"Então queres ser escritor?", de Charles Bukowski

Por: Bertrand Livreiros a 2020-03-15 // Coordenação Editorial: Marisa Sousa

Charles Bukowski

Charles Bukowski

Charles Bukowski nasceu na Alemanha, em 1920, mas cresceu em Los Angeles, onde viveu durante cinquenta anos. Publicou o seu primeiro conto em 1944, quando tinha vinte e quatro anos, e começou a escrever poesia com trinta e cinco anos. Morreu em 1994, aos setenta e três anos, pouco tempo depois de completar o seu último romance, Pulp. Viu publicados mais de quarenta e cinco livros de prosa e poesia, incluindo os romances Post Office (1971), Factotum (1975), Women (1978), Ham on Rye (1982), Hollywood (1989) e Pulp (1994). É um dos autores americanos contemporâneos mais conhecidos a nível mundial e, possivelmente, o poeta americano mais influente e imitado de sempre.

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Charles Bukowski, o escritor maldito, nasceu na Alemanha, no rescaldo da I Guerra Mundial, tendo ido depois viver para os Estados Unidos da América, ainda em criança. Começa por publicar um conto aos 24 anos e só se aventura na poesia uma década depois. Fazendo uso de um realismo sujo e cru, que muitos autores depois dele tentaram imitar, retratou como ninguém o lado obscuro do sonho americano e tornou-se um porta-voz daqueles que viviam à margem da sociedade.

Hoje, na poesia que nos salva o dia, sugerimos-lhe um dos poemas de Bukowski, Então queres ser escritor?.

 


 

Então queres ser escritor?, de Charles Bukowski

Então queres ser escritor?

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.

a menos que saia sem perguntar do teu
coração da tua cabeça da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.

se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.

se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.

se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.

se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.

se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.

se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.

a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.

a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer

por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.
e nunca houve.

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