Patrícia Campos Mello é jornalista no Folha de S. Paulo. Visitou a Síria, o Iraque, a Líbia e o Quénia. Foi a única jornalista brasileira a cobrir a epidemia do vírus ébola na Serra Leoa. Recebeu vários prémios, entre eles o Prémio Internacional de Liberdade de Imprensa e o Prémio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha. Em 2018, publicou uma reportagem sobre a utilização do WhatsApp como forma de disseminar notícias falsas e controlar o resultado das eleições. Em troca, foi rotulada de “vagabunda sem vergonha” e “jornalistinha comunista”. Ao procurar a verdade, iniciou uma guerra aberta contra a corrupção e a manipulação no Brasil.
A Máquina do Ódio é o relato de uma batalha contra as fake news (notícias falsas), um dos mais perigosos inimigos da democracia na era digital. Faça um fact checking (verificação dos factos) connosco e descubra os números e os nomes que desvelam o que realmente se está a passar no Brasil.
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136 milhões de brasileiros utilizam o WhatsApp. Com cerca de 210 milhões de habitantes, estima-se que mais da metade da população utilize esta aplicação.
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79 % dos brasileiros usam o WhatsApp como fonte de informação principal. Em comparação, os jornais são considerados a fonte mais fidedigna para apenas 8% dos brasileiros.
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Firehosing é o nome dado à técnica de propaganda e de propagação de informação através do envio de um grande número de mensagens. Esta prática é, por norma, feita de forma rápida, repetitiva e contínua, sem consistência ou consideração pela verdade.
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“Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp.” Este é o título da reportagem de Patrícia Campos Mello, publicada em 2018, que revelou como as empresas apoiantes de Bolsonaro adquiriram, através de agências de marketing digital, um serviço denominado “disparo em massa”, usando a base de dados do próprio candidato, ou outras vendidas por terceiros, para disseminar informações falsas e construir propaganda eleitoral.
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73 % dos brasileiros não confiam nos media tradicionais, preferindo utilizar o WhatsApp por acreditarem que o conteúdo aí partilhado, enviado por amigos e família, é mais fidedigno do que o veiculado pelos jornais ou pela televisão.
"As pessoas são bombardeadas de todos os lados por uma notícia (…) e essa repetição confere-lhes a sensação de familiaridade com determinada mensagem. A familiaridade, por sua vez, leva o sujeito a aceitar certos conteúdos como verdadeiros. Muitas vezes, esse será o primeiro contacto que ele terá com determinada notícia — e essa primeira impressão é muito difícil de desfazer." — Patrícia Campos Mello