Os livros do clube de leitura de Emma Watson

Por: Sofia Costa Lima a 2019-10-28

Marjane Satrapi

Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irão, em 1969, e atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerão, onde passou a sua infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos catorze anos, partiu para a Áustria, e depois retornou ao Irão para estudar belas-artes. Estabelecida em França como autora e ilustradora, Marjane conquistou a fama mundial com Persépolis, obra que ganhou alguns dos mais prestigiados prémios deste género literário. As ilustrações de Marjane são publicadas em revistas e jornais de todo o mundo, incluindo The New Yorker e The New York Times.

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Angie Thomas

Angie Thomas nasceu, cresceu e reside em Jackson, Mississippi.
É Bachelor of Fine Arts em Escrita Criativa pela Belhaven University.
O Ódio Que Semeias é o seu romance de estreia, que ocupou o primeiro lugar na lista de bestsellers do New York Times durante várias semanas.
Uma obra notável com direitos de tradução vendidos para mais de 20 países, tendo os direitos cinematográficos já sido adquiridos pela Fox 2000.

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Margaret Atwood

Margaret Atwood

Margaret Atwood nasceu em Otava em 1939. É a mais celebrada autora canadiana e publicou mais de quarenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Arthur C. Clarke, o Booker Prize, o Governor General’s Award e o Giller Prize, bem como o Prémio para Excelência Literária do Sunday Times (Reino Unido), a Medalha de Honra para Literatura do National Arts Clube (EUA), o título de Chevalier de l’ Ordre des Arts e des Lettres (França) e foi a primeira vencedora do Prémio Literário de Londres. Está traduzida para trinta e cinco línguas. Vive em Toronto.

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Rupi Kaur

Rupi Kaur nasceu em 1992 em Punjab, na Índia e emigrou com os pais para Toronto quando tinha quatro anos. Ainda em criança começou a desenhar e a pintar e também a escrever poemas e mensagens para os amigos.

Estudou retórica e escrita na Universidade de Waterloo. Tornou-se poeta feminista, escritora e artista de spoken word. Começou a sua carreira na poesia através de redes sociais – Instagram e Tumblr – onde ganhou notoriedade graças à sua determinação em quebrar tabus e também aos seus poemas visuais. Para Rupi escrever sempre foi uma experiência coletiva e uma forma de libertação.

Vive atualmente em Brampton, no Canadá.

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10%

A Cor Púrpura
17,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

20%

Persépolis
19,90€ 15,92€
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A História de Uma Serva
18,80€
30% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

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O Ódio que Semeias
17,50€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS

10%

Leite e Mel
14,90€
10% CARTÃO LEITOR BERTRAND
PORTES GRÁTIS
Longe vão os tempos em que Emma Watson era apenas Hermione Granger , a melhor amiga de Harry, nas adaptações cinematográficas da saga Harry Potter . A carreira da atriz britânica nascida em Paris começou muito cedo. Com seis anos, quis tornar-se atriz e começou a participar em algumas peças de teatro. O papel de Hermione Granger foi o seu primeiro papel profissional, com a estreia de Harry Potter e a Pedra Filosofal , em 2001.

A saga acaba por marcar a carreira da atriz. Enquanto gravava os filmes, Emma continuou a estudar, sempre com notas excelentes. Quando terminou o ensino secundário, optou por um gap year para filmar as duas partes de Harry Potter e os Talismãs da Morte . Antes disso, participou no telefilme Ballet Shoes, uma adaptação do livro de Noel Streatfeild com o mesmo título.

 


 

A ligação à literatura, como atriz e mulher

Terminou a faculdade em 2014, na Universidade de Brown, licenciando-se em Literatura Inglesa. No mesmo ano, tornou-se Embaixadora da Boa Vontade da UN Women, um projeto das Nações Unidas, que integra a campanha He for She . Desde aí, tem sido uma voz ativa na promoção da igualdade de direitos.

Já participou em algumas adaptações cinematográficas de livros: As Vantagens de ser Invisível , de Stephen Chbosky;  O Círculo , de Dave Eggers; A Bela e o Monstro , de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont; e o mais recente,  As Mulherzinhas , de Louisa May Alcott, com estreia prevista para dezembro.

Com uma ligação forte ao universo literário, Emma Watson decidiu criar, em 2016, um Clube de Leitura virtual, através da plataforma Goodreads . O grupo,  Our Shared Shelf   ( em português,  A Nossa Estante Partilhada), tem curadoria da atriz, que escolhe o livro a ser lido em cada mês e promove debates. Ocasionalmente, pede também sugestões de perguntas a serem feitas aos autores que entrevista. O propósito do grupo passa não só por promover a leitura mas também por debater temas sociais importantes e por consciencializar para a causa feminina através de cada escolha.

 

 

Os livros escolhidos por Emma Watson
 
A Cor Púrpura , de Alice Walker

Ainda no início do Clube de Leitura, em fevereiro de 2016, Emma Watson  escolheu como livro do mês um clássico:  A Cor Púrpura , de Alice Walker.

O livro aborda a violência doméstica de que as mulheres negras eram vítimas no início do século XX e a relação dos negros com o passado de escravatura. 

Inicialmente publicado em 1982,  A Cor Púrpura venceu o  Prémio Pulitzer  e o  National Book Award.  Em 1985, o realizador Steven Spielberg adaptou-o para cinema. O filme contou com as participações de Oprah Winfrey e de Whoopi Goldberg  e esteve nomeado para os Óscares e os Globos de Ouro.

Ainda hoje é considerado um livro atual e essencial, pelo que a atriz não hesitou em sugeri-lo aos membros do  Our Shared Shelf.

 
Persépolis , de Marjane Satrapi

O clube de leitura de  Emma Watson é, desde o início, muito diversificado no que diz respeito a géneros e temáticas. Uma das provas disso é o facto de  Persépolis , uma novela gráfica, ter sido a escolha para livro do mês em junho de 2016.

A novela gráfica autobiográfica de Marjane Satrapi decorre durante a década de 1980, no Irão, durante a Revolução Islâmica. Como a atriz lembrou aos membros do Clube , Marjane Satrapi cresceu durante este período complicado da história iraniana.

Ao longo do livro percebemos o impacto que os acontecimentos tiveram local e globalmente. Conhecemos os sonhos e dificuldades de Marjane, bem como os conflitos familiares  e as lutas da autora com a fé e a tradição religiosa. No entanto, apesar da temática forte, o livro não deixa de ter pontos de humor ao mesmo tempo que transmite uma mensagem universal de liberdade e tolerância.

 

A História de Uma Serva , de Margaret Atwood

O livro de Margaret Atwood , que recentemente venceu o  Man Booker Prize com The Testaments  e que é a   continuação de  A História de uma Serva,  também já foi uma das escolhas de  Our Shared Shelf .

A distopia, passada na República de Gilead, retrata uma época em que uma organização religiosa tomou conta de uma parte dos Estados Unidos. Com vários problemas de fertilidade por causa da poluição, as mulheres fertéis foram convertidas em Servas. O seu único propósito é ter os filhos dos Comandantes e das Mulheres destes. A sociedade de Gilead é uma sociedade repressiva, em que as mulheres perderam todos os direitos e são tratadas como seres claramente inferiores e sem permissão para coisas tão banais como ler ou escrever.

O livro, publicado em 1985, foi adaptado para série pela Hulu . A história continua a captar a atenção dos leitores porque, diz Emma Watson , “ articula tão vividamente como é para uma mulher perder poder sobre o seu próprio corpo.

 
O Ódio que Semeias , de Angie Thomas

Angie Thomas inspirou-se no movimento  Black Lives Matter para escrever  O Ódio Que Semeias e o propósito social não escapou ao Clube de Leitura, que o leu entre maio e junho de 2018.

Neste livro, a protagonista, Starr, de 16 anos, é a única testemunha quando Khalil, o melhor amigo, é morto a tiro por um polícia. A partir desse momento, Starr é ameaçada de morte. Tudo o que ela disser terá um de dois destinos: ou é usado a favor de uns ou é usado como arma por outros.

Publicado em 2017, o livro de Angie Thomas reforça a luta contra a discriminação e a violência, principalmente contra negros. O êxito foi de tal forma notável que o livro foi adaptado para cinema , no ano seguinte à publicação, e ficou entre os 20 melhores livros escolhidos pelos utilizadores do Goodreads .

 
Leite e Mel , de Rupi Kaur

Leite e Mel foi a escolha para os meses de julho e agosto de 2018. O livro é um conjunto de poemas, dividido em quatro temas: a dor, o amor, a perda e a cura.

A primeira versão de  Leite e Mel foi publicada pela autora, aos 21 anos, através do serviço de autopublicação da Amazon. O êxito foi imediato e interessou logo a vários grupos editoriais. 

Na primeira parte, a autora, que foi  vítima de abuso sexual,  aborda esse acontecimento. Na segunda parte, o livro assume um tom mais positivo, ao falar sobre amor. Na terceira parte,  Rupi Kaur escreve sobre a tristeza do final de uma relação. Na última parte, a poeta incentiva as mulheres a valorizarem-se e a lutarem por elas, num claro manifesto feminista de superação e poder.

Quando apresentou o livro ao grupo, Emma Watson lembrou os tempos em que recitava poemas , ainda em criança. Considerou que Leite e Mel  tem a capacidade de nos “ atingir como murros no estômago “. Para ela, os poemas de Rupi Kaur são “ imediatos, viscerais e de fácil digestão “.

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