livro Al of the Marvels, publicado em 2021 pela Penguin USA.

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5 sugestões literárias sobre mulheres inspiradoras

Hoje propomos cinco livros para ler e oferecer a quem mais gosta, sobre a história de vida de várias mulheres inspiradoras. 

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